A palavra quase escapou da minha garganta. Trinta anos de silêncio se romperam num instante. Foi como se um raio tivesse partido meus sentidos ao meio, roubando todas as cores do jardim. Fiquei paralisado. Meu lobo rugiu – um som baixo, ancestral, selvagem – como se finalmente tivesse encontrado a metade que havia perdido. E quando segui sua direção— Lá estava ela. Ao longo do caminho de pedras brancas ao lado do roseiral, uma mulher estava inclinada, arrancando rosas de luar uma a uma. Cada vez que ela arrancava uma, resmungava entre os dentes, cerrando-os como se quisesse arrancar o jardim inteiro pela raiz— "Desculpa, querida, mas eu simplesmente não suporto aquela velha bruxa! Ela não merece cuidar de você—arranque todas! Cada uma!" O ar pós-chuva carregava o cheiro de te

