Caio O cheiro da pólvora ainda grudava na minha pele. O sangue daquele filho da p**a ainda tava fresco na minha memória. O som do tiro, o grito dela, o jeito como se jogou na frente dele... Como se ele fosse a p***a de um herói e eu o vilão da história. Mas o que me fode por dentro... é que talvez eu seja mesmo. Ela correu pra ele. Não pensou duas vezes. E eu, como um maldito viciado, continuei ali. Olhando pra ela, querendo matar os dois... e ao mesmo tempo, querendo só ela. Queria agarrá-la, jogá-la no ombro e levá-la de volta pro quarto. Onde ninguém toca, ninguém olha, ninguém mente. Onde ela é minha e só minha. Mas eu não fiz. Porque parte de mim... A parte que tá ficando fraca, maldita seja... queria que ela me escolhesse por vontade. Idiota. Eu nunca tive esse luxo. Nunca

