Ponto de Vista da Seraphina Eu nem sei como consegui sair da Corporação Crescente dirigindo. Aquele escritório, onde eu havia colocado todo meu coração, agora parecia um chiqueiro, cada canto exalando o fedor repugnante do caso de Maria e Marcus. Esse cheiro me seguiu – desde o elevador até a garagem e dentro do meu carro. Grudou na minha pele, invadiu meu nariz – quase engasguei só de lembrar. Vergonha e náusea apertavam minha garganta como um torno. Abri a janela completamente, mas o vento frio da noite não conseguia limpar aquela sujeira dentro de mim. Eventualmente, encostei o carro. Meu corpo não aguentava mais. Desabei sobre o volante, engasgando seco. Não havia nada no meu estômago, então só remexia dolorosamente enquanto a bile queimava subindo pela garganta.

