5 - J.C. Blake

1629 Palavras
Terça 20:45PM — Você mudou depois dela Cameron. — ela disse quando parou o carro em frente ao prédio. — Ela tá grávida de um filho meu. O que você quer que eu faça?! — ergui as sobrancelhas. — Não. Não é só por isso. Foi antes disso. — me encarou triste. — Quando eu voltei da Europa você já não era o mesmo. — Jenna você tá paranóica. Eu sou o mesmo de sempre. — Você não me ama mais. — começou a chorar e a abracei imediatamente. Eita mulher emotiva. — Claro que eu te amo. Porque eu não te amaria? — Porque eu te traí. — enxugou as lágrimas. Isso é verdade. Me magoou muito. Mas o que sinto ainda não morreu. — Para Jenna. Eu te amo sim. A gente não tá juntos? Eu não posso deixa-la. Ela tá doente. — Não sei. Você é muito imparcial. Na festa do Elliot estava todo carinhoso, mas depois parece que anda sempre aéreo a tudo. — Não é com você. Só não tô sabendo lidar com essa história de ser pai. — enxuguei seu rosto. — Tudo bem. — pareceu mais calma. — Você vai me levar ao aeroporto amanhã de manhã? — Claro. Vou sim. — assenti. — Tá bom então. Eu passo aqui pra te pegar e você fica com meu carro esses dias. — Hum hum. Combinado. — sorri depois ajeitei seus cabelos e lhe dei um beijo. — Você tá linda de cabelo curto. — Ah. — riu. — Que bom que gostou. — Você fica linda de todo jeito. — dei outro beijo. — Tá. Para de paparicar. Vai embora. Ainda tenho que arrumar minhas malas. — me empurou e abri a porta saindo do carro. Assim que ela foi embora avistei o carro da Eva. Ela tá atrás do volante. Minha chance de falar com ela. Caminhei na sua direção mas ela arrastou o carro e foi embora. Ela fez de propósito. Que merda. ~~~♡~~~ O senhor Grayson que atendeu a porta. — Boa noite senhor Grayson, a Eva está? — Sim. Ela tá no quarto. Mas acho que já deve tá dormindo. O que você quer? — Preciso falar com ela... Sobre o bebê... — apertei meus lábios um pouco nervoso. Ele parece surpreso. — Então é você? — ergueu as sobrancelhas. — Sim. — lamentei. — Eu achei que você fosse mais responsável. — me olhou desapontado. — Eu também. — não escondi a vergonha. Será que ele vai me dar algum sermão? — Suba. Ela tá no quarto. — abriu caminho pra mim e entrei. Não foi tão m*l assim. Acho que o Elliot vai ser pior comigo. Eu até tinha comprado lanche pra o reparar nosso reencontro. Será que a Emma entregou? Subi as escadas com o coração na mão e toquei a maçaneta da porta do quarto dela. Se ela souber que sou eu não vai abrir. Então vou ter que ser um pouco inconveniente. Girei a maçaneta e abri a porta. Ela tá deitada, enrolada no cobertor. Ainda são 21:10 e ela já tá dormindo?! Entrei e fechei a porta. Me aproximei da cama e olhei o rosto dela virado pro outro lado. Ela está dormindo mesmo. Não acredito que estamos passando por isso. A gente viveu tantos momentos bons e acabamos assim. É difícil acreditar. Ela merecia muito menos que eu passar por isso. Eu nunca devia ter tocado nela. Mas... a Eva me tira do sério. Depois daquelas noites... eu não tenho pensado em outra coisa. Me sinto um i****a em namorar a Jenna, falar que amo ela sendo que também sinto alguma coisa pela Eva. O pior é que que eu gosto das duas, mas de jeitos diferentes. Eu não posso esquecer a Jenna de uma hora pra outra. São anos juntos, muita coisa vivida e ela é uma parceira e tanto. Já a Eva, ela despertou coisas em mim, coisas que são difíceis de esconder quando estou com ela. Principalmente sabendo que ela sente o mesmo que eu. Levantei seu cobertor, tirei meu sapatos e deitei ao seu lado. Encostei minha cabeça nos seus cabelos cheirosos e passei meu braço por sua cintura, depois toquei sua barriga. Tem um bebê aí dentro mesmo? Ela é quente. É bem esquisito tocar sabendo que tem alguém ali dentro. Ela se mexeu na cama e percebeu meu braço, pois tocou minha mão. — O que você tá fazendo aqui Jordan? — perguntou sonolenta. Ela reconhece minha mão! — A gente precisa se acertar. — Você já fez isso por a gente. — tirou meu braço de cima dela. — Eu não fiz nada Eva. — Eu não quero me meter na sua vida. Não se preocupe comigo. Eu sei me virar bem. Teimosa. — Tarde demais. — Então eu saio. Não vou mais cruzar seu caminho. Pode ficar tranquilo com sua namorada. — Eva... Eu tô aqui pra gente não precisar fazer isso. Para de ser teimosa e ciumenta. Eu voltei com a Jenna por sua culpa. — Ciumenta? — ela se virou pra mim. — Isso é sobre nosso filho, não sobre a gente. — Ótimo. Porque "a gente" não existe mesmo. Ciumenta. — Que história é essa de adoção? Ela olhou pro teto. — Eu não quero ter filho muito menos seu. — Quando foi que você pensou isso? Depois que me viu com a Jenna? — Não importa. Eu não quero ter um filho seu. Eu mereço. — Eu não vou deixar você dar nosso filho a ninguém. — Meu filho. Eu não quero você perto de mim. — corrigiu brava e levantou da cama. — Eva... — ri assustado. — Para de loucura. O que você tá pensando? Eu não vou te deixar criar nosso filho sozinha! — Ah, então vai ser eu, você e a Jenna? — cruzou os braços. — A gente não tá falando em casamento. — De qualquer forma ela sempre vai estar no meio com a cara feia e me tratando como a outra. — Eu não vou deixar ela fazer isso. Que absurdo. — Vai sim Jordan. Porque você é o cachorrinho dela e faz tudo o que ela quer. — Eu não tô aqui porque ela me mandou. — Eu não te chamei. Se quiser ir embora por favor, a porta é serventia da casa. — Apontou pra porta. — Eu não vou embora até a gente resolver isso. — Não tem nada pra resolver Jordan. Eu tô grávida. A fudida aqui sou eu. Você pode continuar a sua vida de modelo bonitão com sua angel, não vai fazer diferença pra você. Já pra mim... — Eu quero te ajudar. — Eu não quero sua ajuda. — Amigos antes de tudo, lembra? — Isso são só palavras. Se você fosse meu amigo mesmo não teria mentido pra mim naquele dia pra ficar comigo. Eu não devia ter falado aquilo. Droga. Mas eu não menti. — Você me magoou feio Jordan com suas promessas vazias. — seus olhos estavam cheios de lágrimas. — Me usou. — Eu nunca quis te usar. Eu queria mesmo você. Eu quero você. — tentei me aproximar dela. Ela riu. — Olha que merda você tá falando. Como você é um babaca! Você tem namorada! — Esse é o problema? Eu termino com ela. Eu faço o que você quiser mas não fica m*l comigo, me deixa cuidar de você e esquece essa história de adoção. — implorei. Ela me encarou balançando a cabeça em negação. — Eu não quero sua pena. Sentei na cama com as mãos na cabeça. Eu não sei mais o que fazer. — p***a Eva! — dei uma lufada de ar. — O que você quer que eu faça? — Você não pode fazer o que eu queria. — Eu posso tentar ao menos. — Eu queria nunca ter te conhecido. — disse friamente e senti minhas mãos gelarem quando olhei pra ela. — Pois saiba que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida nesses últimos meses. — não contive uma lágrima que desceu do meu olho. Enguli o nó na minha garganta tentando não absorver as palavras que ela disse e encarei meus pés. Silêncio... — Você... você não imagina o medo que eu tô sentindo de tudo isso. — sua voz saiu chorosa enquanto ela tá encostada na parede. — Eu também tô assustado Eva, e com muito medo. Eu achei que a gente podia apoiar um ao outro. afinal isso é entre a gente. — levantei e andei até ela. Seus rosto tá molhado das lágrimas e seu nariz vermelho. — Eu não queria estar passando por tudo isso. — ela continuou chorando. A abraçei rapidamente e fechei os olhos tentando ser forte. — Ninguém queria. Mas vai dar tudo certo. Vai ficar tudo bem. — apertei seu corpo e ela deitou sua cabeça sob o meu ombro. — Eu não sei merda de nada sobre criar uma criança. Vou ser uma péssima mãe. Olha, eu acabei de xingar na frente do bebê. — A gente vai aprender juntos. — acariciei seus cabelos. — Eu não vou te deixar sozinha, nunca Eva. — Não é mais uma promessa vazia? — Não. Não é. — senti uma pedra ser tirada de cima de mim só de sentir seu abraço. Eu não aguento ficar m*l com ela. — Tá bem. Ufa! Que bom que a gente tá bem. Ela me soltou e enxugou o rosto. — Me conta tudo. — Tudo o quê? — Como você descobriu. Quando a gente vai ver ele. Eu quero saber tudo. — estou ansioso. — É muita coisa. — deu um leve sorriso. — Eu tenho todo o tempo do mundo pra te ouvir.
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