Faz um mês que eu e Jimin estamos juntos. Namorar Park Jimin era uma coisa maravilhosa como eu sempre havia idealizado, mas, como nem tudo é flores, eu descobri que até o garoto que eu considerava o mais perfeito do mundo tinha defeitos.
Acredite se quiser, mas sim, Park Jimin tem seus defeitos. E apesar desses defeitos eu ainda o amava.
Sobre Rosé, eu não sei muita coisa sobre a mesma. Sinceramente? Eu nem me importo mais com o quê acontece com ela... Só sei que parou de tentar infernizar minha vida e dos outros.
Agora estamos reunidos na escola, discutíamos sobre a viagem de férias de verão que a escola organizaria, era só para o pessoal do terceiro ano. Teríamos que pagar claro, mas não era tão caro.
— A viagem será para a ilha de jeju. Vamos subir a montanha, ter um pequeno acampamento e por fim iremos aproveitar a praia maravilhosa! — O professor responsável explicava os detalhes da viagem. Parecia ser legal, mesmo eu não gostando muito de praia, areia e sol.
— Vocês vão né galera? Tem que todo mundo ir se não vai ser chato! — Hoseok com certeza era o mais animado entre nós. — Sook eu sei que vai! Ela não tem escolha mesmo... — Abraçou a mesma e deu vários beijinhos nelas, eles eram tão fofos!
— Mesmo não podendo levar alguém, eu vou. — Jungkook falou um pouco desapontado. Ele mudou muito.
— Eu vou! E minha garota também vai, né? — Jimin passou o braço por meu ombro me fazendo ficar mais próxima dele. Adoro quando ele fala “minha” se referindo a mim, a barriga ainda congela.
— Eu não sei... — Falei um pouco pensativa. — Nas férias de verão eu sempre vou para o Brasil com meus pais, visitar meus avós... Teria que falar com eles. — Eu queria muito ir nessa viagem, nunca fui para algo assim, parecido com uma excursão.
— Se você quiser eu falo com eles. Porque se você não for não vai ter a menor graça... — Jimin era sempre assim, atencioso. Ah... Isso é um sonho.
— Tudo bem Jiminnie! Eu falo com eles... E pode ter certeza que eu vou! — Iria dar um selinho rápido nele, mas ele segurou meu rosto fazendo ser um selinho demorado.
— Começou a viadagem... — Jungkook diz quebrando o clima. A única coisa que eu fiz foi rir. — Nem eu que sou v***o faço tanta viadagem.
— Para de ser chato Jungkook, eu sei que você faz essas coisas com seu namorado. — Hoseok falou rindo.
— Ah, mas não em público! — Reclamou. E nós acabamos rindo da cara de Jungkook.
[...]
A “reunião” acabou finalmente e fomos dispensados, teríamos que entregar o dinheiro e a permissão dos pais ainda nessa semana, pois a viagem seria na próxima segunda. Já estava bem perto.
— Você ainda quer ir? — Jimin falou, mas eu estava bem distraída pensando no que poderia dizer para convencer meus pais.
— Pra onde?
— Ir na minha casa e conhecer minha Omma, sua distraída! — Ele Bagunçou meu cabelo, coisa que não gosto, mas como é ele, eu amo quando faz isso. — Conversamos sobre isso ontem.
— Ah... Mas você não acha que ainda esta muito cedo?
— Se você não quiser...
— Não! Eu quero sim, só quê eu estou um pouco nervosa. — Em pensar que eu já iria conhecer a sogrinha meu estômago embrulhava, eu nem sei o que vou dizer.
— Minha Omma é legal... Um pouco intrometida... Mas legal. — Ele acabou de descrever minha mãe.
— Eu acho que consigo lidar com pessoas assim. Você conheceu minha mãe... — Ele riu, provavelmente lembrando.
— Então vamos? — Estendeu a mão, Assenti e segurei a mesma.
A casa do Jimin não ficava tão longe, não demorou muito e nós já havíamos chegado. Respirei fundo pensando nas palavras certas, não quero minha sogrinha já me odiando. Assim que entramos a mãe dele nos recebeu com um sorriso no rosto.
— Que bom que vocês chegaram! — Ela abraçou o filho, porem Jimin não soltou a minha mão. — E você é a Alana, não é? É tão linda... — Ela olhou para o Jimin e eu sorri sem graça.
— Muito obrigada. É bom conhece-la. — Tentei ser o mais natural, sem transparecer o nervosismos.
—O bom conhecer você também — sorriu.— Você é bem mais agradável do que a outra menina lá com a voz de taquara rachada. — Ela falou rindo. Acho que fala de Rosé.
— Rosé? — Perguntei.
— Essa mesma! Ela era bem falsinha... assim que a vi não gostei. Ainda bem que Jimin se livrou dela... — Sei que sua intenção era boa, mas me incomodou ela falar de Rosé.
— Rosé é passado Omma, não vamos falar mais dela... — Jimin parece ter percebido meu desconforto.
— É claro. E filho, eu vou sair para comprar algo para preparar um lanche para vocês... — Ela me encarou e depois Jimin. — Enquanto eu estiver fora, quero que se comportem! — Falou séria, mas depois deu uma risadinha. Isso lembrou minha mãe.
— Sim senhora! — Jimin falou rindo, eu não estava entendendo nada.
Senhora Park pegou sua bolsa em cima da mesa e saiu fazendo o sinal com os dedos para dizer que estava nos vigiando. Ela é bem divertida, acho que me sai bem.
— Então vamos? — Jimin falou me despertando de meus pensamentos.
— Pra onde? — Franzi o cenho.
— Meu quarto. Quero que conheça. — Arregalei os olhos ouvindo aquilo. Ele queria me levar pro quarto dele? Como é? Jesus Cristinho... Mas deve ser só pra conhecer e eu pensando besteira.
— O-ok... — meu nervosismos aumentou. Ele me guiou até seu quarto e deu passagem para que eu entrasse primeiro. Observei cada mínimo detalhe, visivelmente era um quarto normal, mas para mim era o quarto onde meu pequeno príncipe dorme, faz os deveres e passou sua vida aqui. Sorri ao vê um porta retrato dele quando criança, parecia ser no verão, ele estava s*******a no quintal, eu acho. Tomando banho com a água de uma mangueira, ele estava sorrindo, era tão fofo.
— Eu tinha três anos... — Ele sorriu tímido. Passei para o próximo porta retrato e era uma dele só, com o uniforme do ginásio ele usava óculos nessa.
— Você usa óculos? — Perguntei curiosa.
— Só em casa, para descansar. Prefiro lentes.
— É... — Passei para a próxima foto. Era dele com um homem, seria seu aboji? — É seu aboji? — Assentiu. — Onde ele ta? Trabalhando?
— Não... Ele morreu quando eu tinha dez anos... — Ai que d***a, por que eu perguntei isso?
— Ah... Eu sinto muito. — Ele sorriu e se aproximou de mim.
— Tudo bem, deixa isso ai. — Ele colocou o porta retrato no lugar e segurou minhas mãos. Olhou no fundo dos meus olhos ainda sorrindo e me beijou. No começo foi uma surpresa, mas não demorei para corresponder. Ele me puxou e nos sentamos na cama dele sem interromper o beijo. Jimin segurou meu rosto aprofundando mais nosso beijo, o ritmo era lento, segurei em sua nuca para acompanhar seu ritmo. Ele foi me deitando lentamente na cama ficando por cima. Naquele momento fiquei ainda mais nervosa, então interrompi o beijo mordendo a língua dele sem querer.
— Ai! — Gemeu de dor e caiu ao meu lado na cama rindo.
— D-desculpa! Eu... Não... — Eu estava muito nervosa.
— Tudo bem. — Ele se sentou também. — Eu que me empolguei. — Riu. — Não quero que se sinta pressionada... — Colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.
— É que... Eu não... — Olhei para baixo, estava com muita vergonha de falar sobre isso.
— Não precisa fazer nada que você não queira. — Segurou em meu queixo e me fez olha-lo e me deu um selinho. — Vem. — Levantou e me estendeu a mão, a segurei e saímos do quarto de volta para a sala. Só conseguia pensar em como sou patética.
— Desculpa por sua língua... — Falei e ele riu.
[...]
Depois de ficar um tempo na casa do Jimin, voltei para casa. Foi divertido mesmo eu estragando tudo. Assim que entrei em casa já senti o cheiro delicioso da comida da minha mãe, fui para cozinha vendo ela preparando a comida.
— Que cheiro bom! — Falei e ela virou para me olhar.
— Chegou um pouco tarde... Onde estava? — Perguntou.
— Ah... Na casa do Jimin, e a mãe dele estava lá. — Esclareci antes que ela insinuasse algo.
— Humm, olha, olha... — Ela sempre falava aquilo como se quisesse pesar minha consciência.
— Ah, mãe! Não pensa besteira... — Fiquei brava e ela riu.
— Depois que comermos eu quero conversar contigo. Não se preocupe não é sobre seu namorado — Riu. — Mas vamos falar sobre isso depois.
— Ta bom... — Suspirei e fui para o meu quarto tomar um banho. Ainda bem que meu pai não está em casa, se não seria pior.
Após terminar de comer, ajudava minha mãe a limpar tudo.
— Eu queria falar com você sobre a viajem pro Brasil. — Ela falou enquanto enxugava as louças que eu lavava.
— É eu também.
— Não vamos poder ir agora. Infelizmente seu aboji vai trabalhar nas férias. — Um alivio subiu quando ela falou isso, Deus age de formas misteriosas.
— Então mãe, tudo bem. Tipo, eu queria falar pra senhora que a escola está organizando uma viagem para essas férias e eu queria muito ir. — Olhei para ela com cara de cachorrinho abandonado.
— Então você não iria pro Brasil com a gente?
— Não... Mas como já não vamos, posso ir para a viagem da escola?
— Por mim tudo bem, mas temos que ver com seu aboji. — Essa era a pior parte, convencer meu aboji... Terminamos de arrumar tudo e fiquei na sala esperando meu pai chegar. Não demorou muito e escutei a porta da sala abrindo, ele havia chegado. Espero que ele deixe.
— Olha quem chegou, o melhor homem do mundo! Não, do universo! — Falei e ele me olhou desconfiado.
— Qual foi a besteira que você já fez Alana?
— Nada aboji é só que... Eu queria te pedir uma coisa. — Falei e ele veio até mim.
— Se estiver ao meu alcance.
— Mas primeiro me responde uma coisa... — Fiz uma pausa. — O senhor me ama?
— Que o pergunta é essa? É claro que sim.
— Então, vai me deixar ir para a viagem da escola? — Tentei fazer a cara mais penosa e fofa possível.
— Não sei não... Como vai ser essa viagem? Vai ter adultos vigiando vocês? Vai ter meninos? Por que se tiver... — E o senhor super-protetor ataca novamente.
— Sim aboji... Vão ter professores nos acompanhado... Vai ter meninos claro a viagem é da escola, mas já avisaram que os meninos vão ficar separados das meninas na hora de dormir.
— Esses meninos sempre dão um jeito de invadir o espaços da meninas! — Ele devia fazer muito isso... — Você não vai!
— Mas vai ter vigias pai! Por favor... Confia em mim! — Implorei.
— Não, Alana.
— Mãe me ajuda aqui! — Implorei para minha mãe que nos olhava da porta.
— Deixa a menina se divertir! Não trate a coitada como uma prisioneira...
— Eu só não quero que ela apronte!
— Mas ela já esta na idade de aprontar... n******e proteger ela o tempo todo... — Mas do que eles estavam falando?
— Aboji, eu nunca aprontei! Quando eu trouxe problema pra vocês? — Perguntei.
— Quando começou a namorar... — Ele falou e minha mãe deu um t**a no ombro dele.
— Por favor... — Implorei com os olhos marejados.
— Tudo bem. — Suspirou. — Pode ir... Mas tem que me prometer que vai se comportar!
— Claro, claro! Eu vou, eu prometo! — Pulei de alegria no sofá. — Obrigada aboji! — Dei um beijo em sua bochecha. — Obrigada omma! — Dei um beijo na bochecha dela e sai correndo para meu quarto.
Parece que o universo resolveu cooperar.