Bônus I

2075 Palavras
Faz um mês que eu e Jimin estamos juntos. Namorar Park Jimin era uma coisa maravilhosa como eu sempre havia idealizado, mas, como nem tudo é flores, eu descobri que até o garoto que eu considerava o mais perfeito do mundo tinha defeitos. Acredite se quiser, mas sim, Park Jimin tem seus defeitos. E apesar desses defeitos eu ainda o amava. Sobre Rosé, eu não sei muita coisa sobre a mesma. Sinceramente? Eu nem me importo mais com o quê acontece com ela... Só sei que parou de tentar infernizar minha vida e dos outros. Agora estamos reunidos na escola, discutíamos sobre a viagem de férias de verão que a escola organizaria, era só para o pessoal do terceiro ano. Teríamos que pagar claro, mas não era tão caro. — A viagem será para a ilha de jeju. Vamos subir a montanha, ter um pequeno acampamento e por fim iremos aproveitar a praia maravilhosa! — O professor responsável explicava os detalhes da viagem. Parecia ser legal, mesmo eu não gostando muito de praia, areia e sol. — Vocês vão né galera? Tem que todo mundo ir se não vai ser chato! — Hoseok com certeza era o mais animado entre nós. — Sook eu sei que vai! Ela não tem escolha mesmo... — Abraçou a mesma e deu vários beijinhos nelas, eles eram tão fofos! — Mesmo não podendo levar alguém, eu vou. — Jungkook falou um pouco desapontado. Ele mudou muito. — Eu vou! E minha garota também vai, né? — Jimin passou o braço por meu ombro me fazendo ficar mais próxima dele. Adoro quando ele fala “minha” se referindo a mim, a barriga ainda congela. — Eu não sei... — Falei um pouco pensativa. — Nas férias de verão eu sempre vou para o Brasil com meus pais, visitar meus avós... Teria que falar com eles. — Eu queria muito ir nessa viagem, nunca fui para algo assim, parecido com uma excursão. — Se você quiser eu falo com eles. Porque se você não for não vai ter a menor graça... — Jimin era sempre assim, atencioso. Ah... Isso é um sonho. — Tudo bem Jiminnie! Eu falo com eles... E pode ter certeza que eu vou! — Iria dar um selinho rápido nele, mas ele segurou meu rosto fazendo ser um selinho demorado. — Começou a viadagem... — Jungkook diz quebrando o clima. A única coisa que eu fiz foi rir. — Nem eu que sou v***o faço tanta viadagem. — Para de ser chato Jungkook, eu sei que você faz essas coisas com seu namorado. — Hoseok falou rindo. — Ah, mas não em público! — Reclamou. E nós acabamos rindo da cara de Jungkook. [...] A “reunião” acabou finalmente e fomos dispensados, teríamos que entregar o dinheiro e a permissão dos pais ainda nessa semana, pois a viagem seria na próxima segunda. Já estava bem perto. — Você ainda quer ir? — Jimin falou, mas eu estava bem distraída pensando no que poderia dizer para convencer meus pais. — Pra onde? — Ir na minha casa e conhecer minha Omma, sua distraída! — Ele Bagunçou meu cabelo, coisa que não gosto, mas como é ele, eu amo quando faz isso. — Conversamos sobre isso ontem. — Ah... Mas você não acha que ainda esta muito cedo? — Se você não quiser... — Não! Eu quero sim, só quê eu estou um pouco nervosa. — Em pensar que eu já iria conhecer a sogrinha meu estômago embrulhava, eu nem sei o que vou dizer. — Minha Omma é legal... Um pouco intrometida... Mas legal. — Ele acabou de descrever minha mãe. — Eu acho que consigo lidar com pessoas assim. Você conheceu minha mãe... — Ele riu, provavelmente lembrando. — Então vamos? — Estendeu a mão, Assenti e segurei a mesma. A casa do Jimin não ficava tão longe, não demorou muito e nós já havíamos chegado. Respirei fundo pensando nas palavras certas, não quero minha sogrinha já me odiando. Assim que entramos a mãe dele nos recebeu com um sorriso no rosto. — Que bom que vocês chegaram! — Ela abraçou o filho, porem Jimin não soltou a minha mão. — E você é a Alana, não é? É tão linda... — Ela olhou para o Jimin e eu sorri sem graça. — Muito obrigada. É bom conhece-la. — Tentei ser o mais natural, sem transparecer o nervosismos. —O bom conhecer você também — sorriu.— Você é bem mais agradável do que a outra menina lá com a voz de taquara rachada. — Ela falou rindo. Acho que fala de Rosé. — Rosé? — Perguntei. — Essa mesma! Ela era bem falsinha... assim que a vi não gostei. Ainda bem que Jimin se livrou dela... — Sei que sua intenção era boa, mas me incomodou ela falar de Rosé. — Rosé é passado Omma, não vamos falar mais dela... — Jimin parece ter percebido meu desconforto. — É claro. E filho, eu vou sair para comprar algo para preparar um lanche para vocês... — Ela me encarou e depois Jimin. — Enquanto eu estiver fora, quero que se comportem! — Falou séria, mas depois deu uma risadinha. Isso lembrou minha mãe. — Sim senhora! — Jimin falou rindo, eu não estava entendendo nada. Senhora Park pegou sua bolsa em cima da mesa e saiu fazendo o sinal com os dedos para dizer que estava nos vigiando. Ela é bem divertida, acho que me sai bem. — Então vamos? — Jimin falou me despertando de meus pensamentos. — Pra onde? — Franzi o cenho. — Meu quarto. Quero que conheça. — Arregalei os olhos ouvindo aquilo. Ele queria me levar pro quarto dele? Como é? Jesus Cristinho... Mas deve ser só pra conhecer e eu pensando besteira. — O-ok... — meu nervosismos aumentou. Ele me guiou até seu quarto e deu passagem para que eu entrasse primeiro. Observei cada mínimo detalhe, visivelmente era um quarto normal, mas para mim era o quarto onde meu pequeno príncipe dorme, faz os deveres e passou sua vida aqui. Sorri ao vê um porta retrato dele quando criança, parecia ser no verão, ele estava s*******a no quintal, eu acho. Tomando banho com a água de uma mangueira, ele estava sorrindo, era tão fofo. — Eu tinha três anos... — Ele sorriu tímido. Passei para o próximo porta retrato e era uma dele só, com o uniforme do ginásio ele usava óculos nessa. — Você usa óculos? — Perguntei curiosa. — Só em casa, para descansar. Prefiro lentes. — É... — Passei para a próxima foto. Era dele com um homem, seria seu aboji? — É seu aboji? — Assentiu. — Onde ele ta? Trabalhando? — Não... Ele morreu quando eu tinha dez anos... — Ai que d***a, por que eu perguntei isso? — Ah... Eu sinto muito. — Ele sorriu e se aproximou de mim. — Tudo bem, deixa isso ai. — Ele colocou o porta retrato no lugar e segurou minhas mãos. Olhou no fundo dos meus olhos ainda sorrindo e me beijou. No começo foi uma surpresa, mas não demorei para corresponder. Ele me puxou e nos sentamos na cama dele sem interromper o beijo. Jimin segurou meu rosto aprofundando mais nosso beijo, o ritmo era lento, segurei em sua nuca para acompanhar seu ritmo. Ele foi me deitando lentamente na cama ficando por cima. Naquele momento fiquei ainda mais nervosa, então interrompi o beijo mordendo a língua dele sem querer. — Ai! — Gemeu de dor e caiu ao meu lado na cama rindo. — D-desculpa! Eu... Não... — Eu estava muito nervosa. — Tudo bem. — Ele se sentou também. — Eu que me empolguei. — Riu. — Não quero que se sinta pressionada... — Colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. — É que... Eu não... — Olhei para baixo, estava com muita vergonha de falar sobre isso. — Não precisa fazer nada que você não queira. — Segurou em meu queixo e me fez olha-lo e me deu um selinho. — Vem. — Levantou e me estendeu a mão, a segurei e saímos do quarto de volta para a sala. Só conseguia pensar em como sou patética. — Desculpa por sua língua... — Falei e ele riu. [...] Depois de ficar um tempo na casa do Jimin, voltei para casa. Foi divertido mesmo eu estragando tudo. Assim que entrei em casa já senti o cheiro delicioso da comida da minha mãe, fui para cozinha vendo ela preparando a comida. — Que cheiro bom! — Falei e ela virou para me olhar. — Chegou um pouco tarde... Onde estava? — Perguntou. — Ah... Na casa do Jimin, e a mãe dele estava lá. — Esclareci antes que ela insinuasse algo. — Humm, olha, olha... — Ela sempre falava aquilo como se quisesse pesar minha consciência. — Ah, mãe! Não pensa besteira... — Fiquei brava e ela riu. — Depois que comermos eu quero conversar contigo. Não se preocupe não é sobre seu namorado — Riu. — Mas vamos falar sobre isso depois. — Ta bom... — Suspirei e fui para o meu quarto tomar um banho. Ainda bem que meu pai não está em casa, se não seria pior. Após terminar de comer, ajudava minha mãe a limpar tudo. — Eu queria falar com você sobre a viajem pro Brasil. — Ela falou enquanto enxugava as louças que eu lavava. — É eu também. — Não vamos poder ir agora. Infelizmente seu aboji vai trabalhar nas férias. — Um alivio subiu quando ela falou isso, Deus age de formas misteriosas. — Então mãe, tudo bem. Tipo, eu queria falar pra senhora que a escola está organizando uma viagem para essas férias e eu queria muito ir. — Olhei para ela com cara de cachorrinho abandonado. — Então você não iria pro Brasil com a gente? — Não... Mas como já não vamos, posso ir para a viagem da escola? — Por mim tudo bem, mas temos que ver com seu aboji. — Essa era a pior parte, convencer meu aboji... Terminamos de arrumar tudo e fiquei na sala esperando meu pai chegar. Não demorou muito e escutei a porta da sala abrindo, ele havia chegado. Espero que ele deixe. — Olha quem chegou, o melhor homem do mundo! Não, do universo! — Falei e ele me olhou desconfiado. — Qual foi a besteira que você já fez Alana? — Nada aboji é só que... Eu queria te pedir uma coisa. — Falei e ele veio até mim. — Se estiver ao meu alcance. — Mas primeiro me responde uma coisa... — Fiz uma pausa. — O senhor me ama? — Que o pergunta é essa? É claro que sim. — Então, vai me deixar ir para a viagem da escola? — Tentei fazer a cara mais penosa e fofa possível. — Não sei não... Como vai ser essa viagem? Vai ter adultos vigiando vocês? Vai ter meninos? Por que se tiver... — E o senhor super-protetor ataca novamente. — Sim aboji... Vão ter professores nos acompanhado... Vai ter meninos claro a viagem é da escola, mas já avisaram que os meninos vão ficar separados das meninas na hora de dormir. — Esses meninos sempre dão um jeito de invadir o espaços da meninas! — Ele devia fazer muito isso... — Você não vai! — Mas vai ter vigias pai! Por favor... Confia em mim! — Implorei. — Não, Alana. — Mãe me ajuda aqui! — Implorei para minha mãe que nos olhava da porta. — Deixa a menina se divertir! Não trate a coitada como uma prisioneira... — Eu só não quero que ela apronte! — Mas ela já esta na idade de aprontar... n******e proteger ela o tempo todo... — Mas do que eles estavam falando? — Aboji, eu nunca aprontei! Quando eu trouxe problema pra vocês? — Perguntei. — Quando começou a namorar... — Ele falou e minha mãe deu um t**a no ombro dele. — Por favor... — Implorei com os olhos marejados. — Tudo bem. — Suspirou. — Pode ir... Mas tem que me prometer que vai se comportar! — Claro, claro! Eu vou, eu prometo! — Pulei de alegria no sofá. — Obrigada aboji! — Dei um beijo em sua bochecha. — Obrigada omma! — Dei um beijo na bochecha dela e sai correndo para meu quarto. Parece que o universo resolveu cooperar.
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