No telhado da casa do bando, a noite parecia mais densa do que o habitual. A lua cheia pairava no céu como um olho atento, lançando sua luz pálida sobre a floresta silenciosa. O vento balançava as copas das árvores, sussurrando segredos antigos que só os predadores da noite conseguiam compreender. Sentados na beirada do telhado, com as pernas pendendo sobre o vazio, Julios e Sam contemplavam a imensidão escura e fria, mas os dois estavam alheios à beleza da paisagem. O peso daquela noite, da intensidade que tinham presenciado, parecia sufocar o ar ao redor deles. Julios levou uma das mãos até os cabelos, puxando-os para trás, e então soltou um suspiro longo, cansado. Sua expressão era a de quem já vira demais… mas mesmo assim, não conseguia se acostumar com certas coisas. Foi o primeiro

