Está bem?

1502 Palavras

Isabel Oliveira As portas do elevador se fecharam, e com elas, a máscara de audácia que eu vinha sustentando desmoronou como um castelo de areia atingido pela maré alta. Eu estava fervendo. Não era só raiva, era algo pior, algo que queimava por baixo da pele e me fazia sentir um gosto amargo na boca, vergonha. Uma vergonha paralisante, dessas que fazem a gente querer sumir, se enfiar num buraco e nunca mais aparecer. "Não negocio trabalho com sexo, Isabel." As palavras dele ecoavam na minha cabeça como um veredito. Ele me leu. Ele me despiu de um jeito que nenhum homem tinha feito na cama. Ele viu o meu jogo, viu o meu desespero para salvar a Zaya e usou o meu próprio corpo para me dar uma lição de moral. — Desgraçado... — sussurrei, mas minha voz falhou. As lágrimas subiram quentes,

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