Capítulo 30 – Prisão sem Grades

1077 Palavras

Isabela O quarto era espaçoso, com pé direito alto e móveis antigos que deviam ter sido luxuosos em outra época. Mas agora, as paredes pareciam se fechar sobre mim, o teto descia, ameaçando me esmagar. A sensação de claustrofobia era tão intensa que o quarto parecia menor do que um caixão, um espaço apertado e sufocante onde eu estava destinada a apodrecer. A pintura das paredes, outrora um tom marfim suave, agora parecia desbotada e encardida, manchada pelas sombras que se acumulavam nos cantos. A luz que entrava pelas frestas das janelas trancadas era fraca e filtrada, incapaz de dissipar a escuridão que se agarrava a cada canto. O medo, como um pintor macabro, tingia tudo com um cinza sujo, pesado, sufocante, transformando o ambiente familiar em um pesadelo claustrofóbico. As janelas

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