Diogo Vitório Ainda sentia o auge daquela insanidade, o gosto metálico e viciante de tê-los encurralado entre as paredes de vidro do ateliê. A palidez no rosto de Isabel e o medo m*l disfarçado nos olhos dele foram meu combustível. Ficou nítido: Gregório só se sentia homem cercado pelo morro, protegido pelos seus "parceiros". Ali, no meu terreno, ele era só um alvo. E se tinha algo que eu ia garantir, era que ele não teria um segundo de sossego. Aquela aliança não duraria naquele dedo; nem que eu tivesse que arrancá-la na raça, junto com a pele. Grego poderia ter o crime, mas Isabel? Jamais. Não enquanto eu a quisesse. A tarde avançou pesada até virar noite. Fiquei de vigia, fundido ao banco do carro, esperando. Quando ela finalmente apareceu no estacionamento, sozinha, sem o "marido" ou

