CAPÍTULO SEIS

742 Palavras
QUARTO DE EMPREGADA. Samntha entrou chorando no quarto. — Vamos embora, Benjamin. Vamos achar outro lugar para ficarmos! Se esse riquinho metido a b***a acha que pode abusar de mim só porque eu soui p***e, ele está muito enganado. Samantha chorava e juntava a poucas coisas que tinha sobre a cama. Até se dar conta de que Benjamin não respondia. — Benjamin, acorde! Vamos embora! O garoto abriu os olhos vagarosamente. — Eu não tô bem, tata! Tô com enjoo. Samantha colocou o dorso da mão na testa de Benjamin e percebeu que ele queimava em febre. — Meu Deus, Ben. O que houve? Ela o pegou no colo após secar as lágrimas. O que faria se saísse dali com o irmão doente daquela maneira? Iriam para onde? — Samantha, Adamastor tá te chamando na cozinha para... — Gertrudes, a cozinheira, parou na porta que estava entreaberta. Ficou paralisada diante da visão da nova empregada abraçada a uma criança. Samantha asssutou-se e seu reflexo fora de tentar proteger o irmão. Gertrudes olhou para fora do quarto e em seguida entrou e trancou a porta. — Menina, quem é essa criança? Se a senhorita Virgínia descobre isso você será demitida! — Por favor não conte nada a ninguém, não temos para onde ir! Gestrudes suspirou, a velha senhora era ranzinza mas tinha um bom coração. — Menina do céu, ele é seu filho, é isso? — Não, Gertrudes, meu irmão caçula! — Por que não deixou ele com seus pais? — Nossos pais foram assassinados* ontem. Estamos quase que fugindo! Gertrudes arregalou os olhos diante de tantas informações. Depois reparou que o pequeno Benjamin estava pálido e suava. — Samantha, essa criança está doente? Samantha olhou para o irmão, quase chorando novamente. — Sim, Gertrudes. Está ardendo em febre, eu não sei o que fazer. — Calma, calma. Vamos pensar em algo agora. Eu tenho dipirona na minhas coisas. Vou buscar. A velha senhora foi tão rápido e voltou mais depress ainda, como se estivesse em missão de espionagem. Olhava para os lados certificando-se de que não era seguida. — É dipirona em gota, segura a boca dele e eu pingo, menina! — Ok! Conforme as gotas iam caindo, Benjamin fazia careta e ameaçava chorar, mas Samantha o consolava balançando feito um bebê. — Sabe o que é pior, Samantha? Que Adamastor está procurando por você, querendo saber onde foi parar. — Eu imagino, Gertrudes. Acho que serei demitida de qualquer jeito! — Como assim,menina? Ele não faria isso. — Faria sim. Eu chutei o senhor Jose Felipe quando fui ao quarto dele levar o lanche que pediu. A essa altura todos já devem estar ssabendo que a nova empregada agrediu o patrão. — Você fez o quê? Samantha olhava para o irmão. — Ele tentou me agarrar a força. Eu estava me defendendo!! Só por que sou p***e e empregada, eu não ia permitir que se aproveitasse de mim. Que sorte a minha!! — Samantha desabava em choro, não ageuntando mais tanta pressão. — Ele não podia ter feito isso. Seu José Filipe dá me cima de todas as empregadas que passam por essa casa... Eu achei que foi é bom, viu, Samantha! Alguma mulher precisava colocar aquele garoto mulherengo no lugar dele. — Adamastor já sabe do que fiz? O senhor José Filipe foi reclamar? — Não, menina! Não que eu saiba. Adamastor te procurava para dar informações sobre o serviço do jantar. Ele está se descabelando todo. — Ah sim, menos m*l. Mas como farei para ir? Não posso deixar Benjamin soinho aqui. Não doente dess jeito. Gertrudes foi até o pequeno e aferiu a tempratura na testa, mas havia pouco tempo desde que dera dipiorna, então ainda queimava em febre. — Eu fico com ele até o jantar acabar. — Adamastor não vai dar por sua falta, Gertrudes? — Não, porque é minha folga depois das quatro horas. Meu banco de horas está lotado. Ele me deve folga de qualquer jeito. E deixa que daquele mordomo cuido eu. Ao menos algo parecia dar certo naquele dia para SAmantha. — Oh, Deus, eu nem sei como agradecer, Gertrudes! — Estamos aqui para ajudar. Agora ame dê essa criança e vá procurar aquele mordomo chato, anda! Samantha entregou Benjamin no colo de Gertrudes. — Obrigada de verdaade. — Me agradeça depois, menina. So se lembre de umas oito horas trazer algo para mim e seu irmão comermos. — Trarei, fique tranquila.
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