O hospital estava quieto, como se o próprio prédio segurasse a respiração após o caos. Isadora não sentia os pés tocarem o chão. As paredes pareciam girar. Tudo ainda cheirava a pólvora, medo... e sangue. Subiu os três andares em silêncio. Quando a porta do quarto se abriu, e ela o viu deitado ali — pálido, ferido, com bandagens manchadas de vermelho —, o peito dela afundou. Dante Rivas. O homem que parecia indestrutível. Agora estava ali, abatido. Mortal. Ela se aproximou com passos cautelosos, como se pudesse acordar um demônio ou acalmar um guerreiro. — Dante... Os olhos dele se abriram devagar. Um cansaço amargo tingia as íris escuras. — Você veio — murmurou. — Claro que eu vim — a voz dela tremeu. — Você levou um tiro, por Deus! Ele tentou se sentar. Gemeu. Ela foi até ele e

