Bônus II

1215 Palavras
Dia da viagem. Hoje era o dia do acampamento, estava muito ansiosa, passei até a noite toda criando expectativas de como poderia ser. Tomava café com meus pais e meu aboji ditava regras para eu seguir enquanto estivesse fora, ele não toma jeito... aboji falava mais para eu tomar cuidado com os meninos, coisas de pais ciumentos. Ele me levou até a escola, pois eu estava com uma mala e uma mochila muito pesada. Aboji até reclamou que eu estava exagerando porque iriamos ficar só uma semana fora, mas eu ainda assim achei que deixei de levar muita coisa. Quando cheguei haviam alguns alunos do lado de fora da escola, mas a maioria estava reunida no pátio. Procurei Jimin ou algum dos meus amigos, mas parece que eles ainda não chegaram. Me sentei em um dos bancos do pátio e fiquei esperando, até que vi Rosé vindo em minha direção. Faz tanto tempo que não tenho notícias dela e esperava não ter. — Oi, Alana. — Ela deu um sorriso falso e se sentou ao meu lado no banco. — Oi Rosé... — Falei sem nem um ânimo. O quê essa garota quer agora? — Cadê o Jimin? Não vai é? — Ela fala comigo como se ainda fossemos amigas. — Pra que você quer saber? — Só pra saber mesmo. — Sorriu cínica. — Eu queria acerta algumas coisas com ele. — Ah, tá. — Falei querendo encerrar aquele assunto. — Que bom que vocês vão. — Ela se levantou. — Vai ser divertido! — Saiu sorrindo igual a uma i****a me deixando confusa e pensativa. O que essa bruxa quer aprontar agora? Será que ela ainda não desistiu? Será que ela ainda tem a cara de p*u de achar que... — Oie, Alana! — Sook chegou me tirando dos meus pensamentos. — O quê a Rosé queria? — Sentou onde Rosé estava antes. — Frescar! Essa garota não cansa... — Eu já estava me estressado por causa dela, mas provavelmente é isso que ela quer! Então vou pensar em outra coisa e deixar Rosé no porão das minhas preocupações. — Não se preocupa Lana, mesmo que ela tente te afastar do Jimin quantas vezes for, vai ser em vão porque o Jimin te ama! — Me surpreendi quando ela disse aquilo. Eu ainda não falei o famoso “eu te amo” pro Jimin, nem ele para mim. — Ele gosta sim de mim, mas não sei se já estamos amando. — Falei pensativa. Será que me ama? Eu sei que amo ele, mas não tenho como saber se ele sente o mesmo. — Como não? — Ela riu. — Do jeito que ele te trata e te olha quando ta distraída... Nem dizer precisa já ta tatuado no rosto dele. — Comecei a sorrir como uma boba. — Você acha? — Ela assentiu. — E falando no amor da sua vida... — Quando ela terminou de falar, senti mãos cobrirem meu rosto e eu sorri já sabendo quem era. — Adivinha quem é... — E ao ouvir aquela doce voz eu tinha mais certeza. — Vai ser difícil, Jimin... — Ele começou a rir tirando as mãos do meu rosto e sentou do meu lado, me dando um selinho demorado em seguida. — A Sook falou que eu estava atrás de você né? — Claro que não! Eu sou a pessoa que mais te conhece nesse mundo, até de olhos fechados. — Ele apertou minhas bochechas formando um bico de peixe nos meus lábios e me deu outro selinho. — É, eu sei. — Sorrimos. Ouvimos os professores nos chamar para ficarmos de pé e fazer uma roda em volta dele e do outro professor responsável. Ele começou a explicar de novo o quê iriamos fazer e para onde iríamos. Nos encontramos com os outros garotos e ficamos ouvindo as regras que os professores ditavam. Explicaram que poderíamos fazer duplas na escalada e só isso. A dupla poderia ser mista então obviamente eu ficaria com Jimin, mas era só para subir a montanha mesmo. Após todo aquele falatório seguimos para um ônibus que nos esperava na entrada da escola, deve ter chegado a pouco tempo. Fiquei nos assentos do meio ao lado de Jimin, nós dois conversávamos, ouvíamos musica juntos e claro trocávamos algumas carícias. A viagem até a ilha de jeju foi tranquila e sossegada chegamos a noite, então teríamos que dormir no ônibus e amanhã de manhã bem cedo começaremos a subir a montanha. [...] Acordei com um pouco de dor no pescoço, mas não era nada demais. Peguei minha escova na mochila e fui até o banheiro do ônibus e fiz minha higiene rotineira. Ao acabar voltei para meu lugar apoiando a cabeça no peito da cadeira e fiquei observando Jimin dormir, ele parecia um bebezinho. Depois de um tempo ele abriu os olhinhos e sorriu. — Bom dia. — Falei sorrindo. — Bom dia. — Sua voz estava rouca e sonolenta. — Está acordada a quanto tempo? Já está na hora de irmos? — Pouco tempo. E falta quinze minutos para sairmos. — Ele despertou de repente e eu comecei a rir. Ele pegou sua mochila e entrou no banheiro. [...] — Estão todos aqui? — O professor perguntou contando os alunos. — Bom, já vamos começar. Façam uma trilha e sigam a mim e ao professor Dongsun. Tentem não se perder na floresta. — Começamos a andar em g***o mesmo ao invés de dupla. Conversamos eu, Jungkook, Jimin, Sook, Hoseok e Seokjin. Minhas pernas já estavam doendo mesmo ainda estando no começo. Ser sedentária nessas horas é bem difícil. — Sempre achei que subir montanhas era mais divertido, mas a gente só anda e fica soando... — Jungkook reclamava pela vigésima vez. — Quando vamos descansar? — Tudo bem pessoal descanso de dez minutos, depois vamos continuar! — O professor falou e os alunos sentaram no chão mesmo, estavam todos cansados. — Parece que Jungkook fez pacto. — Hoseok brincou. — Deus me livre! Só tenho jesus no coração não tem espaço pra demônio aqui não. — Todo mundo começou a rir com o que Jungkook disse. Os meninos começaram a brincar e eu fiquei descansando, pois minhas pernas doíam muito. Os dez minutos que o professor deu passaram rápido, mas eu ainda não estava com disposição para andar. Voltamos a trilha e eu andava um pouco mais lento que os outros, minhas pernas estavam doendo muito. Eu preciso urgentemente parar de ser sedentária. — Amor, tudo bem? — Jimin percebeu que andava menos que os outros. — Mais ou menos... Eu só acho que deveria fazer mais caminhada. — Falei ofegante. — Acha é? — Ele riu. — Vem. — Ele abaixou na minha frente, acho que queria me levar nas suas costas. — O quê? Subir em você? Melhor n******e não parecer, mas osso pesa. — Para de falar e vem logo. — Falou autoritário e eu resolvi subir. Ele teve um pouco de dificuldade pra levantar, mas seguiu andando tranquilamente depois. — Osso pesa mesmo... — Ele brincou me fazendo rir. O pessoal começou a nos olhar, mas eu ignorei todo mundo e descasei minha cabeça no ombro dele. Aproveitando aquilo o quanto podia. Espero que esse conto de fadas não acabe nunca.
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