Capítulo 32
Imperador narrando
Fabiene entra na boca , Rafael encara ela.
— Rafael posso falar com Imperador sozinha.
— Vocês vão se m***r? Se sim, eu fico – Rafael responde
— Somos adultos suficiente para entender como resolver a situações.
— Lembre-se que se eu tiver que criar Miguel, ele será Flamenguista.
— Nunca – Eu falo – fluminense.
— Então é melhor não se matarem – Rafael fala saindo da sala.
— Não achei que te viria tão cedo – eu respondo
— Eu também não queria te ver nunca mais, mas infelizmente a scoisa snão foram como eu queria – ela fala me olhando
— Fale – eu respondo para ela.
— Sobre sua aproximação com Miguel – ela fala
— Você quer me impedir? – eu pergunto
— Jamais – ela fala – eu penso muito no meu filho sempre, eu quero o melhor a ele.
— Então o que você quer falar sobre isso?
— É pedir que você deixe nossas diferenças de lado quando o assunto for o Miguel – ela fala – não quero meu filho sofrendo, ele entende que Eduardo é o pai e não que Eduardo é um homem r**m, precisamos lidar com isso com calma.
— Não quero o m*l dele – eu respondo para ele – a minha relação com ele é nova, até porque até dois dias atrás eu nem sabia que eu era pai.
— Acredite, isso é muito mais difícil para o Miguel do que para você. Eu só quero que você só se aproxime dele se realmente você for dar amor a ele, ser uma pessoa presente e querer o melhor dele, caso ao contrário não brinque com os sentimentos do meu filho.
— Nosso filho – eu respondo para ela.
— Nosso filho – ela responde me encarando – não te neguei isso em nenhum momento desde que te vi novamente. Te disse que ele era seu filho, se fosse para esconder poderia ter falado que ele era somente de Eduardo.
Ela se levanta e eu me levanto junto no momento que eu me levanto eu bato na mesa e cai a jarra de água gelada em cima dela, a molhando toda, não fazia muito tempo que um vapor trouxe, ela rapidamente levanta a camisa e eu encaro sua barriga, mas quando ela me ver encarando seu corpo, ela abaixa a barriga.
— Espera – eu falo e ela me encara – você tem cicatrizes novas, que ainda estão cicatrizando. – ela me olha um pouco assustada – Fabiene – eu me aproximo
— Não se aproxima de mim – ela fala me encarando – não se meta na minha vida.
Ela sai da boca e eu dou um soco na mesa!
Capítulo 33
Fabiene narrando
Duas semanas depois...
Eu entro na sala e encontro Imperador mais uma manhã com Miguel, dessa vez ele trouxe uma bola e os dois estão jogando, Miguel estava se apegando a ele, eu não se isso me deixava preocupada ou ao mesmo tempo feliz.
Faz duas semanas que retornei para o morro e as coisas parece estar virada de ponta cabeça, não se sabia noticias de Eduardo porque mudaram ele de hospital, somente declarações da médica chef Maisa sobre o estado dele era grave e mais nada, as vezes penso que já tinha morrido mas estão escondendo.
— Ele me trouxe uma bola – Miguel fala sorrindo
— Se sua mãe deixar podemos jogar na quadra.
— Podemos ir a tarde , assim que o sol baixar – eu respondo
— Busco vocês então – Imperador fala
— Eu sei o caminho – eu respondo para ele
— Faço questão de levar ele. – eu assinto.
Minha conversa com ele era o mais básico possível, eu o ignorava a maior parte do tempo e quando a gente conversava a gente sempre acaba trocando farpas.
Samanta fazia de tudo para chamar a minha atenção, mas já percebi que o Imperador estava a ignorando também, desde que voltei não teve baile na favela porque Imperador proibiu a subida de qualquer pessoa estranha no morro.
— Não dizem nada no hospital? – pergunto para Maria
— Nada, era como se ele nunca tivesse ficado lá – ela fala – minha residência está acabando por lá, tentarei pegar alguma informação.
— Melhor não se expor enem perguntar nada, para você virar alvo é rápido – eu olho para ela – não quero ninguém sofrendo as consequencias por mim
— Não vou expor ao perigo – ela fala sorrindo
— Obrigada por tudo que você e Jana fazem por nós, são minhas mãos, o meu colo e os meus olhos em relação ao Miguel.
— A gente te ama Fabi – ela fala sorrindo – você fez falta aqui no morro para todas nós.
Capítulo 34
Imperador narrando
Eu estava na boca tentando digerir tudo que estava acontecendo, é quando Samanta entra pela porta da boca, eu estava sozinho e ela tranca a porta.
— Precisamos conversar – ela fala
— Pode falar – eu respondo
— Estou cansada das provocações da Fabiene – ela fala – primeiro ela foi no meu salão tentou me humilhar na frente das minhas clientes e agora ela quer o que?
— O que ela fez? – eu pergunto e Samanta se aproxima.
— Está arrumando a confeitaria na frente do meu salão – ela fala nervosa – ela quer me provocar? Só pode isso.
— Confeitaria? – eu pergunto
— Você não está sabendo? – ela questiona – essa mulher voltou para o morro para tirar todo seu poder, você não está vendo? – eu coço a cabeça – na frente do meu salão, me diz, não tinha outro lugar para ela fazer essa m***a da confeitaria dela?
— Chega – eu falo – se você tem algo com Fabiene, se resolve com ela, não posso resolver isso.
— O morro é seu! – ela fala – como pode, você deixar ela fazer o que ela quer e a hora que ela quer.
— Entre você e ela, Fabiene tem muito mais direto aqui dentro.
— Vocês voltaram? – ela pergunta na mesma hora
— Não.
— Ah porque se voc~es voltaram me avisa, porque até dias atrás você estava comigo.
— Eu estou com quem eu quiser, eu nunca te pedi em namoro e nem firmei compromisso sério com você – eu falo para ela.
— Só fala isso porque ela chegou, porque na hora que ela te abandonouquem ficou com você fui eu.
— Não quero mais você falando da Fabiene, você entendeu? Ela é mãe do meu filho, não quero mais o nome dela na sua boca.
— Pelo jeito você virou o cachorrinho dela – ela fala nervosa – vai Imperador começa a latir para ela, é o que você vai fazer de melhor.
— Repito, fique longe da Fabiene! – eu olho para ela – longe de confusão, caso ao contrário, você vai embora do morro.
Ela me encara, bufa e sai da boca, eu me sento novamente na cadeira e respiro fundo, então me levanto para ver que história era essa de confeitaria.