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2478 Palavras
Capítulo 51 Fabiene narrando Os dias iam passando e a agonia de todos também, estava eu e Rafael na cozinha, enquanto eu lavava a louça ele acaba comentando sobre uma carga. — A carga de munição deve chegar em alguns dias – ele fala – está demorando pra caramba, muita grana em jogo. — Munição? Para o armamento que roubaram? — Sim – ele fala – se Eduardo ou Carlos quiserem invadir novamente, precisamos estar preparado. — O morro tá sem munição? — O suficiente para várias invasões naõ tem não – ele fala – Tivemos três cargas roubadas assim – ele faz com os dedos – e até hoje não conseguimos encontrar o filho da p**a que entregou para a policia. — Deve ser os próprios fornecedores, pegam a grana e ainda depois ganham em cima do roubo – eu falo – filhos da p**a que só. Mas a carga chega? — 1 milhão e meio, está deixando Imperador com dor de cabeça, não só ele, mas todos nós – Rafael fala – ele já está cogitando fazer parceria com outro morro. — Tem alguns morros fortes que a Rocinha ainda não tem parceria – eu falo – e nem fazem parte da facçãop. — Mas fazem de outra – Rafael fala — Ai que está, Imperador pode juntar as facções – eu falo para ele – ele só tem a ganhar, ele vai perder dessa forma. E se a munição não chega a tempo? Ou – eu encaro Rafael – ele precisa pegar a munição de volta. — E vai saber onde está – Rafael fala — Vocês são burro ou são o que? – eu pergunto para ele – a munição está com Carlos na casa dele, onde ele tem tudo. — E quem vai entrar lá? – ele pergunta — Perigoso de mais mesmo – eu falo – vamos rezar que essas munições chegue o mais rápido possível. — A culpa não é dele, ele emsmo comprou diversas vezes – Rafael fala – o problema é que existe um x9 aqui dentro. — Isso as vezes não é nem x9 Rafael – eu falo para ele – são os próprios fornecedores. — Pode ser – ele fala. Maria entra na cozinha e nos encara. — Eu vou para faculdade – Maria fala — Vai mais cedo hoje? – eu pergunto — Tenho que estudar um pouco, preciso fazer uma pesquisa na biblioteca da faculdade. — Se cuida – Rafael fala dando um beijo nela – quer que eu te leve? — Naõ precisa, melhor nãos air do morro e nem a gente ser visto juntos. Ele assente com a cabeça. Capítulo 52 Maria narrando Eu chego na faculdade depois de um tempo no trânsito, vou até a biblioteca e começo a pegar os livros que eu precisava para fazer a pesquisa, poderia usar a internet e o notebook, porém achava que tinha informações muito rasas para o que eu precisava. Eu queria me formar e ser médica no morro onde eu nasci e cresci, ajudar os moradores de lá, fazer algo pelo meu povo, já que somos esquecidos por todos o tempo todo. Eu levo um susto quando vejo uma professora sentada na minha frente. — Maria – ela fala — Sim – eu respondo — O Reitor da universidade quer falar com você. — Comigo? – eu pergunto para ele. — Sim – ele responde. — Claro, estou indo até lá. Eu guardo os livros colocando na minha bolsa e vou até a sala do Reitor, quando entro ele me manda sentar. — Fiquei curiosa para saber o que o senhor queria comigo – eu falo para ele. — Recebi uma denúncia sobre você – ele fala, — Sobre mim? – eu questiono — Sim – ele fala — Não estou entendendo, que tipo de denúncia? — Denunciaram que você estava na UTI, perto do policial Eduardo – ele fala – que foi baleado. — Eu estava como residente, estava fazendo o meu trabalho. — Mas você não estava direcionada a UTI – ele fala — Foi um engano meu, mas o que eu poderia fazer? — Estão pedindo o seu afastamento da faculdade. — Maisa? – eu pergunto para ele – Por quê? O que eu fiz de errado, nem estou mais como residente do hospital, não estou entendendo o que tem de errado nisso todo? Ele era um paciente e eu uma residente, estava fazendo o meu trabalho. — Me desculpa – ele fala – são ordens a cima de mim. Eu me levanto e saio da sala sem nem responder ele, na mesma hora pego o meu celular e mando uma mensagem para Rafael contando tudo que tinha acontecido, mas ele não me responde, ligo e dar caixa postal, acho estranho o fato dele não me atender. Ligo para Fabiene e nada também. Eu saio da faculdade e vou andando até o estacionamento, quando aperto o alarme do meu celular eu sinto uma mão por trás de mim, tento me soltar mas não consigo, até que desmaio! Capítulo 53 Rafael narrando Eu entro na boca e Imperador está com vários vapores ali. — O que aconteceu? – eu pergunto — Cortaram nosso sinal de tudo – ele fala – aqueles filhos da p**a arrebentaram as nossas antenas. — Tá de s*******m? — Eles querme deixar a gente aqui fuleiro , mas não vão – Imperador fala – eles estão brincando com a pessoa errada, eu vou acabar com cada um deles. — Estamos sem sinal e internet mesmo – eu falo no telefone — O próximo passo é eles quererem cortar a nossa energia, querem deixar a gente ilhados de tudo – Imperador fala – já mandei vaporres para o alemão, não vamos ficar ilhados por muito tempo. Ele vai até a mesinha e carrega a arma dele com munição. — O que vai fazer? – eu pergunto — Tu e Gabriel fiquem de olho aqui no morro – Imperador fala me encarando – eu vou com os vapores arrumar isso. — Imperador – eu falo – tenta notícias da Maria, fala com ela, chama ela e avisa o que está acontecendo. — Vou fazer isso assim que sair do morro – ele fala. Imperador sai com dois carros cheia de arrumar tudo.vapores, eu organizo os vapores na quadra e ficamos em prontidão, a qualquer momento poderia dar m***a. — O que está acontecendo? – Fabiene pergunta com Miguel no colo — Cortaram nossos sinais – eu falo para ela — Filhos da p**a querem deixar a gente ilhados – ela fala — Imperador saiu que enm um furacão do morro. — Para onde ele foi? – eu pergunto — Ainda não sei certo o que ele vai fazer, mas disse que só volta assim que resolver tudo. — Meu Deus – ela fala – eu vou levar Miguel para casa, Janaina está lá. — O que vai fazer Fabiene? – eu pergunto — Tudo isso está acontecendo por minha causa, eles querem eu! — Esqueça isso – eu falo para ela -você precisa pensar em Miguel. — Se não tivesse acontecido o que aconteceu – eu a interrompo — Você era uma criança – eu falo para ela – você não sabia o que estava fazendo. Ela me encara e sai andando com Miguel no colo, eu olho para Gabriel. — Gabriel, fica de ohlo aqui – ele assente – eu vou resolver uma coisa. Capítulo 54 Imperador narrando Eu vou até a companhia elétrica , eu tinha ligado para o morro do alemão e ele me mandou reforços de vapores, entramos na companhia elétrica e sequestramos carros e as pessoas. — Não vamos machucar ninguém – eu falo – mas quero que arrume tudo. Logo tudo virou um que todo, um circo na mídia, em todos os lugares estava noticiando que: ‘’ O dono do morro da Rocinha tinha sequestrado trabalhadores ‘’. Eu mando mensagem para Maria, mas a mensagem somente chega e logo mais ela me responde: ‘’ estou na faculdade, estou bem. ‘’ Porém, acho estranho a sua resposta, Maria sempre me chamava de irmão mais velho nas mensagens para me irritar, eu chamo um vapor e ele me encara. — Sai de fino e vai até a faculdade de Maria – eu falo para ele – eu quero saber o que está acontecendo lá. — Pode deixar – ele fala. Carlos narrando Com a Maria sequestrada e sob o nosso poder, agora a gente podia muita coisa. Mas eu não imaginava que Imperador iria criar um circo tão grande após os sinais serem cortados. — As autoridades estão obrando uma posição do secretário de segurança nesse exato momento – A repórter fala – Recebemos um vídeo do dono do morro, conhecido como Imperador há alguns minutos e vamos colocar agora em nossa transmissão. ‘’ Não vamos fazer m*l a ninguém, a não ser que a policia se meta. Estamos querendo apenas que os nossos sinais telefônicos e de internet volte, estamos totalmente sem comunicação no morro. Assim como aqui agora nesse momento tem pais, famílias e trabalhadores. No nosso morro também tem. Se a policia não se intrometer, todos os trabalhadores sairão em segurança e vivos. Caso a policia entre, todos irão morrer. O aviso será somente um. E deixo claro nessa mensagem, o culpado por tudo isso está acontecendo é o secretário de segurança que mandou cortar os sinais, se isso não tivesse acontecido, nenhum desses homens honestos e trabalhadores, estariam sofrendo perigo e nenhuma família estaria agoniada ‘’ Eduardo entra na sala. — Você está vendo essa palhaçada toda? – Eduardo pergunta. – Ele quer virar o circo e nos colocar como os criminosos. — Está cheio de repórter lá fora – eu falo – isso seria certo que iria acontecer. Cadê a garota? — Está no c*******o – Eduardo fala – ainda não dei ordem do que fazer. — Saia pelos fundos e vai até lá, você sabe o que fazer – ele fala – o sinal deles vai voltar, faça com que Fabiene fique sabendo o que está acontecendo com a cunhada dela – ele abre um sorriso. Capítulo 55 Maria narrando Eu acordo e estava amarrada, com um pano na boca, eu entro em desespero e vejo que estava amarrada com as mãos para trás e os pés e deitada em um chão sujo, eu tento me bater e o assoalho dava barulho. Até que a porta é aberta e eu encaro um homem entrando, eu o reconheço, reconheço porque Fabiene já me mostrou foto dele. — Maria – ele fala – achei que nos conheceria de outra forma. Ele se abaixa na minha altura e abre um sorriso quando me ver, eu o encaro com raiva e com medo também. Ele me faz sentar e se agacha bem na minha altura. — Quando Fabiene comentava sobre uma amiga chamada Maria, jamais imaginei que ela seria tão linda como você – ele fala – e sinceramente, vejo que fui um burro em não querer ter te conhecido antes.- suas mãos passam pela minha perna e eu me esquivo – Não precisa ter medo princesa – ele passa sua mão sobre meu rosto e eu viro meu rosto – eu não quero te fazer m*l. Ele aproxima seu rosto do meu e beija meu pescoço, eu tento o empurrar com meu corpo mas eu estava completamente amordaçada, sua smãos descem pelo meu corpo, passando as suas mãos pelo meu peito. Imperador narrando Colocamos pressão para que tudo seja arrumado o mais rápido possível, Carlos queria nos deixar sem sinal do mundo porque estava aprontando algo, eu não podia deixar que isso acontecesse. Não mesmo. Aqui o sinal estava funcionando já e começo a ligar novamente para a Maria e nada do celular dela atender, até que atende. — Maria onde você está? – eu pergunto e o silêncio toma conta no outro lado da linha – Onde você está Maria? — Olá Imperador – a voz de um homem – acho que ainda naão tivemos oportunidade para conversar, eu e você. — Quem está falando? — Eduardo – ele fala – a sua irmã é uma gostosa , pena que chora de mais. — O que você fez com ela? Onde ela está? — Me entregue Fabiene – ele fala -´e eu te entrego a sua irmã, caos ao contrário, eu vou m***r ela! Eu gravo a ligação. — O que você vai fazer com a minha irmã? – eu pergunto – você não tem vergonha nessa sua cara Eduardo. — Eu só entrego a sua irmã Maria, se você me entregar a Fabiene – ele fala e desliga a ligação. Capítulo 56 Fabiene narrando Estava muito tensa, tensa de mais, Miguel estava dormindo e Janina estava ali na cozinha, Rafael entrou na casa depois de ter saído e voltaod trilhões de vezes, ele estvaa com medo que eu fizesse alguma besteira, eu tinha certeza disso. Até que tudo se ligou ao mesmo tempo, luz, televisão, sinal de internet e celular, tudo ao mesmo tempo, o celular de Rafael começou a tocar e ele pega o celular na mão. — Que estranho – ele fala — O que aconteceu? — Maria me mandou uma mensagem – ele fala — Que mensagem? – eu pergunto para ele. — Essa – ele fala e eu leio e a gente se encara e falamos juntos — Eles pegaram ela – a gente fala e Janaina aparece na cozinha — O que aconteceu? — Fica com o Miguel – eu falo para Janaina – proteja ele a qualquer custo, ok? — O que está acontecendo? – ela pergunta — Voltamos logo. Rafael começa a ligar para Imperador que atende rapidamente, a gente chega até onde ele estava e ele tinha feito todos da companhia elétrica como refém, tinha muitos vapores, muitas armas, ele coloca todos em um caminhão e faz subirem o morro, coloca todos eles na quadra. — O que vai ser feito? – eu pergunto para ele. — Eu gravei Eduardo no celular falando que está cvom a Maria. — Ele vai fazer m*l a ela – eu falo — Ele quer que eu entregue você – Ele fala — Entaõ, você vai me entregar mas vai tirar Maria das mãos dele – eu falo para Imperador — Não – ele fala – eu vou fazer eles soltarem a Maria. — Como? – eu pergunto para ele – não podemos começar uma guerra, a munições ainda não chegaram. — Nos temos munição suficiente para começar essa guerra se for preciso – ele fala – Maria não vai ficar nas mãos deles e nem mesmo vou entregar você a eles. Isso não vai acontecer você entendeu Fabiene? Eu já sei como vou resolver essa história toda.
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