Sam subiu lentamente as escadas que levavam ao segundo andar da casa do bando, os passos firmes, mas a mente inquieta. O dia havia sido intenso, e agora ele precisava falar com Gael. O corredor estava silencioso, exceto pelo leve som de vozes abafadas vindo do escritório ao fundo. Sam se aproximou, reconhecendo de imediato a voz de Gael, mais grave, tensa, e a de Heron, que soava sempre mais calma, racional. Sem bater, empurrou a porta e entrou. Gael estava de pé, encostado à grande estante de livros, com os braços cruzados e o olhar perdido na parede à frente. Heron, sentado na poltrona de couro, fitava-o com atenção, enquanto tamborilava os dedos sobre o braço da cadeira, um tique nervoso que surgia sempre que algo o preocupava. Ao ver Sam entrar, Gael ergueu o olhar e fez um leve ges

