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1102 Palavras

MARCELA NARRANDO Perigo entra com a Joana no braço e, ao vê-los, eu sinto algo parecido com um calor estranho no peito — um misto de alívio e inquietação. Joana pula do colo dele e já chega toda tagarela. — Oi, voltei — ela anuncia, correndo pela cozinha. — Você nem sabe o que aconteceu! — Oi, Joana — eu respondo, forçando um sorriso que sai meio torto. Ela me cheira de cima a baixo como se eu fosse um bolo recém-saído do forno. — Nossa, que cheiro bom. O que você está fazendo? — pergunta, já apontando a panela. — Arroz, carne e feijão — eu digo, tentando fingir normalidade. — Eu amo — ela declara, animada. — Ainda bem que você sabe cozinhar. Não vou precisar comer comida congelada aqui na casa do meu pai. Perigo chama a atenção dela com um gesto discreto. Joana se endireita, faz u

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