Nathan
Eu joguei seu braço por cima do meu ombro e a segurei pela sua cintura.
Ela não estava normal.
—Não acredito que você tenha bebido tanto assim, Lorey.
—Eu não estou bêbada,Nathan.—ela parou e me olhou.—Só estou feliz.
senti o cheiro do álcool muito forte.
Eu abri a porta do carona,coloquei sentada no banco e a prendi no cinto de segurança.Dei a volta e entrei.
Ela estava rindo sem parar.Olhava para mim com a cabeça apoiada no banco.
—Que bonitinho,cuidando de mim.
Brincou fazendo um bico.
—Você está muito encrencada, mocinha.—coloquei o cinto e dei a partida.
—Vai me castigar,Nathan?
Eu estava atento a estrada,mas eu olhei rápido para ela e vi que estava mordendo os lábios.
Voltei minha atenção para frente.
Não respondi nada.Eu estava muito furioso.
Tinha que conhecer essa amiga da Brithney,como pôde levá-la para uma boate?
Como pôde deixá-la beber desse jeito?
Como pôde deixá-la sozinha para ser atacada por um i****a tarado?
Queria explicações:
—Sabe de uma coisa,Nathan?Transo com você todas as noites.
Eu respirei fundo.Pude ouvir as batidas do meu coração acelerado.
—O que está dizendo, Lorey?
Perguntei sem tirar minha atenção na estrada.
—Nos meus sonhos.Eu Transo com você todas as noites.—ela colocou a mão na minha perna.Seu toque me causava t***o,acordava meu p*u e eu apertei minhas mãos no volante tentando não me desconcertar.
Não podia ser verdade.Ela estava bêbada e isso era coisa da cabeça dela.
Mas eu também sonhei que transava com ela...e não era coisa da minha cabeça.
—Lorey,para com isso.—tirei sua mão da minha perna.
—-Onde está a Suzan?—perguntou olhando o carro todo.
—Suzan?é o nome da sua amiga?
—Ela deve está com Diego.Eu vi os dois se beijando.—começou a rir.
—Quem é Diego?—agora ela ficou séria.Olhando para o nada.Como se estivesse em transe.
—Eu não quero o Jake.
—O quê?—estava completamente confuso.
—Eu quero o Nathan.Eu quero o Nathan.—ela jogou a cabeça para trás.—Eu quero o Nathan.
Eu girei o volante para a esquerda e parei no acostamento.A rua estava deserta,então não havia problema.
Eu olhei para Brithney que estava em silêncio olhando para cima.
—Lorey?—permanecera parada e silenciosa.—Isso não é só álcool.
Brithney estava completamente dopada.
—Eu quero você,Nathan!
Afirmou por fim olhando nos meus olhos.
Ela estava tão indefesa.Senti uma dor no peito de vê-la daquele jeito.
Não conseguia imaginar o que poderia ter acontecido se eu não chegasse a tempo.
Do jeito que estava,qualquer um se aproveitaria dela.
—O que fizeram com você, Lorey.
Seu olhar era doce e cativante.Ela se desprendeu do cinto e girou o corpo de frente para mim.
—Faz comigo como fez com ela,Nathan.—franzi o cenho sem entender.Ela alisou meu rosto,seu toque era tão suave,me causava arrepios.Fechei os olhos apreciando aquela delicadeza.
Senti seus lábios macios e quentes se encontrando com os meus.
Seu beijo era ofegante,eu tentava sair,mas uma força maior me puxava mais fundo.
Ela me empurrava com o corpo,e eu agarrei sua cintura trazendo-a para mais perto de mim.
Suas mãos faziam voltas bagunçando meus cabelos.
Ela deixou minha boca e beijou meu pescoço,meu sangue fervia,meu corpo pegava fogo,meu p*u fumegava.
Ela desabotoou o primeiro botão da minha camisa.
—Lorey.—saiu quase num sussurro.
—Seja meu,Nathan.—implorou com os lábios encostados nos meus.
Eu não podia.
Meu Deus o que deu em mim?
Abri os olhos e antes que ela desabotoasse o terceiro botão eu segurei sua mão.
—Não, Lorey.—ela me olhou pálida.Parecia hipnotizada.—Não faz isso,por favor.
Ela abaixou seu olhar ainda em silêncio.
—Você não me quer?—perguntou se ajeitando no lugar.
Porra.Ainda pergunta?olha como estou?
—Isso não devia ter acontecido.O que está fazendo?
—Não tenho culpa de desejar você.E você também me deseja.—seu olhar se direcionou para minha ereção sob a calça.—E estou vendo o quanto.
—Pára com isso,Lorey.Você não me deseja.Você está delirando.Doparam você.Certamente para se aproveitarem de você depois.
—Então se aproveita de mim.—seu sorriso era malicioso.
—Jamais faria isso com ninguém,Lorey.Muito menos com você.
Permanecemos em silêncio.Ela olhava para o nada em transe de novo.
—Eu vi.—eu olhei confuso.—Naquela noite na piscina.—estava delirando de novo?—Você e Melissa
Me espantei com a revelação:
—Vocês estavam transando.
Não sabia o que falar.
Fiquei sem jeito,passei a mão pelos cabelos,olhei para estrada deserta a minha frente.
—Essa coisas acontecem,Lorey.Quando...duas pessoas...sentem desejo...um pelo outro.—ela me fitou.
—Você não faz idéia do quanto eu queria que fosse eu no lugar dela.Sentir seu corpo, sentir você dentro de mim,me amando na mesma intensidade.Passei a sonhar com isso naquele momento,Nathan.
Era o efeito da droga,só podia.Ela não estava falando sério.Estava brincando comigo,pois sabia que eu estava ficando louco.
Me olhava doce,serena,meiga.
Seus beijos me deixaram alucinado,olhei para seus lábios entre abertos.
Passei a língua nos meus lábios úmidos.
Sim.Eu a queria.Não tinha mais como negar.Ela me deixava louco.Eu estava louco...
—Já chega,Lorey.Vamos embora.
Aqueci o motor da Ferrari e dei a partida.
***
Em meia hora e já havia chegado em casa.Eu desliguei o carro,respirei fundo e olhei para Brithney que dormia profundamente.
Meu sangue ferveu de raiva.
Eu queria encontrar o desgraçado que fez isso para matá-lo de porrada.
—Filho da p**a!
Tirei uma mecha de cabelo que cobria seu rosto.Seu peito subia e descia conforme respirava.suas mãos estavam jogadas em suas coxas nuas.
Eu engoli à seco.Atrás de uma menina,se escondia uma bela mulher.
Eu entrei em seu quarto segurando-a em meus braços.Ainda dormia serenamente.
A deitei cuidadosamente na cama,tirei seus sapatos e a cobri com o lençol.
Ela balbuciara umas palavras mas não acordara.
Seja meu,Nathan.
Essas palavras não saiam da cabeça.
Nem seus beijos...
Nem suas carícias...
Tudo me atormentava.
—O que está fazendo comigo,Lorey.
Eu disse me levantando.
Olhei para o criado mudo e vi a foto da Bethany no porta-retrato.
—Me perdoa,meu amor.—eu peguei a foto e fiquei observando uns instantes.
Ela era linda.Seu sorriso era doce.A mulher mais maravilhosa que eu conheci em toda minha vida.
Olhei novamente para Brithney.
Coloquei o porta-retrato no lugar e saí em seguida fechando a porta.