Capítulo 2

1446 Palavras
Brithney O professor de física já estava terminando a aula quando o sinal tocou anunciando o intervalo.A esquisitona não fazia parte dessa turma,que foi um alívio.Nossa.Era muito tagarela,ficou a aula de inglês toda falando pelos cotovelos.Mal pude prestar atenção na velhinha m*l vestida explicando lá na frente. Eu peguei minha bandeja e segui para alguma mesa.Os olhares e cochichos continuaram.Eu odiava aquilo.Que merda. Fiquei igual barata tonta segurando minha bandeja no meio do refeitório: —Ei!—ah não.A esquisita de novo. —senta aqui.—ela estava sentada ao lado de um rapaz moreno.Ele estava com o palitó jogado em seus ombros,a gravata vermelha desfeita no pescoço e as mangas da camisa dobradas,usava uma touca preta na cabeça.Estilo aluno rebelde. Dei uma última olhada na esperança de encontrar uma outra mesa. Sem opção. —E aí?Como foi sua aula de física? Eu a fuzilei com os olhos. —Normal. —Esse é o Diego Cross—ele me olhou.Seu olhar me causava arrepios. —Essa é...Brithney né? —Sim.Muito prazer,Diego. —O prazer é meu,gata. —DG é DJ,Brithney. Nossa estou emocionada. —Olha o que você fez,novata estúpida! O refeitório ficou num silêncio só.Todos olhavam para a menina que gritava irritada.Ela estava sentada olhando para uma gordinha com óculos,que estava em pé pedindo perdão. —i****a!—agora se levantou muito irritada,seu uniforme estava todo molhado.—Você jogou todo o refrigerante em mim.Não enxerga não? Eu olhava aquela cena e não acreditava no que estava vendo. —Você colocou o pé na minha frente. —O que está dizendo,balofa?Que fiz de propósito para você tropeçar e me derramar refrigerante? Que v***a. —Não.—ela ficou assustada.—eu tropecei, desculpas. Eu olhei ao redor,vi gente rindo,alguns abaixaram o olhar amedrontados,outros só olharam.Ninguém ia fazer nada? —Ela já pediu desculpas. Levantei num impulso.Todos os olhares se voltaram para mim.Inclusive o da loirinha metida a patricinha. —Não se meta,novata. —Não dá.Já me meti.-—ela me olhou indignada. —Quem você pensa que é? —Eu não penso,eu sou. —E quem você é?—me perguntou com um sorriso debochado. —Alguém melhor que você, que não vai ficar de braços cruzados e boca fechada vendo você maltratar esse ser humano que,sem querer,derramou refrigerante na sua roupa.—pude ouvir alguns sussurros.Ela ficou me olhando em silêncio. —O que está acontecendo aqui?—a diretora chegou quebrando o clima tenso. —Essa...menina,derramou refrigerante no meu uniforme. —Foi sem querer,Sra.Prince.Eu tropecei...—ela olhou para a esquentadinha.—E me desiquilibrei. —Certo.Melanie,venha comigo.Acabou o espetáculo,voltem a comer. Seu olhar parecia uma arma de dois canos pronta para atirar em mim.Ela seguira a Sra.Prince ainda me olhando,até sair do refeitório: —Você bateu de frente com Melanie Campbell!—Suzan pareceu satisfeita. —Não bati de frente com ninguém.Só achei um absurdo o que ela estava fazendo.—alguns me olharam indignados.—Quem é ela? —A mais popular do colégio. Diego respondeu bebendo seu refrigerante. —Já transou com todo o colégio. Suzan completa. —Inclusive comigo.—Suzan deu um tapa no braço de Diego. —Não precisa lembrar. —Gente,eu realmente não preciso saber disso.—disse comendo meu sanduíche.—Só fiz o que eu achei necessário. *** Para o meu azar,Suzan fazia parte da minha turma de espanhol,e por ironia do destino,a esquentadinha também. Pareceu que ela havia trocado a camisa do uniforme. Passou a aula toda me fuzilando com os olhos,tirando toda minha concentração.Eu não me acovardei,nem deixei me amedontrar.Eu a encarei com a mesma intensidade.Mostrando-a que não tinha medo dela. No final da aula,a nerd veio me agradecer por defendê-la pelo ocorrido no refeitório.Não avistei Suzan,o que me deu um ar de alívio.Assim que vi Nicolas estacionado,fui ao seu encontro. Cheguei na mansão e fui direto para meu quarto tomar um banho. Sobrevivi ao primeiro dia. Coloquei um shortinho básico jeans e uma camiseta larguinha.Desci e fui para a cozinha preparar algum lanche: —Eu preparo alguma coisa,Srta. Agradeci a Mary e voltei para meu quarto.Não demorou muito e ela chegou com a bandeja: —Fiz o suco de maracujá e o sanduíche de atum,como me pediu,Srta.—Ela não era um amor? —Obrigada,Mary. O suco havia feito efeito.Dormi até dizer chega. Olhei no relógio,cinco e meia da tarde.Nossa. Não tinha muito o que fazer naquele lugar.Estava intediada. Fui ao baú que estava debaixo da minha cama e peguei uma das minhas roupas de dança árabe. Eu adorava dançar. Como minha mãe.Está no sangue, afinal,minha mãe era marroquina e eu adorava vê-la dançar. Tudo que eu sabia,foi ela quem ensinou.Desde menina. Quando ela morreu,eu fiquei com as roupas dela.Que por sinal,me cabiam muito bem. Eu me envolvia no rítmo da música marroquina.Fechei os olhos e me deixei levar. Não existia mais ninguém no mundo para mim.Só eu e minhas lembranças Assim que a música acabou,abri os olhos e percebi que a porta estava meia aberta.Mary havia passado e esqueceu de fechá-la. Nathan Assim que saí do banho,não escutei mais a música tocar. A imagem da Brithney dançando ficou um tempo em minha cabeça. Até me distrair arrumando um smoking para o jantar com Melissa. Passei pelo corredor e a porta do seu quarto estava fechada.Pensei em bater,mas o que eu diria a ela? Parabéns você tem um belo corpo! Melhor não. Ela surgiu por detrás da porta,pareceu levar um susto ao me ver parado enfrente seu quarto.Ela estava usando um biquíni rosa e uma tanga estava enrolada no seu corpo: —Oi!—cumprimentou confusa. —Oi.—respondi meio sem jeito.Ela me  olhou de cima a baixo. —A noite vai ser especial hem. Sem perceber,desci meu olhar para seus seios.Rapidamente subi meus olhos para encará-la. —Sim.Tenho um jantar importante. —Negócios?—perguntou fechando a porta atrás de si. —Como se fosse. —Certo.Eu vou nadar um pouco. —Fique a vontade. *** Eu estava sentado no sofá esperando Melissa acabar de se arrumar. O que mais me deixava puto da vida,era ter que ficar esperando por alguém. E Melissa era a que mais me irritava.Sempre fazia isso. Eram sete e quinze quando finalmente surgiu descendo as escadas: —Finalmente,seus pais já devem estar esperando.—eu disse me levantando. —Aí amor,estava ficando bonita para você.—veio me dando um beijo.Ela estava realmente linda.Seu vestido longo de cetim azul estava modelando seu corpo escultural,o decote chamava muita atenção.Seus cabelos loiros estavam presos num coque bem armado.Melissa era linda.Chamava atenção de todas maneiras. —Já estão indo?—Diana chegou na sala segurando uma pasta verde na mão.—Melissa,posso pegar seu carro,hoje minha carona não vai para a faculdade. —Claro que não.A última vez você deu de cara no poste.Nao vou arriscar de novo.-—Melissa olhava para mim. —Podemos dar uma carona para ela ,amor?O restaurante fica a caminho da faculdade. —Claro.Vamos! Assim que deixamos Diana na faculdade,seguimos para o restaurante. Chegamos com quase meia hora de atraso.Melissa me culpava por isso. Vai entender. Entramos num restaurante muito bem apresentado,eu preferia um dos mais simples que acostumava ir.Mas quando o jantar era com Melissa Ross...Tudo tinha que ser do melhor e mais fino. Jason Ross foi o primeiro sócio que meu pai teve.Ele era dono de quase todas  joalherias espalhadas pelo país e em outros países,antes do meu pai morrer,ele assinou um contrato com Jason.O que rendeu mais lucros para a Adrwey's Ele era o cliente que mais enriquecia minha conta bancária: —Minha jóia mais preciosa!—abriu um sorriso largo ao ver Melissa. —Oi,pai.—ela respondeu seu abraço. —Meu futuro genro.—com um aperto de mão e um tapinha de leve no ombro,ele me cumprimentou.Melissa acabara de cumprimentar a mãe. —Sra.Ross.—beijei as costas de sua mão. —Desculpa a demora,pai.A gente passou na faculdade para deixar a Diana.—Disse ajeitando na cadeira que eu puxei para se sentar. —Obrigada,querido. —Não se preocupe,filha.Bom pedi um vinho branco enquanto esperava.Vão querer beber? —Pode ser,sr.Ross.—respondi me sentando ao lado da Melissa. —Acompanho,pai. —Melissa,como está sua irmã? Deyse Ross tinha 45 anos,mas sua aparência era de 60 anos. Vinha se recuperando de uma cirurgia onde teve que retirar um dos s***s. —Bem, mamãe. A expressão de Jason era de reprovação quando falava da Diana. Há dois anos,Jason havia "arrumado" um noivo para Diana. Estava tudo pronto para o casamento,teria acontecido se a noiva aparecesse para se casar.Melissa me contou que ela se apaixonou por um rapaz pobre e que se entregou a ele,depois o cara sumiu,mas Jason não perdoou a vergonha que Diana lhe fez passar. O caso virou noticiário em todo o país.Jason ficou tão revoltado que expulsou Diana de casa sem compaixão. —Como vão os negócios,Nathan?mudou de assunto. —Estão indo muito bem.—respondi tomando um gole do meu vinho. Passei o jantar todo ouvindo Jason dizer que me entregou o bem mais precioso que tinha. Melissa adorava os elogios do pai. Não via a hora de sair de lá. Depois do jantar longo,nos despedimos e Melissa resolveu ir para minha casa.Ela ligara para Diana para avisar que não ia dormir em casa. Na verdade,eu preferia deixá-la e eu seguir para a minha. O dia seguinte seria mais um dia de trabalho e não queria dormir tarde. Eram quase dez horas da noite quando Melissa decidiu nadar completamente nua.Eu fiquei olhando surpreso. Estava sentado em uma das cadeiras na beira da piscina,já havia me livrado do palitó e da gravata do smoking. —Você está louca?—perguntei levando o copo até a boca e dando uma golada no uísque. —Por que?Os empregados já foram embora.Só tem nós dois.—disse dando um mergulho logo após. —A Brithney está lá em cima. —Acha mesmo que essa garotinha está acordada até agora?—tentava me seduzir.—a água está uma delícia. Acabei com o uísque num gole só.Me livrei do resto da roupa e quando dei por mim,já estava envolvido em seus braços. Eu a beijava loucamente.Ela me respondia com a mesma intensidade. Estava louco de desejo.Levei seu corpo para a beira da piscina,e a virei de costas,obrigando a apoiar seus braços na borda da piscina e a preenchi com vontade...
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