Tendo febre

1506 Palavras

Alguns dias depois… Andrew narrando. Olho mais uma vez para a câmera do seu consultório, um pouco irritado. Por que a Laura sorri tanto para essa criança e para os pais dele? Ele nem é dentista. Levanto-me bruscamente, desviando o olhar antes que alguém perceba a irritação estampada no meu rosto. Caminho até o bar improvisado do evento, sirvo-me com uma bebida forte — qualquer coisa que ajude a acalmar o turbilhão dentro da minha cabeça — e puxo o celular do bolso, o polegar pairando sobre a tela enquanto penso em mandar uma mensagem para ela. Mas paro. Ainda tenho receio. Já tentei ligar algumas vezes, em momentos de fraqueza, só para ouvir a voz dela, só para confirmar que ainda existe. Em todas as tentativas, o mesmo silêncio. Até que veio o bloqueio. Frio, direto. Ela achou cedo

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