Aisha percebeu que tinha passado do limite. Sabia disso. Ainda assim, permitir que aquele homem retirasse sua roupa parecia demais, invasivo, sufocante. Respirou fundo e falou com cautela, escolhendo cada palavra como se estivesse pisando em gelo fino. — Primo, obrigada por me salvar, mas eu consigo me trocar sozinha. Ele cruzou os braços com calma excessiva. Aisha percebeu, pelo silêncio carregado, que Artem parecia se divertir com a situação. — Sabe, Sofi… quando soube que minha mãe tinha te trazido para este lugar, larguei tudo e vim o mais rápido que pude. Esperava uma recepção melhor. Ela permaneceu sentada no canto da cama, como se aquele fosse o único espaço realmente seguro. Artem, por outro lado, não parecia disposto a sair dali. Não que Aisha fosse ingênua; já tivera namorado

