Heron ficou em silêncio por longos instantes, observando a mulher em seus braços. Tiana tremia, não de frio, mas de emoção contida — como se o peso dos últimos dias estivesse finalmente esmagando sua resistência. As palavras sobre o pai, o cheiro de sangue, o silêncio cúmplice entre seus pais... aquilo era apenas a superfície. Havia mais, muito mais. E Heron, companheiro de alma, sentia cada pedaço partido dela dentro de si. Acariciou o rosto da companheira com a ponta dos dedos. Seus olhos se encontraram na penumbra do quarto, iluminados apenas pela lua prateada lá fora. Sem dizer uma palavra, ele a pegou no colo com facilidade. Ela não resistiu. Deixou que a força dele a amparasse, sentindo os braços firmes e protetores ao seu redor. O corpo de Tiana se encaixava contra o de Heron com

