No sábado, após passar no quarto das crianças e verificar que já estão acordadas, desço. Encontro-as quietas e sentadas em torno da mesa de jantar ao lado dos seus pais. Cumprimento a todos e murcho os ombros ao ver os jarros de suco na minha frente, mas sou incapaz de dizer alguma coisa. — Bom dia, senhorita Laura, a noite foi boa? — Engulo em seco quando ouço a voz da mulher cortar o silêncio. Sirvo-me um pouco do suco amarelo, que se encontra dentro de um jarro de vidro, e pelo aroma noto ser de maracujá fresco. De soslaio, deixo o olhar recair sobre o meu chefe, que está escondido atrás do seu jornal, e automaticamente minha mente me leva para os acontecimentos da noite anterior, onde dançávamos intimamente. Se ela soubesse disso, com certeza, me demitiria. — Claro, senhora! — respo

