Colegas de quarto?!

2037 Palavras
Matteo Obviamente hoje não é o meu melhor dia. Eu fui obrigado a sair do meu adorado, da minha amada cidade e do emprego pelo qual eu batalhei firmemente para conseguir para me mudar para o fim do mundo para competir por algo que é óbvio para todos que deveria ser meu desde o primeiro momento. Não é preciso ser um gênio para saber que, apesar de eu ter aceitado ingressar nessa aventura delirante do meu avô eu não estou aqui de bom grado. Muito pelo contrário, na verdade. Me afastar do escritório por três meses, do local onde toda a agitação está realmente acontecendo e onde os verdadeiros negócios estão sendo acertados é algo que beira o doloroso para mim. Mas que seja. Se eu tiver que nada a favor da maré para conseguir o tão sonhado controle, vale a pena. Eu fretei um jato para vir até Rondon Fall e desde aí já foi um estresse, porque a cidade é tão pequena que não possui um aeroporto, então tivemos que aterrissar numa p***a de plantação. Usei o tempo extra que tinha para me instalar e fazer o reconhecimento da cidade. Ao menos não precisei me preocupar com um lugar para ficar, pois o meu avô já tinha cuidado de tudo e arrumado uma casa para mim. A cidade mais parece um fim de mundo, mas talvez esse fato jogue ao meu favor. Duvido que Vivian sobreviva três meses em um lugar como esse, sem as suas lojas de luxo e o seu amo starbuks. Levei um longo tempo nas indústrias Rondon, o instantaneamente que recebi do meu avô com o objetivo de reerguê-lo, para já começar com a vantagem. Não sei nada sobre Vivian, qual a empresa que ela recebeu, quando chega ou onde irá ficar, mas sei que eu não devo baixar a guarda com aquela dali. Vivi tem tido formas sorrateiras ao longo de toda a vida e se eu cometer o crime de subestimar ela eu posso ter o meu tapete puxado. Eu realmente não espero encontrar com ela tão cedo, mesmo estando nós dois em uma cidade tão pequena. Então, imagine a minha surpresa quando, ao sair do banho vestindo nada além de uma toalha, Vivian colide comigo. A situação fica ainda mais surreal quando a minha toalha cai e os olhos de Vivian são puxados exatamente para a parte do meu corpo que ela ameaçou arrancar por diversas vezes. Espero por alguns segundos ela mudar o seu olhar, mas ela se mantém fixa no mesmo lugar. Ignorando a estranheza da situação permito um sorriso tomar o meu rosto. — Os meus olhos estão aqui em cima, abelhinha. — digo. Como se só então se desse conta de que estava por um longo tempo olhando para o meu p*u Vivian ergue o olhar para o meu rosto e a sua expressão apenas azeda ao se dar conta do sorriso presunçoso que eu ostento. — Sinceramente, Matteo, eu estou chocada. — ela fala — Pelo tamanho da sua presunção eu esperava um pouco... mais. — ela fala de maneira sugestiva. — O que? Quer dizer que você imaginava como eu me parecia sem roupas? — digo, a provocando, mas então a sua pele recebe um leve rubor e eu me sinto triunfante. Se eu soubesse que o meu eu pelado era o suficiente para deixar Vivian Hills sem palavras eu já teria ficado sem roupas an frente dela há muito tempo. — Você gostaria disso. — ela retruca. — Na verdade, eu gostaria sim. — eu respondo e ganho um revirar de olhos dela. — Você poderia, por favor, vestir algumas roupas, Matteo. — ela fala. — Nah, eu tô bem assim. — falo, me alongando. Sinto que eu o seu olhar vai abaixar novamente, mas no último minuto ela retoma o controle e olha para cima. — Va vestir roupas, Matteo. — ela repete. — Por que? O meu corpo por acaso te ofende? — respondo. — Vista a sua roupa ou gritaria até que algum corpo policial dessa cidade esquecida por Deus apareça e o leve preso por invasão e atentado violento ao pudor. — ela diz. Finjo um suspiro enquanto pego a toalha do chão e a envolvo em mim, dessa vez a prendendo de maneira mais firme. — Você é tão chata. — digo — E, de qualquer forma, a única que seria levada por invasão seria você. Essa casa é minha, ou melhor, do meu avô, eu estaria aqui pelos próximos noventa dias. — Não, isso é impossível. — ela responde — Essa casa é do meu avô e eu sou a única que estará morando aqui pelos próximos noventa dias. Perco todo o meu humor, porque isso não faz a p***a de sentido nenhum. — Eu não estou mentindo, Vivian. — digo — Tenho as chaves e as mensagens do meu avô para provar. Ela me encara em silêncio por alguns segundos e então saca o seu celular. — O que você está fazendo? — eu a questiono me aproximando dela. — Estou ligando para o meu avô. — ela responde enquanto aperta na tela do seu celular furiosamente. É interessante ver Vivian tão furiosa e pela primeira vez não ser a pessoa a quem toda essa fúria se destina. — É muito tarde para incomodar ele, Vivian. — falo. — Eu pareço como uma pessoa que se importa? — ela fala e ergue o olhar para mim pela primeira vez — E eu posso saber porque você está tão perto de mim? Se afaste. — Como medo de não conseguir resistir, Vivian? — eu a questiono. Porém, antes que Vivian possa me dar a resposta que eu sei que ela está ansiosa para me dar Travis Hills, o seu avô atende o telefone. — Coloque no viva voz — falo — Isso envolve a nós dois de qualquer forma. — eu completo quando ela me lança um olhar f**o. — Aconteceu algo? Está um pouco tarde, Vivian. — a voz do seu avô sai do aparelho nas mãos de Vivian. — Eu cheguei bem, vô, obrigada por perguntar. — ela responde de maneira irónica — E sim, eu sei que está tarde porque eu dirigir por mais de dez horas, estou cansada e com fome e eu apenas acabei de chegar na casa que o senhor disse que eu deveria me estabelecer apenas para me bater com Matteo. — ela deixa a parte da minha roupa, ou falta dela, de fora — Que m***a está acontecendo, vovô? — Linguagem, Vivian. — ela a repreende e Vivian suspira, parecendo frustrada. — Vô, é sério. Matteo está dizendo que o senhor Fiorini disponibilizou a casa para ele morar nos próximos noventa dias quando, na verdade, o senhor disse que tinha organizado a casa para mim. — ela continua e eu apenas observo a linha dos seus lábios e a maneira como ela semicerra os olhos no seu estado de fúria. Se essa mulher não fosse uma víbora total ela com certeza seria a coisa mais magnífica do mundo. — Sim, sobre isso, eu posso ter esquecido de mencionar que Felipo e eu compramos a casa juntos e como não haviam outras propriedades a venda na cidade e seriam apenas vocês dois competindo achamos que vocês conseguiriam dividir a casa tranquilamente. — Você esqueceu de mencionar isso? — Vivian fala enlouquecida. — Sim, não era grande coisa para falar a verdade. — Felipo responde. — Isso não faz sentido algum. — Vivian fala. Ela tem toda razão. O meu avô também não me falou nada sobre dividir a casa com Vivian e, sinceramente, nunca passou pela minha cabeça que ele faria algo como isso. Nos últimos anos as nossas famílias tem feito um tremendo esforço para nos manter o máximo possível longe um do outro, então nos prender em uma mesma casa por qualquer que seja o período não faz a p***a de sentido nenhum. — Matteo está aí? — Tristan fala — Deixe-me falar com ele. Vivian volta os seus olhos irados para mim, como se eu fosse o responsável por toda a situação que está se desenrolando em nossa frente. — O celular está no viva voz, Tristan. — falo — Eu escuto você. — Ótimo, filho. — ele fala. Sempre tivemos uma relação bastante próxima — Assim vocês não precisam acordar Felipo também. — Vô, você não pode acreditar realmente que eu dividirei o mesmo teto que Matteo, não é? Eu nem mesmo suporto saber que respiramos o mesmo oxigênio quem dirás viver com ele. — Vivian fala. — Sinceramente, Vivian, vocês dois são adultos agora e precisam agir de acordo. Deixem quaisquer que sejam as desavenças da infância para trás e sigam com a vida. E de qualquer forma está muito tarde e eu preciso dormir. — Tristan fala. E então ele desliga o telefone. Vivian parece não acreditar ainda que o avô dela acabou de desligar o telefone em sua cara, olhando o aparelho fixamente. — Então, colega de quarto... — eu falo para quebrar o clima pesado de silêncio. — Não seremos colegas de quarto. — ela responde — Na verdade, eu e você não existimos na mesma frase. — E o que você espera fazer, Vivian? Acampar em uma das florestas? Você ouviu o seu avô, não há mais propriedades disponíveis. — falo. — Você estará se mudando para um hotel. — ela fala concisa. Solta uma curta gargalhada. — Eu não estou indo a lugar algum. — falo — E se você está planejando se mudar eu desejo uma boa sorte para você, eu tive tempo suficiente para explorar a cidade e não há hotéis. — Como não há hotéis? — ela fala — Tem que haver alguma coisa. — Há um motel e se por dentro ele parece tão decrepito quanto por fora eu desejo para você excelente sorte de entrar lá e sair sem um ou dez novos problemas de saúde. — digo. — Vocês está exagerando. — Não acredite em mim então. Vá e veja por si própria, mas eu não faria isso se fosse você. — digo. Vivian suspira e se joga no sofá. — E o que você sugere então? Que moremos na mesma casa nos próximos três meses? — ela fala. Dou de ombros. — Eu não estarei muito aqui, de qualquer forma. Há muito trabalho a ser feito. E você, querida, é bastante ignoravel no que diz respeito a mim. Ela faz uma careta em minha direção, mas então fica em silêncio, como se estivesse avaliando as suas opções. Mas eu começo a me sentir inquieto ali na sala, parado, vestindo nada além de uma toalha e sinto a necessidade de preencher o vazio. — Vivian? — falo. — O que? — Você realmente dirigiu às dez horas até aqui? — questiono sobre o que ela tinha falado com o avô anteriormente na ligação. — Uhum. — ela responde. — Nossa, isso explica muita coisa então. — digo — Mas, principalmente explica o cheiro. De verdade, Vivian, você deveria ir o mais rápido possível para o chuveiro mais próximo e... — Ok, é isso. — ela me interrompe e se levanta do seu lugar no sofá — Eu estou indo para o motel. — O que? Mas você vai odiar aquilo. — digo com sinceridade. Eu conheço Vivian o suficiente para saber disso. — Sinceramente, Matteo, não tem como ser pior do que ser obrigada a ver você todos os dias e aguentar a sua voz irritante. — ela diz ao mesmo tempo, em que abre a porta. — Vivian, mas... — tento falar, mas não posso sair da casa vestindo apenas uma toalha — Boa noite, Matteo. — ela fala enquanto entra no carro e dá partida. Eu tentei avisar a ela, mas já que ela não quis me ouvir, que seja. Das duas uma: Ou ela estará de volta amanhã na primeira luz do dia com o rabinho entre as pernas (o que seria muito prazeroso para mim); Ou ela pegará o sue carro e voltará para casa (o que servirá para declarar a minha vitória). Seja o que for que aconteça eu sairei vencendo. Sorrio. É bom ser eu,
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