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Segunda chance

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Sinopse

Ele é o futuro capo russo — implacável, sedutor e acostumado a controlar tudo… menos o destino.Carrega o peso do arrependimento por ter perdido a mulher que amava antes de se declarar. Agora, vive entre o poder e a culpa, prometendo nunca mais deixar o coração interferir em seus planos.Ela é filha do chefe da máfia americana, criada entre luxo, segredos e promessas que não eram dela.Quando é dada em casamento ao temido herdeiro russo para fortalecer a aliança entre as duas famílias, acredita estar apenas cumprindo seu dever.Mas o que deveria ser B apenas uma união política desperta desejos proibidos e emoções perigosas.Entre beijos que queimam e segredos que sangram, eles descobrem que o amor pode ser tanto uma redenção quanto uma sentença.🔥 Duas famílias. Um pacto de poder. Uma paixão que desafia o controle — e uma segunda chance que pode mudar tudo.*DESCRIÇÃO FISICA* Ela tem olhos verdes que desafiam, pele morena que provoca e um corpo feito para o pecado.Ele, com seus olhos azuis gelados e voz rouca de comando, é o homem que ninguém ousa contrariar — o futuro capo russo.Um casamento arranjado.Uma aliança entre duas máfias poderosas.E uma atração tão intensa que ameaça destruir todas as regras.Entre o luxo, o perigo e o desejo, eles vão descobrir que alguns amores não pedem permissão — eles dominam, consomem e marcam para sempre.🔥 Ela foi entregue a ele por dever.Ele a quis por instinto.Agora, nenhum dos dois conseguirá escapar.

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Capítulo 1
Lucca Bianchi Nasci na Rússia, forjado no gelo e no rigor absoluto. Fui treinado desde os meus primeiros passos para ser o capo da máfia russa, uma engrenagem fria e implacável de um império construído sobre sangue, silêncio e poder. Eu sabia perfeitamente que, assim que minha irmã Louise se casasse, não demoraria muito para o conselho cobrar de mim o mesmo sacrifício: uma aliança matrimonial estratégica, o peso de uma coroa que ainda não é minha por direito oficial. Como não sou o capo de fato, opero nas sombras. Faço trabalhos sujos para as máfias aliadas, que me chamam simplesmente de “A Sombra”. Nunca fracassei em uma missão. Para eles, sou a garantia de que, quando precisam de um serviço rápido, limpo e sem rastros, o problema deixa de existir. A morte e a discrição são minhas velhas conhecidas. Hoje, contudo, o contrato é outro. Hoje é o meu casamento com Madson. Ela é uma garota tranquila, acuada pelas circunstâncias, alguém que, pelo menos à primeira vista, creio que não me dará trabalho. Mas a verdade é que nenhuma calmaria externa é capaz de silenciar a tempestade que carrego no peito. Há pouco tempo, perdi alguém que significava tudo para mim. Helena… A perda dela ainda arde como uma ferida aberta, macerada pela pura covardia minha. Eu não me expressei, não me abri, calei o que sentia até que fosse tarde demais. Helena, de alguma forma inexplicável, sempre soube que não ficaria muito tempo ao nosso lado. Sempre que eu tentava tocar no assunto casamento, em construir algo definitivo, ela despistava com aquele sorriso melancólico, como quem já conhecia o final trágico de uma história escrita antes mesmo de começar. O fantasma dela caminha comigo até este altar. Estou há alguns minutos sentado em uma poltrona pesada, com um copo de bebida forte amargando na garganta, olhando pela janela do escritório na casa dos pais de Madson. O movimento lá embaixo é caótico, um formigueiro de figuras vestidas de ternos escuros e vestidos caros. Muitas pessoas compareceram aqui hoje. Mais do que uma celebração matrimonial, esta festa é a assinatura em sangue de uma nova aliança geopolítica do crime. A porta se abre sem cerimônia, e os passos conhecidos ecoam pelo piso de madeira. Enzo — Não tem para onde fugir, Lucca. Então nem olhe muito para a janela. Você não vai conseguir escapar pulando daí. Dou um gole lento no líquido âmbar, sentindo a queimação descer pelo esôfago antes de responder, sem sequer desviar os olhos da paisagem lá fora. — Não pretendo fugir, Enzo. Pelo menos, ao contrário de você, eu não vou ficar chorando pelos cantos por causa de um casamento arranjado que aceitei de cabeça baixa. Enzo solta um riso seco, carregado de um amargor profundo que tenta disfarçar com bravata. Enzo — Olha quem está falando. Você está sentado aí há quase meia hora, encarando a janela como se estivesse esperando alguém aparecer no horizonte para te dar uma desculpa para sair daqui. — Estou pensando. Enzo — Pensando? Finalmente, viro o rosto para ele. — Sim. É uma coisa que pessoas inteligentes costumam fazer. Ele revira os olhos. Enzo — Você continua insuportável. — E você continua dramático. Enzo — Pelo menos eu tenho sentimentos. — Infelizmente. Ele solta uma gargalhada curta. Enzo — Espero que a Madson seja pelo menos metade do que a Beatrice é para mim… E aí sim quero ver você caçoar de mim, jogando minhas próprias palavras na minha cara. Volto-me minimamente para encará-lo, erguendo uma sobrancelha com desdém. — Você a ama, Enzo. Ele perde o sorriso aos poucos. — E a ama de um jeito doentio e cego. Escreva o que estou te dizendo: espero que não descubra isso tarde demais, quando ela já tiver se transformado em cinzas nas suas mãos. Enzo fica em silêncio por alguns segundos. Enzo — Você fala como se soubesse alguma coisa sobre isso. A pergunta me atinge mais fundo do que deveria. Aperto os dedos ao redor do copo. — Sei o suficiente. Enzo — Não, Lucca. Você sabe matar. Sabe negociar. Sabe intimidar. Sabe entrar em um lugar sem ser percebido e sair sem deixar uma única testemunha. Mas amar? Ele inclina a cabeça, me observando. Enzo — Isso você não sabe fazer. Meu olhar endurece. — Cuidado. Enzo — Estou falando sério. — Eu também. Antes que a discussão pudesse continuar, uma voz surge atrás de nós. Klaus, encostado no batente da porta com os braços cruzados e um meio sorriso cínico nos lábios, balança a cabeça em desaprovação. Klaus — Já disse isso a ele um milhão de vezes, Lucca. E quer saber o que ele me respondeu? Faço silêncio, apenas observando a dinâmica patética dos meus aliados. Klaus — Ele mandou eu ir me f***r, claro. Enzo — Porque você estava merecendo. Klaus — Está vendo? Ele aponta para Enzo. Klaus — Tem gente que só aprende perdendo tudo, Lucca. Com o Enzo, não tem jeito. A cabeça-dura é a marca registrada. Enzo — E você é especialista em dar conselhos que ninguém pediu. Klaus — Pelo menos os meus funcionam. — Vocês dois conseguem transformar qualquer casamento em uma reunião de terapia para homens emocionalmente incompetentes. Enzo solta uma risada. Enzo — Olha só quem está falando. — Eu não preciso de terapia. Klaus — Claro que não. Você só está prestes a se casar com uma mulher que m*l conhece enquanto bebe sozinho em um escritório e encara uma janela como um viúvo de guerra. Enzo — Eu disse que ele precisava de terapia. Reviro os olhos. — Vocês terminaram? Klaus — Ainda não. Enzo — Nem começamos. Antes que a discussão pudesse render mais, batidas leves soam na madeira. Louise — Toc, toc… Ora, ora, rapazes. Podem me dar licença só um minutinho? Queria conversar a sós com o meu irmão. Klaus se desencosta da parede, piscando para mim com um ar brincalhão. Klaus — Ih, vai levar bronca de menina. Boa sorte com o sermão, capo. — Vá embora, Klaus. Klaus — Já estou indo. Ele passa por Louise e murmura alguma coisa que não consigo ouvir. Minha irmã apenas balança a cabeça, divertida. Enzo aponta para mim antes de sair. Enzo — Boa sorte. — Vão todos para o inferno. Klaus — Depois do casamento, você já vai estar praticamente lá. Os dois desaparecem pelo corredor, e Louise fecha a porta atrás deles. Ela se aproxima de mim e, antes mesmo que eu consiga perguntar o que quer, toca minha gravata. Louise — Essa gravata está torta, Lucca. Deixe-me ajeitar isso para você. Fico imóvel enquanto ela ajeita o nó. Louise — Quando éramos crianças, eu sempre me gabava por ter o melhor irmão do mundo inteiro. Você era o nosso cavalheiro. Carinhoso, me dava os melhores presentes e me protegia de tudo… até dos meus maiores medos e dos monstros debaixo da cama. Um sorriso quase imperceptível surge no meu rosto. — Você realmente acreditava que havia monstros debaixo da cama? Louise — Eu acreditava que você conseguiria matar qualquer um deles. — E conseguiria. Ela sorri. Louise — Eu sei. Por alguns segundos, ela apenas termina de ajeitar minha gravata. Então seu sorriso desaparece. Louise — Eu sei, Lucca, o que você está sentindo agora. Desvio o olhar. — Não sabe. Louise — Sei, sim. — Louise… Louise — E sei também que, assim como eu, você vai demorar muito tempo para superar. Porque aceitar a partida dela é simplesmente impossível. Meu maxilar se contrai. — Não quero falar sobre isso hoje. Louise — Eu sei. — Então não fale. Louise — Mas você precisa ouvir. Ergo os olhos para ela. Louise — Você pode passar o resto da vida fingindo que não sente nada. Pode vestir essa armadura, pode ser a Sombra, pode fazer todos acreditarem que nada é capaz de te atingir. Mas eu sou sua irmã, Lucca. Eu conheço você desde antes de você aprender a esconder o que sente. Engulo em seco. Louise — Helena significou muito para você. Talvez mais do que você teve coragem de admitir para ela. Fecho os olhos por um instante. — Eu devia ter dito. Louise — Devia. A sinceridade dela me atinge como um golpe. Louise — Mas não disse. E agora precisa aprender a viver com isso. — Não sei se consigo. Ela segura minha mão. Louise — Consegue. Só não precisa fazer isso se condenando para sempre. Fico em silêncio. Louise — Lembre-se: nem tudo nesta vida nos concede uma segunda chance. Então, se a vida te dá um novo cenário, aproveite e não desperdice. Ela aperta minha mão. Louise — Amo você, maninho. Olho para ela. — Também amo você. Louise — E, a propósito… Ela volta a sorrir. Louise — Sua noiva está deslumbrante lá em cima. Que sorte a sua ter cruzado com ela! — Louise… Ela ri. Louise — Não estou dizendo que você precisa se apaixonar por ela hoje. Só estou dizendo para não decidir o futuro antes mesmo de conhecê-la. — Não sei fazer promessas que não posso cumprir. Louise — Então não faça promessas. Ela se afasta. Louise — Apenas dê a ela a oportunidade de mostrar quem é. Louise sai do aposento em silêncio, deixando-me sozinho com meus próprios fantasmas. As palavras dela ecoam na minha mente, pesadas como chumbo. O momento inexorável da cerimônia chega. Caminho lentamente até o altar, tendo minha mãe ao meu lado, sorrindo radiante para os convidados que nos flanqueiam. O teatro social está armado. Nunca fez o meu tipo ficar sorrindo à toa para plateias falsas, por isso mantenho minha cara fechada, impenetrável, intransigente. É a Sombra que está subindo ao altar, não um noivo apaixonado. Chego à base do altar, e os padrinhos já estão perfeitamente posicionados. Louise está tão linda, ajeitando a gola do vestido. Por um segundo, pego-me distraído, admirando a decoração suntuosa, os rostos tensos dos chefões disfarçados de convidados de elite e o sorriso genuíno que Klaus direciona à Leila — o fim previsível dessa tragédia romântica nós dois já conhecemos. O jeito que Caio olha para Louise transmite todo o amor visceral que sente por ela, um contraste gritante com o vazio gélido que sinto no peito. Sou arrancado bruscamente dessa análise quando as notas solenes da Marcha Nupcial começam a ecoar pelo salão. Realmente, Louise tinha toda a razão. Madson está deslumbrante. Seu rosto delicado carrega uma camada mínima de maquiagem, realçando seus traços puros, enquanto seu cabelo cai em uma cascata brilhante sobre os ombros nus. Os olhos verdes, de um tom profundo e magnético, contrastam com a boca perfeitamente desenhada, adornada por um leve brilho que, sob a luz dos lustres de cristal, torna-se quase hipnótica. Ela caminha em passos visivelmente nervosos até mim, mas há uma firmeza oculta ali. Seus olhos me fitam diretamente, analisando cada centímetro da minha postura, tentando enxergar algum traço, alguma fresta na minha armadura que possa ajudá-la a decifrar a alma do homem com quem vai se unir. Olho fundo no poço dos seus olhos e vejo algo impressionante: o quão boa ela é em esconder os próprios sentimentos. Ela sabe se proteger. Finalmente, chega ao altar e me encara de igual para igual, sem baixar o olhar por um único segundo de submissão cega. Gregório, o pai dela, aproxima-se com a mandíbula travada. Gregório — Cuide bem dela, Lucca, e terá de mim a minha eterna e irrevogável gratidão. Aceno com a cabeça em um gesto seco e frio. — Farei o que estiver ao meu alcance. Gregório me encara por alguns segundos, como se tentasse descobrir se aquelas palavras significavam alguma coisa. Gregório — É tudo o que posso pedir. Ele solta a mão dela, entregando-a a mim como quem assina uma transação comercial de alto risco. O padre, uma figura idosa cujas palavras parecem distantes, abre o missal. Padre — Estamos aqui reunidos hoje perante Deus e os homens para celebrar a solene união entre Madson Davis e Lucca Bianchi… O padre continua a falar, mas nem eu nem ela estamos prestando a menor atenção à liturgia vazia. Nossos olhares estão travados um no outro, magnéticos, em um duelo silencioso de vontades. Ela não desvia. Não se intimida com minha presença opressora, que costuma fazer homens graúdos recuarem. E devo admitir, com uma ponta de surpresa, que gosto disso. Esse desafio mudo em seu olhar… Lembra-me dela. Lembra Helena nos dias em que tentava peitar meu silêncio. Madson profere seus votos com voz firme, embora o tremor sutil em suas mãos denuncie a tormenta interna. Logo depois, faço os meus votos, palavras mecânicas ditadas pelo dever e pela honra da máfia. Trocamos as alianças, o metal frio envolvendo nossos dedos como algemas invisíveis. Na hora do beijo, aproximo-me lentamente e deixo um selinho demorado, porém estático, em seus lábios. O sabor que encontro ali é surpreendentemente bom, cheio de uma vida que eu julgava extinta em mim. Com os olhos ainda fechados pelo impacto daquele breve contato, ouço o som estridente e abafado das palmas dos convidados explodindo ao nosso redor. Fomos conduzidos para o interior da grande mansão, onde a recepção luxuosa já está a todo vapor, com taças de champagne tilintando e conversas sussurradas nos cantos escuros. Klaus aparece do meu lado do nada, erguendo sua taça em um cumprimento irônico. Klaus — Meus parabéns pelo grande dia, cara. Bem-vindo ao clube dos condenados. — Obrigado. Respondo seco, mantendo o olhar fixo em Madson, que conversa educadamente com algumas tias mais velhas a poucos metros de distância. Klaus — Vai lá, Lucca. Você é muito melhor do que isso. Tem inteligência para comandar essa p***a toda. — Não estou fazendo nada. Klaus — Está fazendo exatamente o que eu esperava que fizesse. Olho para ele. — E o que seria? Klaus — Observando sua esposa como se ela fosse uma ameaça. — Eu observo todo mundo. Klaus — Exatamente. E é por isso que estou te dizendo para parar. Fico em silêncio. Klaus — Não haja igual ao i****a do Enzo, desconcentrando-se por fantasmas do passado. Minha mandíbula trava instantaneamente. Volto-me para Klaus com um brilho perigoso no olhar. — Jamais faria uma mulher sofrer, Klaus. Klaus sustenta meu olhar. — O que o Enzo faz com a Beatrice é pura crueldade psicológica, uma tortura desnecessária. E quer saber? Quando a Beatrice resolver revidar — porque ela vai, cedo ou tarde —, ele vai sentir na pele, bem de perto, o que é sofrer por amor de verdade. Klaus permanece calado. — O troco vai ser implacável. Klaus — Sim, eu sei dos seus códigos de honra, capo. Ele dá um gole na bebida. Klaus — Mas lembre-se do meu aviso, meu velho amigo: nós podemos causar o pior sofrimento nos outros sem sequer querer, apenas pela nossa simples presença destrutiva. — Está dizendo que eu vou machucá-la? Klaus — Estou dizendo que você pode. Minha expressão endurece. Klaus — Então seja cauteloso com essa garota. Ele olha rapidamente para Madson antes de voltar os olhos para mim. Klaus — Não esqueça que Madson não casou porque quis ou porque se apaixonou por esse seu rostinho cínico. Ela está aqui porque foi ordenada pelo conselho. — Eu sei. Klaus — Então não a trate jamais como uma substituta para preencher o vazio que ficou. O nome dela atravessa minha mente antes mesmo de ele terminar. Klaus — Porque ela não é a Helena. Meu peito aperta. Klaus — Ela nunca será. Ele se aproxima um pouco mais. Klaus — Se fosse para ser a Helena no seu altar hoje, meu caro… você não estaria com essa cara de enterro. Ele faz uma pausa. Klaus — E ela, com certeza, estaria viva e ao seu lado. Sinto meu sangue ferver. — Cuidado com o que está dizendo. Klaus — Estou apenas dizendo a verdade que ninguém mais tem coragem de dizer na sua cara. — Você não sabe de nada. Klaus — Sei mais do que você imagina. A frase me deixa imóvel por um instante. — O que isso significa? Klaus apenas sorri de lado. Klaus — Significa que, às vezes, você não é tão discreto quanto acredita. Antes que eu consiga pressioná-lo por uma explicação, ele dá dois tapinhas fortes no meu ombro. Klaus — Seja cuidadoso com ela, Lucca. E se afasta, desaparecendo entre a multidão de convidados. Fico completamente estático, com o sangue fervendo nas veias e a mente em polvorosa. Ele me deixou desconcertado. Achei que absolutamente ninguém além de Louise sabia da profundidade do meu caso com Helena… Como diabos Klaus sabia tanto assim?

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