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Pov's Any
Any: Princesa, vamos acordar - Faço carinho nos pequenos cachos da Angel na tentativa falha de acorda-lá, mas a mesma só resmusga alguma coisa que não consegui ouvir, por causa da chupeta em sua boca - A mamãe também odeia acordar cedo mas temos que ir para o Hospital
Isso com certeza me mata por dentro. Sou mãe solteira e médica, então é sempre um desafio. Cada vez que sou chamada para o hospital mesmo sem estar de plantão é uma luta, já que tenho que acordar Angel e levar a mesma para a creche do hospital - que graças a Deus é intengral e fica aberta a todo momento para os médicos deixarem seus filhos lá e pegarem quando acabar o turno - e assim como eu, Angel odeia acordar cedo
Pego a pequena no colo que se ajeita em mim voltando a dormir. Vou para seu quarto - a mesma dormiu comigo essa noite - ainda com Angel no colo, pego uma mochilinha e coloco tudo que ela vai precisar para passar o dia na creche, como: Chupetas reservas, cinco trocas de roupa, dois babadores, mamadeira, leite em pó...
Pego sua mochilinha já pronta e saio do seu quarto. Vou para a cozinha, coloco café na minha garrafa térmica, pego a mamadeira de Angel já pronta, minha bolsa é tacada nos meus ombros e pego a chave do carro.
Abro a porta do quarto do Krys e o mesmo dorme que nem uma princesinha - Krys é como um irmão para mim. Eu vim para LA com 19 anos para começar minha residência em um dos melhores programas de medicina da América. Deixei toda a minha família e amigos no Brasil e vim para LA e adinha quem veio junto comigo? Isso mesmo, Krystian. Quando descobri que estava grávida a dois anos atrás , Krys foi meu apoio, começou a trabalhar em dois empregos para me ajudar com tudo já que na epoca não recebia um salário tão bom que nem o de agora. Quem escolheu o nome Angel foi Krys porque diz ele que a Angel é um anjo que foi enviado para mim - fecho a porta de seu quarto e saio do apartamento
Chamo o elevador e espero o mesmo chegar. Entro no mesmo e desço para o estacionamento indo para meu carro. O prédio está totalmente vazio mas também, são 4:30 da manhã, a felicidade que me deu quando me ligaram falando que a ONU achou um coração novo para um dos meus pacientes, por isso que estou indo tão cedo pro hospital
Xxx: Posso te ajudar? - ouço uma voz grave e um pouco rouca, olho para trás 0vendo um homem alto, moreno e bem musculoso vindo até mim. Entrego a mochila e a bolsa para ele sorrindo. Coloco minha garrafa e a mamadeira de Angel encostada no banco, arrumo minha bebê de um jeito confortavel na caderinha e o menino que me ajudou coloca as bolsas no banco da frente
Any: Obrigada pela ajuda.... - faço menção para ele falar seu nome e ele logo entende apertando minha mão
Xxx: Bailey. Baley May. Novo morador do prédio
Any: Seja bem vindo então May. Oque faz acordado a essas horas? - sim, eu sou curiosa mas você é também iam querer saber oque ele faz acordado as 4:30 da manhã
Bailey: Eu...acabei de voltar da casa da minha namorada - ele diz corado e me arrependo internamente de ter feito a pergunta
Any: Desculpa a inconveniência - rimos - Foi um prazer Bailey, quem sabe a gente não marca um café lá em casa depois para se conhecermos melhor - ele assente - tenho que ir agora. Tenho uma vida para salvar - pisco para ele entrando no carro e logo dirigindo para o Hospital
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Any: Ferreira hoje você vai entrar comigo na cirurgia cardíaca do Henry - ela assente já com o prontuário dele em mãos - Oliver você preparará Henry para a cirurgia
Oliver: Eu vou poder auxiliar?
Any: Henry vai escolher se você vai poder ficar na cirurgia dele. Mary e Marcos vão acompanhar meus pos operatórios e é bom que quando eu volte da cirurgia, todas as minhas crianças estejam bem e com um sorriso no rosto. O resto vai atrás doque fazer. A pediatria não é creche - termino de falar e espero eles saírem mas eles continuam me olhando - Vão ficar me olhando ou vão fazer oque madei? - grito com eles e logo cada um corre para um lado
Vou caminhando pelos corredores do hospital rumo a saída da pediatria. Assim que saio da pediatria chego no saguão principal do hospital onde entro em mais um corredor indo para a sala dos estafes já que tenho uns minutos antes da cirurgia.
Any: Bom dia - como São 04:40 da manhã ainda não tem todos os médicos aqui apenas os que tem cirurgia
Marcelo: Bom dia Any - Marcelo sorri para mim. Marcelo ou Dr.Oliveira é médico pediatrico assim como eu mas é especializado apenas em cirurgias menores, diferente de mim que faço qualquer cirurgia mas meu forte são as maiores - Consegui ouvir os gritos que você deu com os internos da Miranda. Por que?
Any: Me irrito com esses residentes que acabaram de se formar e ficam levando os internos para a pediatria como se fosse creche só para não ficar com eles - me sento do lado de Marcelo no sofá e pego uma xícara de café bebericando
Fiquei uns minutos conversando com Marcelo até me biparem avisando que a sala cirúrgica já estava pronta. Me despesso de Marcelo e vou para o centro cirúrgico que fica no quarto andar. Assim que chego lavo minhas mãos, seco e coloco a máscaras cirúrgica antes de entrar na sala. Uma enfermeira vêm até mim colocando o avental, amarrando minha toca e colocando as luvas em mim
Ando até a maca vendo Henry já deitado mas sem a anestesia - Henry é um menino de 8 anos super fofo. Venho tratando dele desdos seus 5 anos. Henry nasceu com um coração quebrado digamos e após uns anos el começou a parar de funcionar, foi colocado na fila de transplantes e só agora acharam um coração compatível com ele - Oliver e Ferreira estavam do outro lado da mesa já prontos
Any: Chegou o grande dia Henry! Está animado para ter um coração novo?
Henry: eu tô com medo - olho confusa para ele - tô com medo de morrer. E se o coração novo parar que nem o meu? - pego na mão de Henry alisando
Any: Isso não vai acontecer ok? Você está nas minhas mãos e eu vi de perto o como seu novo coração é lindo - ele sorri para mim - Vamos te por para dormir agora... - faço um sinal para o anestesista e ele logo começa a aplicar - conta para mim de até cinco Henry
Henry: Um, Dois, Tres,Qua.. - os olhos de Henry vão se fechando e logo o mesmo já está inconsciente. Me posiciono para começar
Any: Temos uma vida para salvar agora pessoal, então tirem toda a negatividade da minha sala e vamos focar - olho para a instrumentadora e estendo minha mão - Bisturi
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Sofya: Como ele tá? Tá tudo bem com ele? Me fala que ele não morreu Doutora - Sofya vêm para cima de mim assim que eu adentro na sala de espera
Any: ele está bem. Ocorreu tudo bem na cirurgia. O coração novo do seu filho é super forte e saudável - Foram cinco horas de cirurgia no total mas graças a Deus deu tudo certo
Sofya: Aí meu Deus Any - ela me abraça fortemente ainda chorando pela emoção - Obrigada! Obrigada! Obrigada! Não acredito que o Henry finalmente vai parar de morar nesse hospital
Any: ele já está no quarto mas ainda está anestesiado - Chamo a Dr.Ferreira com o dedo e ela vêm parando na nossa frente - essa é a Ferreira, ela vai te levar para o quarto do Henry e explicar todo os pós operatório, mas daqui umas duas semanas vocês já estão indo para casa. - Sofya se levantou acompanhando a Ferreira até o quarto do seu filho
Xxx: Dr.Soares? - me levanto da cadeira indo até onde o chefe me chamava
Any: Oi Chefe. Como posso ajudar?
Chefe: Você precisa fazer uma consulta agora
Any: Desculpe Chefe mas não estou de plantão, só vim para o hospital para fazer uma cirurgia em meu paciente, mande o Dr. Oliveira em meu lugar já que é apenas uma consulta
Chefe: Any, eles exigem que seja você, não querem o Dr.Oliveira - suspiro olhando para o chefe - Eles estão pagando o triplo só por uma consulta com você
Any: ok mas depois dessa consulta eu vou embora e só volto no meu plantão - ele sorri para mim e vou saindo - Chefe! Tá me devendo um café da lanchonete
Chefe: Vai trabalhar Dr.Soares - Saio rindo, indo até o andar da pediatria - terceiro andar - onde acontece tudo relacionado ao tratamento de crianças
Assim que chego na ala pediatrica uma enfermeira me guia até o quarto onde vou realizar a consulta. Bato na porta e logo entro no quarto
Duas mulheres se levantam de mãos dadas. Imagino que são um casal e mães do menino que está deitado na cama do hospital e ainda presente no quarto dois homens. Um moreno e um loiro sentados no sofá.
Any: Bom dia família. Eu sou a Dr.Soares e fiquei encarregada de cuidar desse principezinho - a enfermeira me entrega o prontuário e do uma lida bem resumida no caso do garotinho - então você é o Matthew? - o pequeno assente sem me olhar. Está com vergolha - e oque você está sentindo? - ele aponta para a barriga mas um pouco abaixo do umbigo - quando que as dores ou as queixas começaram mamães?
Xxx: a mais ou menos uma semana ele falou que estava sentindo dor na barriga mas achamos que era nada de mais, só que hoje de manhã meu irmão me ligou falando que o Matthew estava chorando de dor - ela aponta para o loiro que me olhava sem dizer uma palavra assim como o moreno ao seu lado - Você acha que é grave?
Any: ok, eu vou pedir alguns exames básicos só para ter certeza se é oque estou achando. Posso ver uma coisa Matthew? - ele assente. Levanto sua blusa e começo a apalpar as regiões para ver quais áreas estavam sensíveis ao meu toque - me fale quando doer Matthew - continuei apalpando oa lugares até tocar em um e Matthew soltar um gemido dolorido e afastar minha mão. Como eu pensava. Apêndice - Mamães eu posso conversar com vocês la fora? - as duas assentiram
Xxx: Fiquem aí com Matthew - A coreana falou para os dois homens mas eles ainda não tiraram os olhos de mim, oque estava me deixando nervosa
Saímos do quarto e fui para um balcão anotando as coisas em seu prontuário
Any: ok mamães, o filho de Vocês está com uma infecção no apêndice
Continua?
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