Caio O gosto metálico da raiva, uma mistura de ferro e bile, já inundava minha boca antes mesmo que a última sílaba da notícia fosse pronunciada. Meus punhos se fecharam involuntariamente, as juntas esbranquiçadas pela força da minha fúria contida. — Repete isso. Devagar, desgraçado, antes que eu perca a cabeça e te arranque a língua — rosnei, sem desviar o olhar do homem que arfava diante de mim, o rosto pálido e o suor escorrendo pela testa. Ele tremia como uma folha ao vento, a camisa ensopada colada ao corpo, o peito subindo e descendo em espasmos irregulares. Seus olhos transmitiam o horror de quem tinha testemunhado o caos, mas ainda não compreendia que estava prestes a encarar a ira vingativa que se agitava dentro de mim. — Isabela... patrão... ela foi levada — gaguejou, a voz em

