O bom filho a casa torna

1770 Palavras
Vivian Eu sai tão furiosa da casa na qual eu deveria estar relaxando agora, irritada com o meu avô, com Matteo e comigo mesma por não ter me preparado melhor para toda essa situação, que só depois de muito tempo dirigindo Deus sabe para onde eu percebi que eu não sabia onde ficava o tal motel ou mesmo para onde eu estava indo nessa cidade esquecida por Deus. Respirando fundo parei o carro para olhar no GPS onde eu poderia encontrar o tal Motel e como nada hoje estava saindo conforme os meus desejos a localização do Motel estava no outro lado de onde eu estava agora, o que me renderia mais horas dirigindo quando eu m*l estava conseguindo manter os meus olhos abertos. Na verdade, devo agradecer ao meu amado avô por ter me levado ao estado mais elevado de raiva, porque essa é a única coisa que está me mantendo acordada no momento. — m***a. — falo, enquanto soco o volante. Eu preciso dormir, porém, sem ter muito mais o que fazer sou obrigada a voltar a dirigir. Quase trinta minutos depois dirigindo (e sem encontrar nenhum outro carro, o que já serve para revelar para mim muitas coisas sobre Rondon Fall) eu estaciono o meu carro no tal Motel. Eu estou tão no limite com toda essa situação que nem esmo gasto nenhum tempo para analisar os meus arredores, ou seja, nem mesmo noto o estado do estabelecimento exterior do estabelecimento, que é realmente decrepto. Um adolescente, que obviamente não deveria estar trabalhando nesse horário em dia de semana, me recebe na recepção e faz o meu registro e me entrega as chaves do meu quarto. Ele se oferece para me mostrar onde encontrar o meu quarto, mas depois que eu o pego me checando pela terceira vez eu declino não tão educadamente assim da sua sugestão. Aparentemente homens são homens em qualquer lugar no mundo. Ao inferno esse dia de m***a, mas ele finalmente está próximo a chegar ao fim e não é como se ele pudesse piorar ainda mais agora. Mas aparentemente eu estou errada. Quando eu entro no quarto, ou numa tentativa de quarto, eu sinto o que resta da minha vontade de viver murchar. Aparentemente o estabelecimento é tão r**m quanto Matteo tinha dito. Na verdade, ele não exagerou em nada, se eu puder falar algo é que ele foi até mesmo generoso. As paredes estão manchadas e o que eu acredito que foi um amarelo em algum momento se tornou marrom com detalhes específicos em esverdeado. Não há lençol na cama e o colchão tem tantas manchas que nem mesmo dá para ver a sua cor original. Esse mesmo colchão é tão fino que mais parece um pedaço de papelão em cima de uma construção de metal e nesse momento eu sei que nem mesmo se a minha vida dependesse disso eu estaria a dormir nele. F O D A - S E A M I N H A V I D A! Fecho os meus olhos com força e suprimo uma vontade quase avassaladora de gritar. Sem ter muito mais o que fazer agora e me sentindo cada vez mais encurralada, deixo a minha mala cuidadosamente em um cantinho que me parece ser o mais limpo, orando aos céus para que ela não seja infactada, e vou até o minúsculo banheiro. Abro o chuveiro para testar ele e ele me parece aceitável se eu conseguir ignorar o fato de que a vazão de água é uma piada e só cai uma pequena corrente no centro, fazendo com que banho se torne muito mais um banho de bica do que um banho realmente de chuveiro. Eu analiso as minhas opções cuidadosamente: 1) Eu poderia voltar para a casa que deveria dividir com Matteo, onde eu ficaria infinitamente mais confortável. Porém, ele se regogizaria por dias por provar que estava certo enquanto eu estava errada. 2) Eu poderia voltar para a minha casa. Eu poderia ligar para o meu irmão e ele daria um jeito de estar aqui nos próximos minutos para me salvar. Mas aí eu teria que suportar o fato de Matteo venceria e ele se regogizaria por isso a vida inteira também. 3) Eu poderia ficar aqui, nesse muquifo de motel, mas aí eu poderia contrair uma doença ou dois. Na verdade, eu acho que poderia nem mesmo sobreviver a essa noite. Fecho os meus olhos com força e decido começar enfrentando o chuveiro. Eu sempre tomo as minhas melhores decisões depois de um banho. Infelizmente não é o banho longo e relaxante com o qual estou acostumada, considerado a falta de força da água e o gelo que está a agua, mas ainda assim me ajuda muito. Me ajuda, na verdade, a encontrar uma quarta opção. Ir embora dele lugar que não me oferece nenhuma segurança e ir dormir no meu carro. Assim, após vestir roupas mais confortáveis eu pego a minha mala novamente e saio do motel, indo até o meu carro. Entretanto, com a qualidade eu não consigo pregar os meus olhos nem por um segundo. Assim, eu estou extremamente irritada e cansada quando os primeiros raios de sol despontam no horizonte. Estou irritada ao ponto de ligar para a minha assistente e tirar ela da cama para revirar essa maldita cidade em busca de uma outra casa vendendo ou alugando ou até mesmo um quarto. Não me importava muito o que seria, eu só queria algo que me desse uma nova saída além dessas que eu possuía agora. Ela leva três horas até me retornar e dizer que tinha revirado tudo, mas que não tinha encontrado nada. F O D A - S E A M I N H A V I D A! Sem ter muito mais o que fazer eu coloco o meu carro novamente na estrada e volto para a casa onde Matteo deve ter tido uma ótima noite de sono. Pelo lado bem ainda é muito cedo e é provável que ele ainda esteja dormindo o que me livraria dessa primeiro enfrentamento com ele quando eu estou há tantas horas privada de sono. Mas como obviamente os deuses não estão ao meu favor ultimamente no momento em que eu abro a porto eu o encontro parado, vestindo nada além de uma calça moletom, encostado na mesa e segurando duas xícaras de café. — E o bom filho a casa torna. — Matteo me provoca, mas eu o ignoro. Sem ter muito mais o que fazer vou até ele e pego uma das xícaras da sua mão e a levo até o nariz, cheirando o seu conteúdo. — Não está envenenada. — ele fala, a sua voz ainda grossa com o sono — Se você morrer com quem eu me gabarei sobre a minha vitória? — Eu apenas não tenho energia para você agora, Matteo. — falo. — A sua noite foi tão r**m assim? — ele me questiona. Tomo um gole do café para evitar responder a sua pergunta, mas no momento em que o líquido entra em contado com a minha boca eu me arrependo da decisão me vendo obrigada a cuspir tudo para fora. Eu erro Matteo por muito pouco, a sorte dele foi que ele é rápido e conseguiu desviar do trajeto do "café". — Tem certeza que isso não está envenenado? — eu questiono — Pois o gosto parece com a morte. Matteo rola os olhos. — É café, Vivian. Não tem como errar no café. — ele fala levando a sua própria xícara aos lábios — Você deveria ser grata e... Sorrio no momento exato em que percebo que ele tomou um gole. Sei que ele tomou um gole porque ele fica vermelho e todo o seu corpo se retesa. Esse é obviamente o pior café do mundo. — Então, não é tão r**m, não é mesmo? — falo, o provocando. — Está ótimo. Delicioso, na verdade. — ele fala, mas eu percebo quando ele coloca a xícara disfarçadamente na mesa — Incrível para o meu primeiro café da vida. Rio. — E para o bem da humanidade espero que esse seja o seu último café também. — digo. — Não mude de assunto, Vivi. — ele fala usando o meu apelido de infância — Como foi a sua noite no motel? Agradável? Sorrio como uma gata. — Na verdade, Matteo, querido, isso não é da sua conta. — afirmo — Mas a minha noite foi ótima e me levou a perceber que: por que eu deveria ceder para você e permitir que você desfrutasse essa casa sozinho? Eu não devo em nada para você não tenho que sair por sua causa. — Não fui em que te expulsei, Vivian. Você quem quis sair. — ele fala o óbvio, mas eu o ignoro. — Sendo assim, decidi que eu morarei aqui também. — digo — E se você estiver incomodado com a minha presença que saia você. Ele apenas sorri daquele jeito que me irrita. — Foi você quem quis, sair, Vivian. — ele repte — Devo me preocupar que a sua noite no motel fez com que você contraísse bactérias que comeram o seu cérebro? — Ok, Matteo, eu já tive o suficiente de você por hoje.— digo — falo, deixando a xícara com o líquido da morte na mesa e dando as costas para ele. — Então você veio para ficar dessa vez? — ele me questiona. — Sim. — digo. E que Deus me ajude a sair daqui com o meu réu primário intacto. — Será que agora é o momento perfeito para dizer a você que eu já peguei o melhor quarto? — ele continua me provocando simplesmente porque Matteo Fiorini simplesmente se recusa a reconhecer um limite. Esse foi o maior motivo de todas as nossas brigas ao longo dos anos. — Desde que tenha uma cama e uma porta que me permita manter você bem longe já me é o suficiente, Matteo. — digo. — Então isso significa que somos colegas de quarto? — ele fala e parece muito animado. Tenho certeza que as engrenagens do seu cérebro estão girando furiosamente para pensar em todas as coisas que ele pode fazer para fazer com que eu sofra. — Sim, Matteo. — digo, já saindo pelo corredor — Mas haverá regras. — Claro que haverá. — ele fala. Sorrio e dessa vez é um sorriso verdadeiro. Não sei porque mais algo em toda essa situação me deixa animada, mas estou cansada demais para pensar sobre isso agora. Tudo que eu preciso nesse momento é um banho digno e uma cama quente.
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