Brithney
O jogo era futebol.Eu não estava curtindo muito,mas valia ponto por participação.
Tentei uma desculpa,mas não colou.
Sendo um jogo um tanto agressivo a sra.Wendy havia separado os alunos,os meninos jogavam no campo maior e as meninas no menor.
Eu estava na beira do gramado esperando minha hora de entrar.
Melanie estava em campo e sempre que podia tentava me intimidar com os olhos.
—Você entra em cinco minutos,Lorey.
Eu olhei para Melanie e ela ajeitava a bola para chutar,ela me fitava fixamente.Planejava algo diabólico.
—Se aquece,Lorey.—eu olhei para a Sra.Wendy,escuto alguém gritar:
—Cuidado!—quando olhei,a bola vinha em minha direção.
Só senti uma pancada e quando percebi,já estava no chão.Olhei as pessoas ao meu redor,meio zonza,fiquei sentada:
—Você está bem?—nem sabia quem estava falando comigo.Senti algo escorrendo pelo meu rosto,passei a mão achando ser suor,era sangue:
—Ela está sangrando!—e tudo escureceu derrepente.
Abri os olhos e tudo que enxergava era um clarão branco.Sentia uma dor insuportável na cabeça:
—Lorey.—a voz da Sra.Prince surgiu no ar.—Você está bem?
—Aí.Minha cabeça dói.
—Lembra do que aconteceu?
—Claro.A Melanie me deu uma bolada.
—Foi acidente,Lorey.—não havia percebido a Sra.Wendy.
—Que acidente nada.Ela fez de propósito.
—Essa é uma acusação muito séria,mocinha!Poderia ser qualquer um.
—Para um acidente ela foi no alvo certinho,né?
—Vou ligar para o sr.Adrwey.
Era revoltante.Aquela patricinha ia me pagar.Se fazendo de vítima e todos acreditando que foi realmente um acidente.
Eu teria arrancado os olhos dela se o Nathan não me segurasse.
E como me segurou...mesmo nervosa não pude deixar de sentir seus braços em volta do meu corpo.Me subiu um calor,uma vontade louca de agarrá-lo e beijar aquela boca carnuda...
Mas meu ódio pela Melanie era maior,no momento.
Ela ia pagar.Isso não ia ficar assim.Se ela queria guerra...teria guerra.
Eu estava entrando no carro quando uma garota que não fazia idéia de quem era me entregou um convite e um bilhete.
Só li quando já estava dentro do carro:
Brithney, está aqui o endereço da minha casa,se for para o níver te esperarei até às sete.
Vê se anima.
Beijos Suzan.
Aff,estava com cabeça para festa não,guardei tudo na minha mochila e logo Nathan chegou.
Minha cabeça parecia que ia explodir,Nathan dirigia em silêncio.Eu o olhava de vez em quando.
Eu acredito em você.
Lindo demais,mas minha raiva volta ao lembrar da Melanie.
Nathan parou em uma farmácia e minutos depois surgiu com um copo d'água e um comprimido.
—É para sua dor de cabeça.
Engoli de imediato.
Subi para o meu quarto e já fui logo tirando a roupa de ginástica,me joguei na cama e fiquei esperando o comprimido fazer efeito.
Assim que essa dor passar,vou tomar um banho.
Eu acordei com alguém fazendo um barulho ao lado da minha cama.Mary colocava a bandeja em cima do criado mudo.Nossa.Como adivinhou que eu acordaria com o estômago colado nas costas?
—Desculpe acordá-la,Srta.Lorey.
—Não tudo bem,Mary.—digo me levantando e pegando o suco.Já não sentia mais a dor de cabeça.Deus é pai.
Mary me olhava como quem queria dizer alguma coisa mas não tinha coragem:
—O que foi,Mary?—perguntei dando uma mordida no sanduba.
—Posso te dar um conselho?
—Qual?
—Passa a fechar a porta do seu quarto.Principalmente quando...—Ela me olhou de cima a baixo.
—Ah Mary.Eu fecho.Mas eu cheguei tão desnorteada e com tanta dor que nem reparei.Mas por que?
—O Nathan pediu para que eu preparasse seu lanche,e ele veio trazer.Mas aí eu o encontrei parado no corredor com a bandeja na mão enfrente seu quarto.
Arregalei os olhos num espanto.
—Você acha que...ele veio até aqui?
—Não sei bem.Mas ele estava muito nervoso.
Nervoso?Então ele me viu dormindo de calcinha e sutiã.
—Tudo bem,Mary.Vou prestar mais atenção.
Então eu o deixei nervoso.
A malévola dentro de mim debochava.
Se eu o deixei nervoso só de calcinha e sutiã,precisava um pouco mais de artimanhas para deixá-lo louco...
Após um banho demorado eu saí do banheiro enrolada na toalha e peguei um vestidinho salmão de alcinha na gaveta.
Eu gostava dele,pois era bem colado no corpo e deixava minhas coxas expostas.Bethany me deu de presente quando completei 14 anos.
Aí minha irmã,que saudades de você.
Pensei assim que o visto.
Eu me olhei no espelho e fiquei observando o curativo acima da minha sobrancelha.Passei o dedo e ainda senti meio dolorido:
—Aquela vaca me paga!
Eu estava fumegando de raiva.
Porque o Nathan não me deixou esbofetear aquela cínica?Que ódio!
Logo me veio na memória o convite que a Suzan mandou me entregar.
Claro.A Melanie vai estar lá.
Dei três batidas na porta da biblioteca e logo escutei a voz firme e grossa do Nathan autorizando a minha entrada:
—Oiie!—entrei fechando a porta atrás de mim.
—Oi.—ele estava sentado numa poltrona segurando um livro.Usava uma camiseta apertada mostrando o formato do seu peitoral,e uma calça de moleton.
—Atrapalho?
Me aproximei observando os livros em volta.
—Claro que não.—meu olhar encontrou com o dele.Eu o queria,o desejava...E assim ficamos,até ele desviar os olhos.
—Quer se sentar?
—Não,o que eu vim falar não vai demorar muito.—ele me olhou de cima a baixo,parecia viajar nos pensamentos.Ele se ajeitou na poltrona.
Eu o deixo nervoso.
Pensei soltando um sorrisinho.
Ele voltou seu olhar para me fitar.
—Precisa de alguma coisa?—me aproximei e sentei em cima da mesa cruzando minha perna.Seus olhos estavam bem atentos para as minhas coxas.
—Está tudo bem Nathan?—ele me olhou.—parece meio...nervoso!
—O que quer,Lorey?
Se levantou num impulso e foi para atrás da mesa.
Eu quero você...
Eu o provocava.Sentia que eu mexia com ele.
E isso,era bom!
Nathan
Eu já não estava me aguentando de vê-la na minha frente com aquele vestidinho.
Me movia na poltrona totalmente perdido no seu corpo.
Eu já havia visto ela usando esse vestido,mas antes,eu só enxergava uma menina inocente.
Agora...ela estava ali,sedutora,sentada em cima da mesa,com a perna cruzada,e com aquele vestido.Engoli à seco.Ela me deixava nervoso.
Sem perceber,já estava de pé:
—O que quer,Lorey?—perguntei indo para trás da mesa.Não podia ficar na frente dela sem olhar para suas coxas.
Ela me provocava,e parecia que ela sabia disso.
Isso era r**m.
—Então...—ela ficou de pé diante de mim.—Queria sua permissão para ir a um aniversário hoje.
—Hoje?—me sentei na cadeira e ela sentou na poltrona onde eu estava.
—Sim.Fiz amizade com uma garota do colégio.
—Ah que bom.
—É sim.E ela me chamou para ir no aniversário de um... parente.
—E você quer a minha permissão?
—Claro,Nathan.Afinal,sou menor de idade e você é responsável por mim.
Exatamente Nathan.Menor de idade.E você tem vinte anos à mais que ela.
Pedofilia é crime.
—Mas você está se sentindo bem para ir a uma festa?Você levou uma bolada na cabeça hoje,lembra?
Seus olhos claros me fitavam como se quisessem dizer alguma coisa.
—Não me deu amnésia,seu bobo.—ela sorriu.—Mas estou me sentindo bem sim.E gostaria muito de ir.
Como negar?Afinal,era bom para ela se enturmar com a galera.
—Que horas?
—Suzan vai me esperar na casa dela até às sete.
—Sabe que tem aula amanhã né?
—Eu sei.Volto às onze.Palavra.—ela cruzou os dedos em forma de jura.
—Certo.O Nicolas leva você.
—Aiii,obrigada!—ela levantou entusiasmada em minha direção e me deu um beijo no rosto.Senti sua boca macia,o cheiro da sua pele era suave como jasmim.
—Vou arrumar minha roupa.
—Lorey.—ela parou diante da porta e me olhou.—às onze.
Confirmou com um sorriso largo e saiu.
***
Ela dançava só para mim.
Estava usando aquela roupa verde sexy e balançava os quadris me provocando sensações que eu não sabia que provocava.
Olhava para mim sorrindo,se divertindo por saber que estava me deixando louco.
Ela me rodeou e começou a beijar meu pescoço.Eu estava ofegante.
Subiu para o canto da boca desabotoando minha camisa.
Seus lábios encontraram os meus,eu a envolvi nos meus braços e a beijei loucamente.
Num movimento brusco eu arranquei seu top e rasguei sua saia.
Ela me despiu às pressas.
Estava louca de desejo.
Ela sugava minha orelha,beijava meu pescoço me fazendo delirar.
Ela me puxou e me jogou em sua cama.
Me olhava fixo enquanto sentava em minha ereção bem devagar...me levando ao céu...
Acordei num susto,ofegante e soado.
Olhei ao meu redor percebi que eu não estava na minha cama e sim no chão.
Me levantei ainda estranhando o que havia acontecido.
Foi só um sonho.
Não sabia se era bom ou r**m.
Eu estava desnorteado.Fiquei alguns instantes sentado no chão condenando à mim mesmo pelo crime que havia cometido.
Eu estava perdendo o controle.
Eu a desejava tanto a ponto de sonhar que transava com ela.
—Isso não pode está acontecendo.
Coloquei minhas mãos na cabeça quando percebi que minha cueca estava completamente molhada.
—Mas que porra.—soquei o chão.
Eram dez e vinte quando saí de casa para ir buscar a Brithney na tal festa.
Pedi ao Nicolas o endereço do local e o dispensei,eu mesmo a buscaria.
Ainda estava meio incrédulo do sonho erótico que eu tive com a irmã da mulher que eu amei...
Me ajuda,Bethany.
Entrando em algumas avenidas logo cheguei no endereço onde Brithney estava.Parei a Ferrari enfrente ao endereço que Nicolas me deu.
—Não pode ser aqui.
Fiquei olhando ao redor antes de sair do carro.Olhei mais uma vez o endereço do papel e confirmei com o endereço a minha frente.
—Quer que eu estacione seu carro,senhor?—o manobrista veio em minha direção.
—Não.Não vou demorar.—segui para a entrada.
—É uma festa particular,senhor.
Um dos seguranças me barrou.—Seu nome está na lista?
Droga.
Abri minha carteira e tirei uma nota de cem dólares.O homem parrudo a minha frente me olhou.
—É você que vai me dizer.Meu nome está na lista?
Ele me olhava querendo aceitar e não querendo aceitar ao mesmo tempo.O outro segurança que estava ao lado pegou a nota e abriu o caminho para mim.
—Pode passar,senhor.
Entrei em disparada a procura de Brithney.
Estava lotada,eu passava pelas pessoas que estavam dançando por todo lado.
Olhava tudo ao redor.Nada de Brithney.
Derrepente foi ao banheiro.Não deve demorar a voltar.
Fiquei observando aqueles jóvens,a maioria deveriam ser menores de idade que só conseguiram entrar subornando os seguranças como eu subornei.Tudo errado.
Me aproximei do balcão e a balconista me ofereceu uma bebida.
Neguei.Estava dirigindo e não podia arriscar.
Olhei para pista de dança e a vi dançar ao rítmo da música eletrônica.
Ela usava um vestido preto com uma manga só e um sapato alto,estava bem sexy,fiquei alguns segundos observando-a.
Parecia muito animada.
Um rapaz se aproximou por trás dela,já cerrei o punho,me preparei para ir até lá e quebrar a cara dele.Mas Brithney se esquivou.
Ele tentara mais uma vez,ela se manteve.
Na terceira ele a segurou pelos braços e a puxou para um beijo.Ela não queria e ele forçava.
Disparei para o meio da pista.
Quando dei por mim,já estava lhe dando um soco.
Ele caiu no chão com o nariz sangrando.
Brithney me olhou surpresa.Estava bêbada?
—Nathan?—ela me abraçou como em agradecimento e eu retribuí, vi o rapaz se levantar e sair com a mão no nariz.
—Cadê seus amigos,Lorey.
Ela se soltou do meu abraço olhando ao redor.
—Eu não sei.—disse dando de ombros e sorrindo.
—Vamos embora.