Gael deixou os instintos de Vulcano guiá-lo, seus sentidos aguçados puxando-o pela floresta densa e silenciosa. Cada passo que dava, mais forte era o chamado, mais evidente era a trilha que, mesmo invisível aos olhos comuns, estava marcada de maneira indelével no terreno, nas árvores, no ar frio da noite. Ele já sabia exatamente para onde estava indo antes mesmo de se dar conta: a antiga casa de Ava. Seu coração apertou no peito, sufocando a respiração. Não pisava ali desde criança, desde o dia em que tudo mudou, o dia em que as famílias foram separadas e o mundo deles nunca mais foi o mesmo. As lembranças vieram como uma avalanche, mas ele não podia se deixar afogar por elas. Ava precisava dele. Quando a clareira se abriu e a casa surgiu à sua frente, intacta, com as luzes acesas, Gael

