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1099 Palavras

O trovão rasgou o céu com um estrondo que fez a vidraça do quarto vibrar. O som ecoou pelas paredes e mergulhou os corredores da fortaleza em um silêncio atento. Ava despertou com um sobressalto, sentando-se na cama com o coração disparado e os olhos arregalados. Sua respiração vinha rápida, ofegante. Por um instante, não soube onde estava. O quarto ainda estava mergulhado na penumbra da madrugada, iluminado apenas pelos relâmpagos que cruzavam o céu e tingiam tudo com flashes azulados e prateados. Ela levou a mão ao peito, tentando acalmar os batimentos descompassados. Sentia o suor frio em sua nuca, o peso do lençol ainda cobrindo suas pernas. O silêncio posterior ao trovão era denso, como se o mundo estivesse prendendo a respiração. Foi então que percebeu. Estava sozinha. Se virou p

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