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1699 Palavras
#Narradora Não foi apenas Priscilla que passou uma noite péssima. Rodrigo tentou se levantar do chão, onde tinha apagado depois da surra que levou, e sentia dores por todo o seu corpo, seu nariz provavelmente estava quebrado e sua boca tinha um corte profundo. De frente para o espelho ele tirou a camisa com muito custo e pegou a maleta de primeiros socorros que tinha ali. Limpou seus ferimentos e se entupiu de remédios para conseguir dormir. -Acorda, Rodrigo. - Ouviu uma voz ao longe e depois alguns tapas no seu rosto. -Aii. -Gemeu de dor tentando entender a situação. Júlio estava parado perto da janela e olhando para fora com cuidado, temendo que tivesse sido seguido e em sua mão tinha uma arma pronta para resolver qualquer surpresa. -Pelo visto eles conseguiram te pegar antes. Se você menos atendesse a merda do seu telefone. -Júlio estava muito irritado. As coisas estavam desandando e sabia que não demoraria para os seus antigos aliados o tirassem da jogada. -Acho que eu não estava em condições. -Rodrigo falou com sarcasmo, afinal até cego poderia perceber que ele tinha tido muitos problemas. -Você deu sorte por ainda conseguir andar. Vista uma roupa e vamos sair daqui antes que eles voltem. -Eles são loucos quase me mataram por nada. -Rodrigo foi para o banheiro e Júlio observou melhor a casa do afilhado. -Pelo visto tem investido seu dinheiro em coisas que não deveria. - Júlio olhava uma gaveta repleta de relógios e roupas de marca. - Me admira muito que a Priscilla não tenha desconfiado de algo. -Ela acha que eu me dei bem em alguns investimentos que fiz. Até me deu os parabéns outro dia. -Ela é tão ingênua quanto a mãe dela foi um dia. - Júlio virou e viu o afilhado de roupa trocada e olhou pela janela novamente para ver se alguém os estava observando. - O que aconteceu para eu levar aquela surra ontem? -Rodrigo entrou no carro que Júlio estava e se ajeitou da melhor maneira que conseguiu para não se sentir tão dolorido. -Você é um inútil mesmo, Rodrigo. Sua única função era não deixar a Priscilla se meter nos nossos negócios. -Júlio estava muito irritado. - O Gabriel contou aos irmãos Pontes que ela pediu o balancete e pior que isso que não tinha se deixado enganar com os falsos dados. -Eu disse que ia ser difícil, mas o senhor a colocou na presidência mesmo assom. O que queira que eu fizesse? -Ela é a minha filha, eu não poderia por você na presidência, eu ainda acha que iria ser? -Júlio o olhou rápido, por um momento lhe passou pela cabeça que Rodrigo deixou por vontade própria que Priscilla descobrisse o que seu pai lutava para esconder. - Eu espero que nada disso tenha um dedo seu. No hospital, Priscilla voltava acompanhada por Tamas, e até que Nath estivesse recuperada ele seria o novo segurança de Priscilla, eles procuraram notícias da moça na recepção e encontraram uma moça loira fazendo as mesmas perguntas. -Você conhece a Natalie Smith? -Priscilla questiona analisando a moça, que a encarava com curiosidade. -Priscilla Puglieese? - Bárbara piscou várias vezes sem acreditar que aquilo estava acontecendo. O mundo era pequeno demais. -Sim, você me conhece? -Priscilla nunca tinha visto a moça, mas ela sabia muito da vida dela. - Sou Bárbara. Eu sou casada com a melhor amiga da Nath, nos avisaram que ela tinha sido baleada, mas a minha esposa está viajando, então eu vim ver como ela está. Bárbara não fazia ideia que a moça que Nath estava protegendo era Priscilla Pugliese, o que a delegada Aguilar tinha lhe dito era muito supercial e Thaís também não era de comentar coisas do trabalho para não colocar sua família em perigo, ainda mais agora que elas tinham decido ter um filho. -Ah claro. Eu sou Priscilla Puglieese sim, não sei o que a Nath falou que somos, pois isso ainda está indefinido, mas estamos no comenhecendo. -Tenho certeza que ela se importa muito com você, afinal levou um tiro por ti. - Tamas comentou e então Priscilla lembrou que ele estava com ela. -Bárbara, este é Tamas um amigo meu que está me ajudando com as coisas da Nath. Depois das devidas apresentações Tamas resolveu comprar algo na cantina do hospital, já que as duas mulheres iriam poder visitar Natalie no quarto. -A senhorita Smith está com uma acompanhante e eu vou pedir que ela sai para que vocês duas possam entrar. -A enfermeira falou e Priscilla e Barbara se entre olharam já que os dois policiais que a delegada tinha deixado para fazer a segurança de Nath estavam na porta. #Priscilla Depois de um rápido diálogo com a Bárbara famos acompanhadas pela enfermeira até o quarto de Natalie, o que me deixou bem surpresa era que tinha outra pessoa com ela além dos policiais. -Gabi? -Bárbara questionou assim que a mulher saiu do quarto depois que a enfermeira a chamou. -Oi, Bárbara. -Gabi tinha um sorriso sarcástico no rosto e Bárbara automaticamente cruzou os braços, elas não eram amigas. -Oi, Pri. Ela veio me cumprimentar com um beijo no rosto. - Eu não sabia que vocês eram amigas. Onde está a Thaís? Eu estou arrasada com o que aconteceu com a Nath. -O que está fazendo aqui? -Bárbara pareceu entender como aquela situação estava sendo desconfortável para mim e assumiu a conversa. -Ora. o que estou fazendo aqui? Eu e Nath temos um relacionamento. -Gabi falou como se fosse óbvio e eu me segurei para não lhe responder algo. -Vocês tinham você quer dizer. -Bárbara respondeu antes de mim e entrou na minha frente como se tentasse me defender de uma possível discussão com a ex da Natalie. -Não seja ingênua, Bárbara eu e a Nath só estamos tendo alguns problemas. Você sabe que ela me ama. Gabi falou aquilo olhando exatamente para mim, como se ela soubesse que eu e a Nath tínhamos algo. Era um enorme aviso de "Se afaste do que é meu" -Não foi o que fiquei sabendo. Na verdade a Nath está em outra e... -Toquei no braço de Bárbara que parou de falar. -Melhor você parar de nós fazer perder tempo e ir embora logo. -Sempre tão educada, hein Bárbara? -Gabi se aproxima de mim. - Foi bom lhe ver Priscilla, quando a Natalie sair dessa vamos marcar algo para fazermos todas juntas. Aposto que ela vai adorar te conhecer. Aquela situação tinha sido mais uma das coisas que fez aquele dia ser um dos piores da minha vida. O que eu estava fazendo para merecer tudo aquilo? Entremos no quarto e Natalie ainda estava desacordada. Seu rosto tinha um corte no supercílio e ela estava com o ombro todo enfaixado. -O médico me disse que ela pode acordar a qualquer momento. -Bárbara me deu espaço para que eu me aproximasse de Nath. -Você parece gostar muito dela. Deveria ter dado um chega para lá logo na Gabi. Ela é completamente louca. -Bárbara comenta e eu rio do comentário. -Eu conheço a Gabi. Sei que ela e a Nath não tem mais nada. Seria uma briga desnecessária, ainda mais depois de tudo o que aconteceu hoje. Eu realmente não estou nem um pouco interessada em brigas. -Entendo. Você é diferente do que eu imaginava. -Bárbara parecia comentar aquilo mais para ela do que para mim. - O que a Nath falou de mim para você me imaginar uma louca ciumenta? Era natural eu me sentir confortável com a garota para fazer brincadeiras. Ela me transmitia algo familiar. -Nada demais, é só que ela nunca escolheu garotas equilibradas assim como você parece ser. A Gabi é um exemplo disso. -Talvez ela estivesse me esperando. -Eu estava….- Ouvi a resposta bem baixinha e Nath estava tentando se levantar. -Melhor eu sair. -Bárbara se adiantou, quando eu e Nath entramos em uma bolha só nossa de olhares e perguntas de preocupação uma com a outra. -Melhoras Nath. Vou esperar aqui fora. -Obrigada, Bárbara. Mas antes. Você tem notícias da Thaís? Nath era muito reservada com a vida dela, poucas vezes me falava dos amigos e coisas assim, mas pela forma que seus olhos buscavam explicações de Bárbara, percebi que a tal Thaís era realmente muito importante para ela. -Ela ainda esta viajando e não tem como manter contato. Você sabe. -Bárbara parecia bem triste por lembrar da esposa. -Entendo. Espero que tudo isso termine logo e que ela possa voltar para você. - Nath desejou e Bárbara deixou escapar uma lágrima. -Na verdade, ela tem que voltar para nós. -Bárbara passou a mão na barriga e Nath arregalou os olhos. -Meu Deus! -Nath tentou se acomodar melhor na cama e eu a ajudei. - A Thaís me falou que vocês tinham parado de tentar a inseminação por causa da viagem dela. -Pois é, mas a última deu resultado. -Bárbara estava emocionada e Nath sorria feliz com a notícia. Alguma coisa naquele dia o fez um pouco menos difícil. -Ela ainda não sabe da novidade, quero contar com calma. -Vem aqui. -Nath chamou e Nath se aproximou pelo outro lado. -Mesmo que a Thaís não esteja aqui, eu quero que saiba que pode contar comigo. Meu afilhado, ou afilhada merece tudo. Eu olhava aquela cena emocionada. Nath era um ser humano lindo. Mesmo tendo passado por algo horrível ela ainda sim se mostrava prestativa para os que amava e seu carinho com o bebê que ainda nem estava ali me fez pensar em um futuro. Bárbara se foi e eu pude ficar a sós com a mulher que tinha levado um tiro por mim. -Como você está se sentindo? Fiquei muito preocupada com tudo o que aconteceu. Me desculpe lhe colocar nessa situação. -Me apressei a falar e Nath segurou minha mão. -Ei, eu estou bem. Você não tem culpa. Eu faria tudo de novo. -Na verdade, eu tenho sim. A polícia falou que eles estavam atrás de mim. Eu não queria contar tudo o que estava acontecendo para ela naquele momento, pois sabia que ela se preocuparia. Não era justo lhe trazer preocupações que nem eu entendia as razões. -O que a polícia lhe falou?
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