COZINHA DA MANSÃO. JOSÉ FELIPE SE MANTÉM ALTIVO PERANTE SAMANTHA.
— Acha que eu não percebi que você escondeu uma faca em baixo da bancada da copa?
José Felipe tinha um sorriso ladino nos lábios, demonstrando toda a sua presunção.
— Não sei do que está falando, senhor!
José Felipe riu de vez ao notar que a moça mais parecia um pequeno animal encurralado. Ela nunca o olhava nos olhos. E talvez fosse isso que o excitava, pois nem de longe Samantha demonstrava sentir-se atraída. A p***e menina sentia medo.
— Eu não queria fazer m*l a você — disse José Felipe.
— Não foi o que pareceu, senhor. Com todo respeito, preciso voltar ao meu trabalho.
— Eu sou seu patrão. Se eu disser que conversará comigo ao invés de lustrar toda essa prataria, você irá conversar.
Samantha engoliu em seco. A jovem desejava concentrar os seus pensamentos em Benjamin e em no trabalho. Quando aceitou a proposta de emprego não imaginava que enfrentaria uma situação como aquela. Nenhum homem havia se aproximado antes até José Felipe aparecer. Nem mesmo se Samntha o visse com outros olhos saberia como agir diante do contexto.
— Então diga, senhor. Diga o que quer! — Samantha disse tais palavras com certa aspereza. Não queria conversar.
José Felipe foi aproximando-se lentamente, como se rondasse a caça. Estava farejando a sua presa indefesa. Uma sensação indescritível percorria toda a sua corrente sanguínea, um calor, um d****o*. A sua v*****e* era a de tomar Samantha em seu braços e beijá-la de qualquer jeito.
Ele a observava: tão tímida, tão arredia e aparentemente ingênua. Não se lembrava de ter lidado com uma moça como Samantha antes.
— Sobre o que quero conversar, menina? — José Felipe colcou-se logo atrás de Samantha. Ele sentia o medo dela.
— Sim, diga de uma vez.
— Nossa, como você é brava! — Ironizava o rapaz — Eu quero saber o seu nome. Posso?
José Felipe praticamente sussurrava ao pé do ouvido da garota. Ele aproveitava para inspirar o perfume de xampu que emanava dos fios de cabelo dela.
— S-Samantha, senhor. Meu nome é Samantha. — Gaguejava.
— Belo nome... Samantha! — houve uma pausa — E quero saber outra coisa.
Samantha apenas queria que aquilo terminasse.
— Não será de bom tom se virem o senhor tão próximo a uma empregada como eu, senhor José Felipe.
— Eu não ligo, Samantha. Eu sou o patrão, lembra? Deixa eu perguntar: você me acha f**o?
Ela não havia parado para pensar. Mas a pergunta do patrão a fez rememorar os traços dele, tanto os do rosto, quanto os das características físicas.
José Felipe era bem mais alto que ela, de porte grande, com ombros largos e músculos proeminentes. Naquele momento ele vestia uma camiseta regata que exibia o físico robusto. O rosto era simétrico e quadrado, com uma barba preenchida e de tom quase ruivo. Olhos castanho-claros sedutores e profundos, capazes de atrair.
Apesar de tudo, a empregada não podia negar que o seu patrão ra bonito, mesmos diante daquele contexto perturbador.
— O que a opinião de uma empregada importa, senhor José Felipe?
Ele gostou da resposta. Samantha não era tão ingênua assim.
— Me acha bonito ou não acha? Ainda não respondeu a minha pergunta.
Samantha engoliu em seco.
— Não, o senhor não me atrai! Desculpe, senhor, mas preciso realmente voltar aos meus afazeres.
Não era verdade absoluta, mas também não era mentira. O fato era que Samantha não tinha tempo para pensar em homens diante de tantos problemas. Então, em linhas gerais, José Felipe não despertava muitas coisas em Samantha porque simplesmente ela não conseguia pensar em desejos* da carne quando seu irmão estava doente e os pais recentemente assassinados*.
— Não a atraio? — José Felipe queria esconder que por que seu ego estava ferido.
— O senhor me perguntou e eu estou respondendo . Devo mentir para agradá-lo?
O rapaz não se daria por vencido tão cedo. José Felipe encurvou-se com a cabeça até o ouvido de Samantha e disse:
— Não, não quero que minta, menina. Quero que me deseje*. E você vai me desejar*, é questão de tempo. Não me faça torná-la uma obsessão minha. Quando fico obcecado por uma mulher as coisas não costumam sair bem.
E então, um arrepio subiu pela coluna de Samantha, um arrepio que ela nunca sentira antes. A menina não sabia o que era aquilo, pois nenhum homem estivera tão perto. Samantha não poderia negar que era uma sensação boa, porém não sabia dizer o porquê.
— José Felipe, o que está fazendo com essa empregada? — Melissa aparecia na porta da cozinha, já toda pronta para o jantar