Sem aviso

1325 Palavras

Diogo Vitório O corredor do prédio parecia tão pequeno, o ar estava pesado, saturado pelo cheiro do perfume de Isabel que ainda impregnava minha farda e pela presença hostil do cunhado dela. Mas antes de resolver as contas, eu tinha que lidar com a lei, após ter roubado este caso. Leila me observava com o cenho franzido, a postura rígida de quem não gosta de ter o território invadido. Aproximei-me dela, mantendo a voz num tom profissional, mas cortante como vidro. — Vou assumir a frente daqui, Leila. Pode liberar sua equipe — eu disse, sem rodeios. Ela cruzou os braços, os colares coloridos balançando sobre a blusa creme. O olhar dela era de pura desconfiança. — A sua delegacia não tem nenhum caso, Vitório? — O desafio veio seco, direto. — Para você vir pessoalmente atender uma invas

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR