— Minha esposa falecida circula por aquela casa. — encaro Nikolas com olhos esbugalhados, porque é a primeira vez que o escuto falar abertamente sobre isso. Ele aproxima-se devagar e fala ao olhar para mim. — Acho que a Laura já a viu uma vez. — Era ela mesmo? — questiono, mesmo já sabendo desta informação, e ele apenas confirma com a cabeça. — Pensei que fosse minha mente pregando peças. — Pior que não! — Nikolas dá de ombros. — Mas a culpa disso tudo é minha — respira fundo —, tenho plena consciência disso... — Seu tom de voz diminui à medida que ele conclui a frase. — O quê...? — começo, mas vó Berta me corta: — Cê fez isso como, moço? Com essas coisa não se brinca, não. — Eu... não sei ao certo! — confessa levando as mãos à cabeça e andando de um lado para o outro parecendo fru

