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Sinopse

Klaus construiu um império — mas decidiu escondê-lo. Fingiu ser pobre para testar o amor da mulher que dizia amar. Quando ela o abandona sem olhar para trás, levando com ela a traição e o desprezo, Klaus afunda no silêncio de um homem deixado para trás pelo próprio experimento.Em paralelo, Helena, uma jovem dentista dedicada e sonhadora, sustenta o luxo do namorado com jornadas exaustivas de trabalho. Guardou-se por amor, acreditando que o casamento viria no tempo certo. O que ela ainda não sabe é que, enquanto ela constrói, ele destrói — em segredo.Dois corações entregues demais. Duas traições diferentes. Um encontro inevitável entre dor, amadurecimento e reconstrução.

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o homem invisível
Klaus acordava todos os dias antes do sol. Não por obrigação, mas por costume. Virava-se devagar na cama para não acordar Caroline, observando-a dormir com o rosto sereno que ela só tinha quando não precisava lidar com a realidade. Ele a amava naquele silêncio mais do que em qualquer palavra dita. Caroline era bonita, elegante, vaidosa. Gostava de roupas caras, perfumes importados e sonhava com uma vida que, segundo ela, ainda não tinha chegado. O que ela não sabia — e Klaus fazia questão de manter assim — era que aquela vida já existia. E era dele. Klaus era CEO de um dos maiores grupos empresariais do país. Tinha prédios, contas milionárias, imóveis espalhados em cidades onde Caroline sonhava morar. Mas, para ela, ele era apenas Klaus… o homem simples que trabalhava numa padaria do bairro. — Você vai se atrasar de novo? — Caroline perguntou certa manhã, sem tirar os olhos do celular. — Não, amor. Hoje eu saio mais cedo — ele respondeu, inclinando-se para beijar-lhe a testa. Ela virou o rosto. — Klaus, eu acabei de passar creme. Você não presta atenção. Ele sorriu, engolindo a pequena dor que já tinha se tornado rotina. Todos os dias, Klaus saía de casa vestindo roupas simples. No caminho, não ia direto à empresa. Passava antes por um de seus imóveis vazios. Ali, trocava o paletó caro por uma camisa velha, sujava as mãos de propósito, deixava o cheiro do trabalho parecer mais pesado. Só então voltava para casa no fim do dia — cansado de verdade, mas não da padaria. Cansado de tentar ser suficiente. À noite, Caroline costumava estar no sofá, pernas cruzadas, unhas recém-feitas, reclamando da vida que tinha. — Eu não aguento mais essa mesmice, Klaus — dizia, sem olhar para ele. — Todo dia a mesma coisa. Casa simples, marido cansado, zero perspectiva. Ele se aproximava devagar, como quem pede permissão para amar. — Amor, vem cá… só um pouco. A gente quase não fica junto. — Ai, não — ela reclamava, levantando as mãos. — Sai pra lá. Você tá sujo. Acabei de fazer as unhas. — Eu só queria um beijo — ele dizia, com a voz baixa. — Klaus, vai tomar banho. E ele ia. Não por submissão. Mas por esperança. Klaus acreditava, com a fé quase ingênua dos apaixonados, que um dia Caroline enxergaria além da conta bancária que ela pensava que ele não tinha. Que ela aprenderia a valorizar o cuidado, o carinho, o amor silencioso que ele oferecia todos os dias. Ele acreditava que amor se construía. Não sabia ainda que, para Caroline, amor tinha preço. E que ele estava prestes a descobrir o quanto custa fingir ser invisível. Naquela tarde, Klaus fez exatamente o ritual de sempre. Saiu da empresa no horário de costume, deixando para trás salas de vidro, números milionários e decisões que moviam centenas de vidas. Passou por um dos imóveis que mantinha fechado justamente para isso. Lá, abriu um saco de farinha, esfregou um pouco nos braços, nas mãos, na camisa. Trocou o sapato caro por um tênis gasto, vestiu a roupa simples que Caroline conhecia tão bem. Quando chegou em casa, o cansaço era real — não do corpo, mas da alma. Caroline estava jogada no sofá, pernas esticadas, celular na mão, a televisão ligada sem que ela realmente assistisse. O cheiro de banho recém-tomado tomava a sala. — Tem dinheiro aí? — ela perguntou, sem sequer levantar os olhos. — Tenho… — Klaus respondeu, tirando a carteira do bolso. — Cinquenta reais. Ela finalmente o encarou. — Só isso? — É o que deu essa semana. — Klaus, minha mãe precisa fazer o cabelo. Eu queria mil reais. Ele respirou fundo, tentando manter a calma. — Mil não dá agora. Vai ter que esperar a gente receber. Caroline bufou, impaciente. — Ah… então me dá esses cinquenta aí mesmo. Ele estendeu a nota. Quando se inclinou para beijá-la, Caroline se afastou bruscamente. — Não me beija, Klaus. Olha pra você. Tá todo sujo. — Eu trabalho… — Eu sei — ela cortou. — Mas eu sou cheirosa, acabei de tomar banho. Olha pra mim. Klaus olhou. Olhou para ela, impecável. Depois, sem dizer nada, olhou ao redor da sala. Pratos sobre a mesa, roupas jogadas no sofá, a casa desorganizada como se ninguém se importasse. — A casa tá toda bagunçada… — ele comentou, com cuidado. Ela deu de ombros. — E o que tem? Você acha que eu vou ficar limpando casa? — No começo você limpava, Caroline … — ele disse, quase num sussurro. — Você organizava tudo. O que aconteceu? Ela se sentou, o olhar agora duro. — O que aconteceu é que eu cansei. Klaus engoliu em seco. — Cansou de quê? — De você — ela respondeu, sem rodeios. — Você me prometia o mundo, Klaus. O mundo. E olha onde a gente tá. Nessa pobreza. Nessa casa caindo aos pedaços. Nessa vida pequena. Ela se levantou, passando por ele sem cuidado. — Você só chega assim, sujo, desarrumado… e nunca tem dinheiro suficiente pra nada do que eu quero. Klaus ficou parado no meio da sala. Ele poderia acabar com aquilo em um segundo. Poderia dizer quem realmente era. Poderia mostrar extratos, contratos, prédios, carros, uma vida inteira que ele escondia por amor. Mas ficou em silêncio. Porque ainda acreditava que, se ela o amasse de verdade, não precisaria de prova alguma. E, sem perceber, naquele instante, ele estava sendo deixado para trás — mesmo ainda estando ali.

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