Sebastian — Você voltou, querida… — Minha voz saiu baixa, quase em um sussurro, quando vi Ludmilla entrar na sala de jantar. Seu cabelo estava em desalinho, as sandálias nas mãos, pés descalços, mas mesmo com a aparência cansada, seus traços angelicais permaneciam intactos, ressaltando a profundidade de seus olhos azuis que pareciam carregar todos os segredos do mundo. — Eu não sobreviveria por muito tempo lá fora. — Ela falou, exausta, quase rendida. — Posso tomar um banho? Ludmilla parecia tão abatida, tão frágil, que precisei me conter para não tomá-la nos braços e protegê-la. Ela não era Camilla, minha falecida esposa, e eu precisava respeitar seu espaço, seu tempo. Tudo já estava confuso demais. Estar diante de alguém tão parecida com a mulher que amei loucamente era como ser arra

