Névoa de luxúria

1194 Palavras

Diogo Vitório Isabel estava ali, apoiada na parede de metal do elevador como se quisesse atravessar o aço para fugir da minha presença. Quando a porta abriu, indiquei a saída com um gesto comedido, algo que soaria educado, um reflexo involuntário do que observei na postura polida do Adailton. Ela sorriu meio sem graça e deu o primeiro passo para fora. Eu a segui, o som dos meus sapatos ecoando no hall de entrada, contrastando com o passo leve dos tênis brancos dela. — Há muito tempo? — questionei, quebrando o silêncio que se tornava denso demais. — O quê? — Isabel se virou, girando o corpo com uma agilidade que sempre me mantinha em alerta. — Você mora aqui. — Não era uma pergunta, era uma constatação. Ela negou com um movimento sutil, jogando uma mecha de cabelo para trás da orelha

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