O sol ainda não havia nascido quando Dante Rivas deixou a cama. Isadora dormia profundamente, o corpo enroscado nos lençóis como se estivesse tentando se manter agarrada a ele por mais algumas horas. Ele observou o rosto dela por um instante. Depois, beijou-lhe a testa e saiu em silêncio, levando consigo o gosto de tudo o que deixou para trás — e a certeza de que não podia hesitar mais. Na sala de reuniões subterrânea da mansão, Pietro o aguardava. Mapa aberto sobre a mesa. Três outros homens de confiança ao redor, todos com semblantes tensos e silenciosos. — Alguma novidade? — Dante perguntou, a voz rouca de poucas horas de sono. — Laurent confirmou — respondeu Pietro. — De Luca não está mais em Nápoles. Se refugiou numa propriedade afastada ao norte da Toscana, usada há anos para lav

