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2182 Palavras
MEUS PAIS FORAM ASSASINADOS QUANDO EU TINHA QUATRO ANOS ! - grito sem paciência - E as armas são para o meu treinamento... - respondo a deixando assustada. — Por isso você é tão... Grosso. Desculpa eu não sabia - fala com sinceridade. — Você não sabia. E desculpa pelo surto... Normalmente eu sou calmo mas odeio quando façam algo que eu disse que não era pra fazer - explico calmamente. — Eu mereci. Boa noite - diz se deitando e se enrolando. — Boa noite Lili . Se quiser água é só descer e pegar eu vou deixar seu copo ao lado do filtro. — Obrigada... Posso fazer uma pergunta ? — Mais uma ?... Só se for a última. — Por que você tem coisas com uma onça grafada ou desenhada ? — É um lince... E essa casa é da minha família então eu não sei ao certo. Boa noite - digo saindo do quarto. Vou até o meu quarto e fecho a bendita porta, me jogo na cama e respiro fundo... Eu não posso pirar... Não posso pirar... Não vou pirar... Mas p***a por que tão curiosa !? Grito internamente. Eu preciso me livrar dela, por questões óbvias e também eu iniciarei um novo objetivo, com ele iniciado eu não posso ter ninguém... Até do Felipe vou me livrar por que eu morreria se fizessem algo com ele como vingança... Ele é um coelho e imagina só se fizessem algo com ela... Não me perdoaria jamais. Venho sonhando com o dia que finalmente poderia entrar na organização local que recruta assasinos de aluguel pelo simples motivo do dono ser um velho amigo do meu pai, talvez ele tenha pistas do que realmente ocorreu e eu preciso desvendar esse mistério que me corrói por treze anos. Eu me sinto culpado, eu me culpo por algo que claramente não tinha a ver comigo e com ou sem a minha existência isso aconteceria afinal uma das coisas que eu descobri é que foi premeditado... Por quem ? Não faço ideia mas darei o meu sangue pra descobrir. Somos parte de uma linhagem longínqua de máfias que foram extintas por algum motivo do qual eu não sei, meus pais impediram o homem que me criou de me ensinar sobre a na internet só há teorias... Não quero teorias afinal já bastam as que eu criei. Tracei uma uma linha de investigação e possíveis motivos da morte deles e todos terminavam em algo confuso ou sem sentido, sempre isso, só me sobrou uma teoria. Os Berlmont eram próximos do meu pai, grandes amigos ao que parece e segundo eu sei eles ficaram com parte das coisas que pertenciam a eles, terras, jóias, empredimentos e dinheiro... O que me faz cogita que se a morte deles foi planejada e eles eram próximos e sabiam disso talvez eles tenham arquitetado tudo para ficar com a maioria das coisas que sustentavam as máfias locais, com isso eles teriam a supremacia, segundo eu sei. Talvez seja uma teoria com um fio de certeza porém eu preciso falar com o Don Páduan para confirmar ou pelo menos descobrir o que ele sabe... Necessito disso. Só de volta a pensar sobre minha cabeça borbulha de teorias e perguntas sem respostas... Preciso me acalmar se não terei um colapso. Pego uma toalha e decido tomar um banho, afinal só isso me relaxaria naquele momento e deverás, me relaxou bastante o banho porém ao voltar para o meu quarto e tentar dormir não consegui... Algo r**m aconteceu e me deixou extremamente confuso e assustado. Lili que era pra estar dormindo e pelo visto estava começou a gritar do nada... Um pesadelo claro mas não foi isso que impresionou e sim o que ela gritava : — POR FAVOR ! EU ESTOU IMPLORANDO... ME DEIXE SAIR DESSE LUGAR EU NÃO... NÃO FALEREI PARA NINGUÉM ME DEIXE SAIR ! - implora ela chorando com os olhos fechados. Sim ela estava presa em um sonho, péssimo por sinal mas acorda-la do nada a deixaria pior ela poderia até ter um infarto dependendo do impacto, me aproximo devagar e ela continuava se debatendo e gritando, isso estava realmente me assustando. — ALGUÉM ME AJUDA POR FAVOR ! SOCORRO EU ESTOU IMPLORANDO... ME DEIXE... SAIR DAQUI POR FAVOR... ESTÁ ESCURO... EU NÃO GOSTO DO ESCURO... — Lili por favor - chamo tocando nela - Acorda, é só um sonho - chamo calmamente e ela ao que parece se acalma aos poucos. Ela consegue abrir os olhos e se senta na cama rapidamente, se encolhe e cobre-se com a coberta trêmula e as lágrimas molhavam o seu belo rosto... Estava extremamente assustada e talvez tenha até se esquecido quem eu era. — John... Me desculpa. Eu realmente não queria... - é interrompida pelas lágrimas. — Posso te abraçar ? - pergunto pois pelo que ouvi do pesadelo talvez um contato corporal a faça ficar m*l. — Por favor - implora ela chorando. Assim o faço, a abraço e ela continuou a chorar por algum tempo até que ela enxuga as lágrimas e diz : — Obrigada... Muito obrigado - agradece. — Eu vou te proteger ok ? Ninguém vai te fazer m*l aqui dentro e quem tentar eu mato - ameaço e ela parece estar mais calma e segura. E ficaria mais ainda ao descobrir que eu realmente fiz isso. — Obrigada - me abraça novamente e dessa vez mais forte. Aos poucos ela vai voltando a relaxar e meia hora depois do acontecido ela adormece nas minhas pernas, o cabelo dela estava extremamente bagunçado e cheio de galhos e pequenas folhas de grama, tiro um a um com cuidado para ela não se assustar e a ponho no travesseiro com calma, em seguida a cubro e fico por algum tempo observando ela e ao que parece ela não terá mais pesadelos, então saio do quarto e vou para o meu. Me visto com uma calça moletom velha e me sento na minha cama e por algum tempo fico me perguntando. — Quem queria fazer tanto m*l para ela ? — Será que esse alguém conseguiu ? — Será que isso é a causa dela ter vindo parar aqui e encontrado aqueles caras... Talvez ela tenha fugido pra não sofrer mais... ... Pela manhã... Acordo um pouco cedo afinal esqueci a janela aberta e o frio me fez acordar... A manhã será nublada infelizmente e isso atrasará os meus planos. Adormeço novamente e acordo sentindo a cama mais vazia... Lili não estava mas nela e isso me assustou até vê o por que dela não estar mas na cama. Ela estava sentada na mesa, sim novamente na mesa, do quarto concentrada e desenhando com uma folha que eu não sei onde ela encontrou, não lembro de ter deixado algum lápis por aqui então ao me aproximar me surpreendi não só com a beleza do desenho, mas com o modo que ela se adaptou para fazê-lo. Ela estava desenhando com um pequeno pedaço de carvão que eu não sei onde ela achou, e isso não importa, o que importa é que ela ela conseguiu fazer um belo desenho do qual me fez sentir orgulhoso dela. Quase como se fosse alguém que eu gosto muito fazendo algo belo. Ela vê que eu estava a observando e se vira para mim, consigo ver que o seu rosto estava um pouco sujo de carvão e isso me faz dá um leve sorriso, porém eu pergunto : — Está melhor ? - me aproximo mais. — Sim... Hoje vai ser um dia frio e provavelmente vai chover - diz apontando para o céu. — Eu sei. Mas vou precisar dá uma saída rápido para comprar umas coisas - pontuo e ela se vira para mim e pergunta : — Eu posso ir com você ? — Acho melhor não Lily. Depois do que aconteceu ontem eu creio que o melhor seja você ficar aqui até se lembrar de tudo. Eu posso trazer tudo que você quiser e precisar. — Eu quero papéis, tintas e lápis de cor... Também queria algumas canetinhas e se der umas telas pequenas... E pincéis - fala rapidamente. — Pra quê quer isso tudo ? - pergunto curioso me fazendo de desentendido. — Eu queria desenhar. Eu gosto de desenhar - explica ela me mostrando o desenho. E realmente ela gostava e além, ela fazia muito bem isso. — Ok. Vamos tomar o café da manhã - chamo. — Arruma a sua cama primeiro e fecha a janela, caso contrário vai molhar o colchão - alerto. — Eu não sei como arrumar uma cama... Você pode me ensinar e eu fecho a janela - proponhe com um sorriso. Danadinha, se não fosse o que aconteceu ontem eu diria que ela é abusada. — Está bem - respondo voltando para cama. Ela sobe na mesa e fecha a janela, em seguida desce e fica me esperando na porta e quando eu arrumo a cama, quando acabamos saímos em direção a sala e ela fica lá e eu na cozinha. Quando acabo de preparar o café a chamo algumas vezes porém ela não escuta, vou até a sala e ela não estava lá... Cogito que tenha ido lá fora e ao ir confirmar ela realmente estava na varanda olhando ao redor, não olhando de forma qualquer mas como se quisesse lembrar de algo. Me aproximo e pergunto : — Por que está analisando a paisagem ? — A grama - aponta - Tem diferentes tonalidades... Por que ? - pergunta confusa. — Por que cada propriedade tem uma grama diferente, aquela tem uma mais clara, a minha é a mais escura porém uma propriedade que tem após a floresta tem uma grama extremamente escura... Espécies diferentes - explico e ela parece entender. — Ah... Entendi. Vai chover, vamos entrar - diz ela entrando em casa. Sigo com ela até a cozinha, a mesma se senta na mesa... Esse costume me irrita um pouco. — Poderia começar a se sentar na cadeira Lily - adverto. — Eu gosto de sentar na mesa - pontua ela. — Mas não pode. Você pode acabar desmontando ela - explico. — Tem razão... Vou descer - diz ela descendo e se sentando na cadeira próxima de onde ela estava sentada. Sirvo e café e tinha alguns biscoitos na mesa, também tinha frutas porém ela nem olha para elas, vai direto no pote com bolachas de chocolate. — Você poderia comer uma maçã - sugiro. — Não gosto. Prefiro biscoitos - diz ela comendo eles. — E como me pediu uma torta de maçã ontem ? — É diferente... Torta de maçãs é mais gostosa que maçãs puras - explica ela. — Talvez seja por isso que você perdeu a memória... Não se alimenta direito - brinco. — Talvez tenha sido bom eu perder a memória... Os flashs que eu tive ontem foram muito ruins então... Foi bom esquecer - fala com um pouco de pesar. — Não quer me falar o que houve ? Se você viu um rosto ou algo parecido ? - pergunto tentando entender o que houve. — Tinha uma tatuagem de leão... É o que eu lembro - fala triste. — Ok. Eu não vou forçar sua memória. Faz um favor para mim ? - peço. — O que quiser - fala com prontidão. — Lava os pratos e arrumar a cozinha. Vou aproveitar que o tempo deu uma limpada para comprar as coisas - explico. — Ok. Não esquece das minhas coisas - fala se levantando. — Ok - digo me levantando também e encostando a cadeira na mesa. — Não quebra nada - completo e ela sorri. Saio da cozinha e vou até o meu quarto onde pego minha carteira e a chave do carro, desço e ao passar pela sala grito : — EU JÁ VOU SAIR OK ? — Ok ! - responde ela. — Se precisar de algo é só pressionar o botão 4 do telefone com fio, vai ligar diretamente para mim ok ? - pontuo. — Ok ! Beijos, volta logo - diz ela vindo até a sala. — Ok - digo indo até a varanda. No lado esquerdo da casa era onde eu deixava o carro, entro nele e dou partida, saio em direção a estrada e ela estava na varanda, é estranho a sensação de sair e ter que voltar logo pois tem alguém me esperando... Há 14 anos eu não tenho essa "preocupação" é diferente. Não penso em ficar com ela e um dos motivos para eu ter saído tem a ver com isso, tenho um amigo policial na vila e ele irá me ajudar porém eu não a entregarei de volta sem investigar as causas daqueles pesadelos macabros dela, e o motivo dela ter ido parar na campina sozinha. Chego na vila e estaciono o carro, sigo pela calçada em direção a casa do meu amigo, chamo na porta e ele vem até mim, abre a mesma e eu entro, ele estava estranhando o fato de eu ter vindo visitá-lo.
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