Ele não fugiu

1386 Palavras

Diogo Vitório Fui para a delegacia após Isabel partir. Ela não estava entendendo, ou talvez eu não estivesse sendo claro o bastante; no caos da minha mente, ainda era difícil discernir. Mas de uma coisa eu tinha certeza: desde o momento em que a vi fechar a porta daquele carro, dediquei minha existência a uma única tarefa. Fosse por ciúmes, por puro orgulho ferido ou por uma vingança latente, eu jamais lhe daria o prazer de um casamento estável. Na cama de outro, ela não ia esquentar. — Sorriso bobo, doutor? O que houve, ganhou na loteria? — Silvério perguntou, tragando o resto do cigarro na porta da DP. Não respondi de imediato. Ainda sentia o fantasma do corpo dela sob o meu. A humilhação de ter gozado tão rápido me perseguia; eu queria tê-la por horas, habitar o corpo dela até me sen

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