⚜️0.5⚜️

2148 Palavras
... John decide subir para o andar de cima da casa para organizar o segundo para Lili, ele arruma a cama e varre pois estava muito empoeirado e também abre a janela para ventilar o cômodo. Ele troca o forro da cama e do travesseiro e também separa algumas roupas dele de quando era mais novo para Lili usar enquanto ele não compra coisas novas para menina, também separa escova de dentes e sabonetes e uma toalha. Então desce as escadas para entregar as coisas a Lili porém ele se assusta ao não vê ela onde deixou, na sala. — Onde essa garota está ? - murmura ele a procurando na cozinha. — LILI ! - grita ele na sala — Oi - responde ela do lado de fora. Ele vai até a varanda e a avista observando a paisagem, então se aproxima e ela volta sua atenção para ele e pergunta : — Onde você me encontrou ? — Ali - aponta. — Eu não lembro como fui parar lá... Eu estava sozinha ? - pergunta com curiosidade. — Estava - responde John que em pensamento completa - Não estava com ninguém então... Estava sozinha. — Eu não consigo lembrar de nada. — Não force a sua mente tentando lembrar. As vezes é isso está fazendo você esquecer. Venha já está tarde para ficar aqui fora - chama ele. — Está com medo ? - pergunta ela. — Não. Mas se quiser dormir aí fora tudo bem... Só que vem uma chuva forte por aí - avisa ele apontando para o céu. — E vai trovejar provavelmente - diz ela com receio. — Segundo os meteorologistas sim. Agora venha - chama ele entrando para dentro e ela em seguida. Assim que ela passa ele fecha as portas e ela se senta no sofá, ele se aproxima e diz : — Acho melhor tomar um banho. Venha vou te mostrar a casa - chama ele indo em direção as escadas. Enquanto eles caminham pelos cômodos John dá algumas ordens para Lili. — Esse é o seu quarto, e o banheiro. Os únicos cômodos da parte de cima que você pode entrar. Nunca, em hipótese alguma, nem sequer pense em entrar no meu quarto ok ? - ordena ele. — Por que ? - pergunta ela com curiosidade. — Por que eu não quero e eu sou o dono da casa então é o mínimo que você pode fazer... Não entre, nunca no meu quarto - repete ele pausadamente. Eles seguem e quando John entrega a toalha e as roupas ela pergunta : — Mora sozinho aqui ? — Sim - responde ele ajeitando a cadeira que estava no quarto. — Não tem medo ? - pergunta de volta. — Eu não sei o significado dessa palavra desde os meus quatro anos. Pode ir tomar banho e se quiser trancar a porta pode só não perca chave - alerta ele. — Por que eu perderia a chave ? — Não sei. Você não lembra de nada e pode esquecer onde colocou ela por isso peço que não tire da porta. Caso contrário irá ficar trancada no banheiro. — Está bem... Para onde vai ? - pergunta ela na porta do banheiro. — Para o meu quarto. Qualquer coisa me chama. — Ok ! - responde ela entrando no banheiro. No quarto John se senta em sua cama e se pergunta como vai saber de onde Lili veio e o por que dela estar na floresta desacordada. — Talvez eles tenham sequestrado ela pra estrupar... Ou talvez ela tenha fugido e se perdido... Caramba são tantas teorias, mas a única certeza é que ela precisa de ajuda e talvez o lugar de onde ela tenha saído não seja tão seguro... E ficar comigo também não é uma opção afinal não é seguro nem para mim nem para ela. John pensava que a qualquer momento a pessoa que matou os pais dele viriam atrás dele e isso o colocaria em risco e também qualquer pessoa que estivesse com ele, esse é um dos motivos pelo qual ele vive sozinho afinal se apegar a alguém colocaria a vida dele e da pessoa em risco. Ele então desce para a sala para fazer o jantar dos dois e ao chegar na sala ele ouve os passos de Lili vindo. John Desço para a cozinha pois decidi fazer o jantar para eu e ela, em teoria por que como eu fiz uma sopa meio dia e sobrou eu irei esquentar ela e comeremos denovo afinal além dela estar deliciosa, ela precisa de nutrientes para lembrar o que aconteceu. Infelizmente a chegada dela aqui atrasará os meus planos afinal com 19 anos eu planejava entrar na Revolrtan mas eu não posso fazer isso com ela aqui... Pelo menos não enquanto ela estiver comigo. Eu também não posso ser egoísta e pensar somente em mim ( Embora devesse afinal não tenho nenhuma obrigação com ela ). Porém não é o certo a se fazer afinal caso eu a entregue de volta e alguém no lar dela faça algum m*l para a mesma será minha culpa. E eu não ficaria tranquilo com isso. Eu tenho um amigo policial na cidade e amanhã irei fazer compras na vila e falarei com ele, se sumiu alguém nas redondezas ele saberá quem foi e com sorte conhecerá os pais dela, de resto eu investigarei por conta própria por que nada me tira da cabeça que alguém a fez fugir de casa, e esse alguém com certeza queria fazer m*l a ela. .... Ela acaba de tomar o banho , na real ela se deu muito bem com o sabonete por que a casa inteira está cheirando como ele... Eu gostei disso. Ouço seus passos descendo pela escada e me levanto, ela vinha correndo algo que me preocupou um pouco afinal ela poderia cair escada abaixo, ela chega até mim e me olha, eu estava sério e ela sorrindo... Coisa que me fez não aguentar a seriedade por muito tempo. — Para de me olhar assim - peço indo até a cozinha e ela vem atrás de mim. — Por que ? - pergunta pulando na minha frente. — Você parece uma criança... Não sei, eu não consigo manter a seriedade com você sorrindo e me olhando assim. Para - peço novamente. Mas quem disse que ela ligou ? — Não precisa ser sério 24 horas por dia John - pontua ela sentada na mesa. Sim na mesa mesmo, não nas cadeiras. — Preciso sim. Eu já tenho quase vinte anos então tenho que me dar o respeito e agir de acordo com a minha idade - explico a deixando confusa. — Quantos anos você tem ? - pergunta brincando com as maçãs que estavam na mesa. — 18... É estranho perguntar isso pra uma desmemoriada mas você se lembra da sua idade ? - indago lhe tomando as maçãs afinal elas ficariam impróprias para consumo se ela continuasse brincando com elas. — Eu não sei... Não lembro - diz ela novamente com aquela cara de confusa. — Você deve ter batido a cabeça muito forte. Talvez seja melhor te levar a um neurologista - cogito enquanto me encosto na parede e ela muda o semblante confuso para um semblante de descontentamento. — Não quero ir a um médico. Eles passam exames, que são ruis e dói. Agulhas ! - grita assustada - Eu odeio agulhas e sentir dores - fala ela me deixando preocupada. Aquele olhar não era um simples olhar de medo é como se ela tivesse algum trauma, talvez ela não esteja desmemoriada e sim com a cabeça bagunçada como o seu cabelo que parecia uma palha literalmente. — Vamos fazer um acordo - me aproximo dela - Se você não se lembrar de nada em uma semana eu te levo a um amigo meu que é médico. Ele não vai te passar nada que tenha a ver com agulhas, prometo - falo de forma doce. — Obrigada John. O que é isso que está no fogão ? - pergunta ela apontando para ele. Meu deus eu esqueci do fogão. Sigo até ele assustado e o desligo rapidamente, por sorte não queimou... — É uma sopa - respondo a pergunta antes feita por ela. — Não gosto - pontua ela - Prefiro uma torta de maçã - Diz ela apontando para as maçãs do armário. Era só o que me faltava, uma desmemoriada achando que eu sou empregado dela. — Eu fiz sopa hoje. E você vai comer a sopa - ordeno - Se você se comportar amanhã eu faço a torta. — Injusto... Mas ok, me parece uma boa sopa - fala se sentando em uma cadeira. — É assim que eu gosto - digo pegando um prato e colocando a sopa. Entrego para ela que antes de comer me pergunta : — Não vai comer ? — Já comi enquanto fazia a sopa. — Não quer comer denovo ? — Não. — Eu não gosto de comer sozinha. — Você não está sozinha. Eu tô aqui. — Mas não está comendo. — Se eu comer você fica quieta e faz tudo que eu mandar sem reclamar ? — Sim. — Eu estou com fome também - me levanto e pego um prato para mim. Coloco a sopa e me sento onde estava e comemos, ela com certeza não é da vila afinal eles não comem como ela... Me parece ser uma garota rica talvez. Mas se for, o que estaria fazendo aqui ? Ela termina de comer e fica me olhando,acabo minutos seguidos dela que diz : — Vamos lavar os pratos - se levanta. — Deixa que eu lavo. — Sozinho ? — Sim. Você me parece ser desastrada e eu não quero perder a prataria milenar da minha mãe. — Isso me magoou - fala um pouco triste. — Se acostume. Não será a primeira coisa r**m que escutará na vida. — Você é grosso - pontua ela se levantando. — Eu sou sincero - retruco. — E grosseiro - completa ela saindo da cozinha. Nem me importo, lavo os pratos e os enxugo, guardo eles em seguida e vou até a sala, ela não estava lá... Denovo não. Subo as escadas e vou até o banheiro, estava aberto e sem ninguém, o segundo quarto também então só sobra... Ah não, se ela entrou no meu quarto... Ela estava lá, porém quando me vê esconde algo atrás dela mesma... Que garotinha abusada ! — Eu falei pra você ficar na sala... Esse é o meu quarto - adverto bravo. — Percebi. É como você, grotesco e duro. — O que você está escondendo aí ? - Pergunto indo até ela . — Nada - diz ela rapidamente se afastando de mim. — Me dá o que você pegou... Você não quer me ver bravo - ameaço. — Você já está. Então não tem diferença - debocha ela. Que garota ! — Você é muito abusada - xingo indo até ela que anda para trás tentando se afastar. — Você é um grosso - responde andando para trás até que a encurralo na parede. — Me dá - peço olhando firme para ela e usando o meu corpo para prende-la. — Por que você tem uma arma ? - pergunta me entregando ela. — Não é da sua conta - pego a arma da mão dela e me afasto. — Você é policial ? Ou um criminoso ? Me fala - pede ela curiosidade. — Vai pro seu quarto... E não me azucrine mais Lili - ordeno bravo. — Eu não sei onde é o meu quarto. — Vem eu vou te mostrar denovo - chamo indo a frente dela. — Ok - diz vindo atrás de mim. Paro na porta do quarto e ela fica parada também, olha para dentro e diz : — Está escuro... Eu não gosto do escuro. — Tem uma luz - digo ligando o interruptor - Entra e se deita logo ! - ordeno. Ela vai até a cama e senta nela, entro no quarto também para fechar as janelas e dar a ela os cobertores que estavam no guarda roupa no quarto, ela os pega e diz : — Obrigada. — Denada e boa noite - digo saindo do quarto porém ela me chama e pergunta : — Por que você tem coisas que cortam e matam no seu quarto ? - A curiosidade dessa garota tá me irritando. — Eu já disse que não é da sua conta - respondo rispidamente. — O que aconteceu com os seus pais ? Por que você mora sozinho aqui ? E por que as armas... ? Será que o John vai contar tudo pra Lili? ? ? E sim gente, esse John é o John do começo do livro rsrs...
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