Três ciclos lunares

3284 Palavras
Rio O que Anne me dera, nos seus projetos, foi uma base contistucional para o convívio mútuo e amigável entre os vários seres. Ele igualava a todos com maestria. Era como os mandamentos. Havia um trecho das escrituras sagradas, para sua base também. Era Coríntios 13. Amor era o argumento da Anne para rebater a possessiva autoridade dos humanos sobre tudo o que existe e vive. Isto junto com o fato de que os humanos não sabem de tudo, mas apenas parte. Se confundem em suas convicções, portanto não são donos da verdade, e muito menos de outros seres inteligíveis. Poderia ser que ela não gostasse do que eu estava fazendo sem a sua autorização. Mas, o mais provável é que ela gostasse de finalmente ser ouvida. Eu torcia pelo último. Eu podia conversar com ela, enquanto ela dormia e sonhava. A mente humana se divide em duas mentes que sempre conversam. Eu poderia falar com ela sem ser visto em seus sonhos. Seria como ouvir um áudio ou ler o que eu digo. Mas eu não queria dizer nada. Só saber mais sobre ela. Deitei ao seu lado e segurei a sua mão sentindo o toque da sua pele e mergulhei na sua mente pura e intocada pelo mundo externo. Observei o que a move, os seus desejos, o que a irrita. Ali, me concentrei nos seus desejos. Para um bom leitor, letra é imagem. Eu vi o que despertava a sua libido, de todos os ângulos. Como chamar a sua atenção. Era uma heroína, queria salvar o seu amado em seu cavalo branco. Era a sua ideia de conto de fadas. Você me salvou. Sussurrei para a garota jovem, adormecida. Amanhecia, levantei da sua cama e pulei sua janela. O ar se comportava como água, se eu quisesse. Assim, eu podia entrar e sair de lugares altos, sem problema algum. Estava sempre perto dela desde então. Sua sombra aonde ela fosse. Ela nunca me olhava mais de uma vez. Comecei a pensar que eu não fazia o seu tipo. Até ver o tipo de babaca que se aproximou dela, e ela aceitou. Parecia que o que Anne queria, era atitude. Mas eu não podia chegar nela assim, mentindo quem sou. O lance com o carinha, não rolou. Sei que ele nem tocou nela, durante o que deveria ser uma transa casual. Eu não deixei. Ela era minha, até me dizer o contrário. Toda a água no corpo do malandro me obedecia. Deve ter sido horrível para o cara, ser manipulado por mim. Ele nunca mais a procurou. Eu me contentava em conversar com ela a distância. As vezes ela estava chateada, apesar de sorrir. Desabafava comigo. Eu a conhecia melhor que os seus amigos. Mas ela não. Não me conhecia. O tempo foi passando, e houve momentos em que tentaram silenciar a defensora dos elementais. Eles não queriam mais ouvi-la. Mandaram pessoas para mata-la. Eu fiz os assassinos desistirem do trabalho. Todos eles, desistiram. Entendo que para eles era bem bizarro ver a sua mão apontar a arma para sua própria cara cada vez que tentava alvejar a Anne. O trauma devia ser algo que os impediria de trabalhar neste mesmo ramo novamente. A sua bisavô morreu, algum tempo depois dela se formar. Desde então, ela sempre se sentia sozinha no mundo. Mas isso a puxava mais para o trabalho. Nós encontramos no cemitério. Ela se recompunha escondida em um canto depois de enterrar a bisavó e eu me aproximei, fingindo desinteresse. Nossos olhares se encontraram. _ Sua mãe? _ quebrei o gelo. _ Avó. Eu não tenho mais ninguém. _ Sinto muito. Perdi o meu pai e a minha mãe foi primeiro. Tirei um lenço do bolso e entreguei para ela que tinha o rosto molhado e me aproximei mais. Anne aceitou o lenço e me abraçou chorando mais. Foi tão bom tê-la em meus braços. Sentir o seu corpo dentro do meu abraço e o seu calor. O seu perfume e o cheiro dos seus cabelos. O toque das suas mãos em minhas costas. Ela ficava tão pequena diante de mim. Foi só um momento, e ela se foi. Todas as partes do meu corpo que sentiram o seu corpo, queimavam. Anne (presente) _ Se você fosse livre, voltaria para o mar? _ quis saber. _ Mas eu estou no mar _ a gruta era mesmo ligada ao mar _ Você me deixa livre. Nem entendo você. A minha antiga dona, me manteve em um aquário. Nunca me deixou entrar no mar. Fiquei triste ao lembrar de como o encontrei. A sua antiga dona morreu em um acidente e o Rio ficou preso em um apartamento por dias. Até que uma vizinha dela denunciou para a polícia. Por acaso, eu estava na delegacia, no momento. O atendente nem ligou. Passei uma bronca nele. E o fiz delegar homens para me acompanhar. O Rio iria ficar abandonado, pois a sua dona não tinha família. Assumi ele, desde então. Era o retrato da tristeza, o meu pobre tritão. Inseguro e submisso de um jeito bem r**m de se ver. Me apaixonei por ele, muito facilmente. Mudei de casa por ele. Mas as vezes penso: se ele estivesse livre, eu não seria a sua escolha. É fácil de entender o meu ponto de vista. É só olhar para uma sereia qualquer. Eu sei que não seria nem a sua última escolha, mas não era justo que ele não tivesse o direito de escolher. _ Se eu te libertar agora, você vai embora? _ Está me dizendo que não me quer mais _ se afastou de mim em suspense. _ Nunca, Rio. Eu te quero. O que eu quero saber é: se você puder escolher, o que você escolhe? _ Eu escolho você, Anne. Eu só tenho você, e mais nada me salva de um destino bem r**m. Você nem faz idéia de quão r**m pode ser. _ Mas e se tudo voltasse a ser como antes. Sem ninguém para te caçar? _ Aí, eu voltaria para a minha casa. Fiquei triste em saber, mas eu já esperava esta resposta. Continuou _ Gostaria de te mostrar a minha casa e a minha família. De contar para todos que você é a minha luz, neste mundo de escuridão e dor. Você entende tudo o que você significa para mim? Digo. Além deste papel de seu escravo? Neguei com a cabeça. _ Até agradeço ao caos que tomou este mundo, só porque desta maneira, eu pude te conhecer, Anne. Compreendi que o Rio era grato a mim _ De nada. Eu vou tomar um banho de água doce e ir jantar. Estou com fome _ informei, me afastando dele e saindo da água. Depois do banho, fiz um prato com as sobras do jantar de ontem e aqueci no microondas. Enquanto esperava, notei um vulto na cozinha e encontrei o Rio ao levantar o olhar. Ele também tomara banho e havia se vestido. Mas por que se dar ao trabalho? _ Eu posso ficar com você? _ Vou te entediar. As minhas noites são bem chatas _ pareceu brincadeira, mas eu falei sério. _ Eu duvido _ sua voz melodiosa era viciante e ecoava em minha mente me fazendo esquecer o que eu ia dizer. Como agora. Jantei assistindo noticiários. E ele me observava, as vezes de longe e asvezes de perto. Estudei os meus casos com lupa para me cercar de todos os respaldos da lei. Estava a escrivaninha no meu quarto e ele me olhava da cama. Além dos casos a favor dos elementais, que eu atendia, quase sempre, de graça. Eu era contratada do governo em todos os demais tipos de casos. Um arrepio percorreu o meu corpo, quando senti a mão do Rio cruzar as minhas costas para encontrar a minha cintura. Foi no momento quando, em meu quarto, sentei encostada a cabeceira da cama. Encarei o tritão sentado ao meu lado. _ Posso dormir aqui? _ pareceu nervoso por algum motivo. _ Você pode ficar tanto tempo fora da água? _ me preocupei. _ Posso ficar dias sem água. _ Por mim, tudo bem, Rio _ sorri achando que isto fosse mais uma das suas peculiaridades, como me beijar na boca sempre. Deitei de costas para ele e desliguei a lâmpada do quarto _ Você se importa de me abraçar até eu dormir? _ pedi e senti o seu braço me envolver e o seu corpo se encaixar aos contornos do meu. _ Anne? _ Oi. _ Você ouviu falar sobre o bebê tritão meio humano? _ Sim. _ O que você acha disso? _ Eu te peço desculpa por ser humana. Me sinto envergonhada pelo modo como tratamos vocês. _ Você acha que é errado a relação entre dois seres diferentes. Por isso, você nunca faz amor comigo? _ sua voz estava diferente. Virei de frente para ele _ Eu acho errado a escravidão. Não acho que somos diferentes, Rio. Estamos conversando em igualdade. Isto te faz igual a mim. Você não precisa fazer o que não quer, so porquê o meu nome está no seu ship. Somos amigos. Você não é minha propriedade _ sorri _ Mas para o nosso bem, é melhor manter isso em segredo. _ Podemos fazer, se eu quiser, então? _ tinha os dedos na lateral do meu rosto e parecia nervoso. _ Eu também tenho que querer. Mas porque você iria querer fazer amor comigo? Você saiu para o mar aberto, e com certeza, tinha sereias lindas lá. _ Você é linda. Eu não saí para o mar para t*****r. Se passaram três ciclos lunares, desde que você me salvou de morrer preso em um apartamento e... Eu espero retribuir. Gargalhei irônica _ Com sexo! Não, Rio. Estou bem. Não me deve nada. Faria o mesmo por qualquer um. _ Eu sei. Mas depois deste tempo juntos, pensei que eu fosse especial _ decepção no seu tom. _ Você é especial, Rio. Você é muito especial para mim. Eu gosto de você, e não quero te magoar... Seja espontâneo, está bem? Você é livre. Beijou a minha boca assim que eu terminei de dizer e continuou com os beijos deslizando as mãos pelo meu corpo. _ O que está fazendo? _ ofeguei. _ Sendo espontâneo. Eu te quero, Anne. E você? _ esperou a minha resposta, olhando em meu rosto. _ Rio? O que...? _ Eu tenho toda certeza do mundo, Anne. Como você não percebeu ainda? Eu gosto de você. Tive receio de dizer antes. Poderia achar que eu fingia para ganhar favores. Mas depois do que você acabou de dizer, criei coragem. Eu te amo, Anne. Não acreditei no que os meus ouvidos ouviram. Dúvidei até que estivesse acordada. O que a gente faz de melhor em um sonho é aproveitar. Não precisa haver lógica em um sonho. Beijei aqueles lábios tão desejados e gravei cada segundo em minha mente. No dia seguinte, tudo voltaria ao normal. Afinal, isso era só um sonho. Meu camisetao nada sexy, foi tirado pelo Rio que se viu livre para tocar os meus s***s nus, que enrigeceram um pouco, sobre o roçar do tecido da peça tirada. Senti o toque das suas mãos em ambos, ao mesmo tempo e suspirei de t***o. Lambeu a auréola e chupou o mamilo de um deles, enquanto a sua mão apertava o mamilo livre em um friccionar leve e lento. Gemidos deixaram os meus lábios. Em resposta, a sua mão livre, desceu ao meio das minhas coxas juntas e deslizou subindo até o meu sexo, dentro da calcinha. Três dedos friccionando um vai-e-vem na parte exposta, apesar das pernas juntas, me causou arrepios de desejo e a minha respiração estava ofegante. A sua mão pediu passagem entre a minhas pernas, que eu dei. Adentrou a mão pela lateral da minha calcinha e o seu polegar desenhava círculos sobre o meu c******s. Eu tive um orgasmo diante das suas carícias. Beijou-me ao mesmo tempo em que tirou a minha calcinha. Tirei a sua camisa e ele tirou o resto da sua roupa. Suas mãos vieram para a lateral do meu corpo, na cama e seu corpo deslizou por entre as minhas pernas encaixando nossos ventres e penetrando a minha v****a de vagar. Como ele sabia que eu não tive tempo para perder a virgindade? Bem teve uns caras, mas nem deu tempo de me penetrar. Ruins de cama, da faculdade. Sem falar que o dote do tritão era de dar um certo medo. Senti ele me preencher e foi... Muito bom e deliciosamente desconcertante. Rio Chovia. Pude ver Anne sentada próxima a janela olhando através dela. Triste. Desejei estar lá, poder abraça-la e consolar de alguma forma. Um entregador apeou da moto. Ele sempre trazia comida para a Anne. _ Aí, é para o duzentos e onze? _ É. _ Quanto eu te devo? _ Quinze. Dei uma nota de vinte e peguei a entrega. Subi pelo elevador e bati em sua porta. Eu estava meio molhado da chuva, mas passava bem por entregador. Abriu a porta para mim e mandou eu deixar sobre a mesa da copa, enquanto foi pegar o pagamento. Esperei. Me entregou o dinheiro enquanto a chuva piorou um bocado, chamando a nossa atenção para a janela. Olhou para a minha roupa molhada e fez uma careta, sorriu _ Fica um pouco. Espera a chuva passar? _ Aceito, sim obrigada. Olhou bem no meu rosto e não me reconheceu _ Senta aí _ me entregou um copo e colocou um jarro de suco sobre a mesa. Sentei vendo ela abrir a caixa de comida e eu me servi de um pouquinho de suco, para não fazer desfeita. Sentou me observando e sorriu. Sorri de volta. Me ofereceu... Sei lá o que era aquilo. _ Obrigado. Eu já almocei. É bem legal o seu apê. _ Sim, também acho. Como é trabalhar de entregador? _ Bom, posso conhecer pessoas. _ Anne _ me estendeu sua mão. _ Ryan _ menti ao aceitar o seu cumprimento _ Moro sozinho em um apartamento. É bem solitário. Obrigada por me deixar ficar e conversar comigo. _ De nada. Eu também estava precisando conversar _ comia enquanto conversávamos _ Gosta de música? _ Adoro música _ sorri _ Quer ouvir uma? _ Claro _ soou como um "não era bem isso o que eu queria dizer". Bebeu do seu copo de suco e prestou atenção em mim. Cantei para ela e a vi entrar em um sentimento de felicidade nostálgica e se moveu para mim, se inclinando sobre a pequena mesa. Beijou os meus lábios e a música cessou. Eu congelei. Porquê eu congelei?? Estava me segurando, pois queria mais. Porém não com um disfarce. Eu não era humano. Fato fatídico e irremediável. Conquistar o seu coração com esta mentira, só traria sofrimento e dor, e depois nos separariamos. Eu não arriscaria. Ela era importante demais. Ela voltou a sua postura anterior, confusa com o que aconteceu. Sorri, em um momento em que eu não sabia o que fazer, e ela descontraiu. _ Você está melhor? _ quis saber, pois a chuva diminuira. _ Estou sim. Um bom trabalho, Ryan. _ Obrigado, Anne. Me guiou para a porta e eu segui de volta, para o meu apartamento em frente ao seu prédio, do outro lado da rua. A minha janela era de frente ao dela. Podia vê-la facilmente, quando ela estava em casa. Enquanto cantava para alegrar a Anne, lembrei de como os humanos viam as sereias e divaguei sobre isso. No início, vivíamos em harmonia. Cada um em seu reino, sem dar grande importância as diferenças. Os humanos levavam uma vida parecida com a nossa. Havia honra e respeito, além da consciência de unidade. Afinal, todos somos um. Mas o homem se perdeu em algum momento, é isso parou de ser assim. Houve reset da humanidade quando precisamos intervir. Eles esquecem de tudo o que sabem e recomeçam a sua jornada por conhecimento cada vez que isso acontece na história. A ignorância humana, no passado, foi tamanha que eles quase se extingiram. E não foi só uma ou duas vezes. Atlântida afundou e nos lembra todos os dias de que não podemos mais nos aproximar dos humanos sem grandes danos. Mas agora, a guerra não era entre eles. Sob a liderança mística, talvez eles mudem. Criaram contos para nós. Segundo os mitos, as sereias atraiam os navios para os recifes por maldade. A verdade, é que os navios estavam cheios de homens que passaram meses longe de companhia feminina. É claro que enlouqueciam ao ver mulheres nuas tomando banho de sol em recifes e ilhas inalcançáveis. Elas não queriam a companhia daqueles homens. Eles foram até elas por livre e espontânea vontade. Se naufragaram, problema deles. Sem falar na parte onde nos alimentamos de carne humana. Por que comeriamos gente? Tem uma infinidade de comida no mar. So precisamos pegar, é bem fácil. O que os levam até as ninfas, fadas e outros seres místicos é um mistério para mim. Se julgam donos, é o que penso. É bem diferente do que sinto pela Anne. O que sinto, me foge a razão. Não posso explicar. Só sentir. Voltei para casa, por um tempo. Férias da Dra Analice. O lar dos sereianos era profundo demais para um humano e não era escuro como os humanos acreditavam. Havia uma luz tão intensa quanto a do Sol nas rochas dos abismos marítimos. Meu lar. Irmãs e irmãos. Não fazíamos distinção, como os humanos. Eu não tinha primos ou sobrinhos, todos eram meus irmãos. Mas desde que eu era o primeiro filho do rei e ele morreu, todos eram meus filhos e minha responsabilidade. Havia um motivo para sair do nosso lar. Comida. Os peixes das águas menos profundas eram mais saborosos. Era aí que os caçadores podiam nos pegar, se eles fossem para o que eles mesmos chamavam de águas profundas. Para nós ainda eram rasas. Vinte anos depois, os seres místicos se misturavam aos humanos na multidão. A invensão de um ship muito confiável, permitia isso. O mercado para os meus irmãos era aberto. Haviam caçadores especialistas em cada espécie. O dinheiro falava mais alto neste novo tipo de escravidão. Porém, havia um lado bom. Sabíamos mais sobre os humanos, tínhamos suas presenças em nossos dias, compartilhamos seus pontos de vista. Mas também nos apaixonavamos por eles. E o que fazer? Humanos e elementais vivendo juntos só podia gerar empatia em ambos. Consequentemente havia uma causa pela qual os humanos lutar. A busca da humanização dos elementais. Uma vez que pensavam, sentiam e sofriam como humanos, não poderiam ser tratados como animais. Mas como um juiz que tinha um elemental como o seu pet especial poderia ser imparcial? Sorte a minha, que o meu plano já estava concluído e em breve, seria posto em prática. Chegou o momento do tudo ou nada. Precisava me aproximar da Anne, de alguma maneira. Ser seu pet. Mas como, se isso lhe causava aversão? Lembrei que ela gostava de ser a heroína dos seus contos de fadas. E pensei num plano infalível. Fiz muito bem o meu papel de vítima. Nada a ver com o rei dos mares. Era o seu escravo, e eu não podia ter uma melhor senhora. Sei que ela me amou no primeiro momento. Assim que me viu na minha forma real. E isso não foi só porque captei isto nas suas ondas cerebrais, mas porque senti a sua energia direcionada a mim, e me influênciando de uma forma como se fosse a primeira que eu a via. Também a amei neste segundo instante. Como na primeira vez, através da tela da tevê.
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