Capítulo 15
Fabiene narrando
Eu não pensei duas vezes, sai o mais rápido possível, tentei ligar para todos os números que eu lembrava do morro, mas não conseguia, vejo pelo retrovisor e vejo que ele estava me seguindo ainda, Miguel chorava no banco de trás, e eu estava nervosa, eu olho para o banco do carona a arma que eu tinha pego em seu escritório carregado de munição.
Meu carro para por falta de gasolina, tentei fugir pela estrada de chão, eu pego a arma e coloco atrás e desço, Eduardo desce do carro dele e a gente se encara.
— Me entrega Miguel – ele fala – me entrega o Miguel agora.
— Seu assassino – eu falo para ele – você matou aquelas crianças, aquelas pessoas.
— Está nervosa porque, você os conhecia? – ele pergunta
— Você nunca vai encostar no meu filho, você está me escutando.
— VocÊ vai ir presa Fabiene, você faz parte daquela corja – ele fala – como pode? Por isso estava querendo me impedir de ir até lá.
— ]Você não sabe nada sobre o meu passado, eu nunca matei ninguém. Mas, você quer QUE EU TE ENTREGUE o Miguel porque? Para m***r ele também para se vingar?
— Miguel é meu filho, meu filho! – ele diz nervoso
— Miguel não é seu filho, ele não tem seu sangue!
— Fui eu que o criei e ele não vai ficar com você – ele fala – eu já chamei reforços, vocE^vai sair presa daqui até esclarescer tudo.
— Você é quem tem que ir preso, foi você que matou aquelas crianças, amarradas, amordaçadas – eu olho para ele – você é um monstro Eduardo.
— Cala boca Fabiene, você está presa – ele fala se aproximando – vai me explicar direitinho o que o Imperador é seu.
— Ele é pai do Miguel – eu falo para ele e Eduardo me encara
— O que você disse? – ele pergunta
— Mas isso não vai fazer diferença, porque você não vai estar vivo para chegar perto do meu filho novamente – eu falo tirando a arma de trás e quando ele ia pegar a arma dele, eu atiro nele, várias vezes.
Eu pego Miguel que estava chorando no banco de trás e olho para Eduardo no chão sangrando, eu entro no carro de Eduardo e saio a disparada, eu paro o carro em um shopping, desço com Miguel nos meus braços e pago dois mil reais para um taxista me levar para o Rio de Janeiro.
Em questão de horas eu estaria em todos os noticiários por ter atirado e matado um policial, mas jamais Eduardo colocaria as mãos em meu filho, jamais!
Capítulo 16
Fabiene narrando
O taxista não me leva até a entrada do morro, eu não tinha mala nem nada, somente a minha bolsa, meus documentos e o meu celular.
Tinha pensado milhões de vezes antes de vir para cá, mas nesse momento eu não tinha saída. Se Eduardo sobreviver ele iria me caçar até no inferno e se ele não sobreviver, eles me caçariam também até no inferno.
Eu pego Miguel no colo e vou andando por quadras e quadras , até chegar no pé pé morro, quando chego dou de cara com Rafael.
— Fabiene ? - Ele pergunta ao me ver
– Pegue ele por favor , está pesado.
- Quem é ele? - Ele pergunta
- O seu sobrinho, Miguel. Ele está dormindo. Precisamos subir, não posso ficar qqui na frente com Miguel por muito tempo.
- o que está acontecendo? Você foi embora e agora volta assim do nada?
- eu te conto tudo quando a gente chegar em casa. Cadê o Imperador?
- Ele foi investigar a morte do tio dele
- e das crianças? - eu pergunto para ele
- você já sabe?
- acho que eu matei o assassino deles - Rafael me encara
- Não estou entendendo.
- vamos subir e eu te explico tudo.
Conforme a gente ia subindo o morro, as pessoas me encaravam, todos sem saber muito bem o que pensar acredito, até porque eu também não sei o que foi falado de mim quando eu saí do morro daquela forma e eu também tinha prometido que jamais eu subiria o morro.
Quando chegamos na nossa casa, coloco Miguel dormir no meu antigo quarto, eu desço e meu irmão está ali de braços cruzados me encarando.
- Não precisa me explicar - Ele fala - Você já está está todos os lugares. Policial, sério?
- Isso é o menor dos nossos problemas - Eu falo ele - Disseram se ele está morto ou vivo?
- Na UTI - Ele fala
- precisamos dar o fim nele - Eu respondo para Rafael e ele me encara - Eu preciso que ele morra!
Capítulo 17
Imperador narrando
Eu estava com Gabriel e fomos até onde os meus tios morava, meu tio saiu do morro quando se casou, largou a vida do crime, veio para cá e teve os seus filhos e agora tudo que a gente sabe, é que eles foram mortos.
— Dizem que tem uma operação da policia – o escrivão Arnaldo que era nosso informante fala. – O supervisor da segurança Carlos éq eu está comandando tudo.
— Aquele filho da p**a – eu falo – não acredito que ele ainda vai voltar para nossas vidas.
— Junto com um policial, Eduardo Rosseto.
— Rosseto? Você disse? – eu pergunto
— Sim – ele fala – foi ele que matou o seu tio e os filhos.
— E onde ele está? Me diz onde ele mora?
— A única coisa que posso te dizer que vi o burburinho dizendo que ele pediu perseguição para seguir o carro da esposa que parece que estava fugindo dele com o filho.
— Deve ter descoberto o que aquele filho da p**a fez – Gabriel fala nervoso
— Valeu por enquanto, aqui está tua grana.
— Qualquer coisa me liga – Arnaldo fala
Eu olho para Gabriel e entramos na casa, o engraçado que isso tinha sido mandado pela policia mesmo, porque ninguém deu importância para a morte deles, não tinha pericia, investigação, nada.
Mas isso não ficaria assim, eu me vingaria pela morte deles, nem que fosse a última coisa que eu fizesse na minha vida.
Quando a gente estava entrando no morro, Gabriel estava com celular e estreita os olhos.
— Fabiene atirou em um policial – ele fala
— Que? – eu pergunto parando o carro na frente da boca
— É a Fabiene sim, está sendo procurada por todos os cantos – ele fala – olha aqui a noticia.
Eu pego o celular e começo a ler, ver os vídeos e realmente era a cara da Fabiene correndo com uma criança na frente do shopping sua foto e sendo acusada de ter atirado no próprio marido.
— Eduardo Rosseto – eu falo – aqui diz que ele é marido dela.
— O policial? – Gabriel pergunta.
Eu desço do carroo e é quando Samanta para e me encara.
— Já sabe quem voltou? – ela pergunta
— Quem? – eu questiono
— Fabiene está na casa do irmão – ela fala
— O que você disse?
— Aquela mulher voltou – ela fala – está lá, mulher de policial, você viu as noticias? X9 do c*****o, vai deixar ela viva Imperador? Acha que ela não passou informação do morro para ele?