Diogo Vitório Eu m*l cheguei a tocar a campainha. Sabia que o porteiro já devia ter avisado da minha chegada. Ainda levei a mão até o botão, mas a porta se abriu antes. — É nada, a menina nem olha na cara da gente direito... O homem branco, magro, interrompeu a frase ao me ver. Atrás dele vinha outro rapaz, mais escuro, barbudo e careca. — Delegado? — perguntou o primeiro, baixando um pouco a cabeça. Assenti imediatamente, reconhecendo o irmão de Isabel. — Boa noite. Cumprimentei os dois ainda parado na porta. Um garoto de cabelo vermelho passou correndo atrás deles, atravessando a sala sem nem olhar na minha direção. Logo em seguida surgiu uma mulher de pele escura, tranças loiras e uma barriga tão grande que parecia carregar trigêmeos. — Boa noite. Entre. — Não é necessário, eu

