É difícil explicar o que se passa pela minha cabeça agora e também o que tô sentindo. Talvez eu tenha misturado muito o que sinto pelo Jordan com o fato de eu estar grávida dele. Acho que é porque a vontade de ter ele só pra mim é muito grande.
Talvez eu seja muito burra em acreditar no que ele diz. Emma tem razão quando fala que os homens são todos iguais, mas eu queria que não fosse verdade e que o Jordan fosse a excessão. Mas se ele fosse a excessão a sortuda é a Jenna e e ele não teria ficado comigo.
Às vezes eu fico pensando se ele ficou comigo porque tava muito na cara que eu era caidinha por ele. Porque eu tentei ser forte e não focar nele. O fato é que eu odiei saber que ele tinha a Jenna.
Homem bonito raramente é solteiro. Eu deveria ter dado mais valor ao William. Ele gostoso e solteiro. Mas parece que a tentação foi pra outras bandas proibidas.
Eu tenho que aprender a lidar com isso e enxergar que o que rolou com o Jordan foi só um acontecimento, e começar a enxergar ele como o pai do meu filho que vai estar presente na minha vida até o fim.
Merda, se eu não parar de gostar dele um dia vai ser f**a viver. E se ele casar com a Jenna? Eu vou ser aquela que aparece no fale agora e cale-se para sempre. Porque eu sou dessas loucas mesmo.
Ele é meu amigo. Só amigo. Só amigo. Só amigo.
Tenho que comprar um caderno pra escrever isso mil vezes.
— Eu sabia. Você tava vomitando demais. — comentou pegando o salgadinho depois que contei toda aquela história.
— Nada. Você me garantiu que eu não tava. — cortei seu papo e ele deu uma risada sem jeito.
— Eu não lembro de nada daquele noite Eva. — Seu sorriso se desmanchou. Aquela noite rendeu muito prejuízo pra mim e eu nem me lembro do que aconteceu.
— Nem eu. Você acha que foi naquele dia?
— Provavelmente. Das outras vezes a gente usou camisinha, me lembro bem.
Merda de descuido. Não era pra gente precisar estar falando sobre isso. Era pra a gente tá falando bobagens...Não discutindo sobre nosso filho.
— A culpa é sua de tudo isso. Se você não tivesse inventado de ir embora a gente não tinha bebido e feito um bebê e sei lá o quê mais. — deixei um pouco de magoa tomar minha voz.
— Eu só fui embora porque vi uma foto da Jenna com outro cara no i********:. — se explicou desajeitadamente e paramos por um instante, depois falamos juntos. — Então a culpa é da Jenna. — rimos.
Que merda viu. Vou lembrar isso a ela.
Já faz muito tempo que isso aconteceu. Se for contar de lá pra cá...
— Então eu devo tá com quase três meses de gravidez. — estipulei.
Cacete. 3 meses!
— Será? Quando vai ser o ultrassom? — mel encarou perdido. Jordan tá mais perdido que eu. E eu tô muito perdida. Somos dois perdidos no meio dessa confusão.
— Não marquei. Foi tão chocante a notícia que fiquei desnorteada. — deitei minha cabeça no travesseiro comendo o salgadinho.
— Não esqueça de me avisar. Quero ir à todas. Já pensou se já der pra ver o sexo dele?
Ele parece tão animado.
— Seria legal. — sorri e ele deitou ao meu lado sorrindo — Você faz parecer que não é uma coisa tão aterrorizante.
— Que bom. Isso ainda me assusta mas a gente tá junto nessa então não precisamos nos desesperar. Eu não quero mais te ver chorando. — Segurou minha mão deitado de frente pra mim. — Você fica muito feia chorando.
Quê?!
Revirei os olhos e ele riu.
— Brincadeira. Você é linda de qualquer jeito.
Soltei minha mão voltando pra terra.
— Essa é a cantada que você dá pra todas as garotas? — ergui as sobrancelhas.
— Só as que gosto mesmo. — sorriu.
Que raiva. Dá vontade de socar a cara dele, e beijar e depois socar de novo.
— Eu te odeio. — desviei meus olhos pro teto.
— Porque?
— Você bagunça muito minha cabeça.
— Você fax a mesma coisa comigo. — tocou meu nariz.
Mentiroso.
Se gostasse de mim como eu gosto dele não pensaria duas vezes antes de botar um ponto final desse retorno com a Jenna.
— Você... você ama mesmo a Jenna né?.. — enchi minha boca de salgafinho. Quem sabe eu não morro intalada e não ouço a resposta dessa pergunta ridícula que acabei de fazer!
Ele pensou antes de falar. — Menos do que antes.
— Não se ama um pouco Jordan. É a regra do tudo ou nada. Ou você ama ou você não ama. — expliquei.
— Ela me magoou. Mas eu ainda amo ela. — não olhou em meus olhos.
Eu sabia.
— Humm. — continuei comendo meu salgadinho tentando passar a pouca importância que dei pra isso.
Será que eu tô conseguindo. Ele tá me encarando.
— Me dá seu celular. — estendeu a mão me encarando.
— Pra quê?
— Me dá pra eu te mostrar uma coisa.
Peguei meu celular na mesinha e desbloqueei colocando na mão dele. Ele abriu meu w******p e procurou o nome dele.
Inconveniente viu. Mexendo no w******p dos outros.
— Um coração?... — ergueu a sobrancelha com um sorriso m*l intencionado ao ver no nome dele seguido de um coração no contato e eu desejei que aparecece um buraco agora pra me jogar porque tô morta de vergonha.
— Todas as pessoas que eu gosto tem um emoji no contato. — dei de ombros. Pior desculpa.
— Ata. — ele abriu as mensagens logo depois que me desbloqueou. Passou algumas mensagens e parou nas que ele tinha enviado virando o celular pra mim. Na mensagem tá escrito : "te amo".
Minhas bochechas queimaram. Como eu não vi isso?
— Eu não menti nessa mensagem. — me encarou com o rosto perto do meu. Muito tentador, assustador e muito cara de p*u.
Jordan quer me matar fazendo isso. Não posso demonstrar que estou mexida. Ele deve me amar como amiga.
— Você se acha um shake árabe pra amar duas mulheres é? — desdenhei e ele riu mas logo ficou sério de novo.
— De formas diferentes. Mas nada do que te falei foi mentira. Eu também te odeio por ter sumido quando a gente podia ter ficado juntos.
— Elliot me magoou.
— f**a-se ele Eva. Isso era entre a gente. Você disse que gosta de mim.
Eu fui tão burra em ter falado aquilo.
— Quando eu falei era de forma diferente. Como amigo. — tentei corrigir minha burrada da festa do Elliot.
— Ata. — ele se virou pra olhar o teto. — E fez aquele vexame todo?
Eu sou mesmo barraqueira.
— Eu tava de cabeça quente.
— Se você não tivesse com o William eu não teria voltado com a Jenna.
Agora a culpa é minha?
— Você ía voltar de qualquer jeito.
— Não. Eu não ía. Mas agora tá feito e terminar sem motivos que não magoem ela é impossível.
Merda.
Merda.
Merda.
Eu tive muita culpa mesmo ouvindo o i****a do Elliot. Agora é tarde demais.
— Eu te entendo. Não se preocupa com isso não. Vamos seguir a vida e pensar no bebê né? Além disso eu tenho um gostoso que me quer. — me garanti.
— Quem? — ele franziu o cenho de um jeito indiferente. É assim que eu gosto. Morrendo de ciúmes. Quis voltar com a capa do Batman, pois agora eu vou mostrar o que você perdeu. Não vou ficar por baixo.
— William. — dei um grande sorriso erguendo as sobrancelhas e ele balançou a cabeça em sinal de negação. Tadinho (só que não).
— Depois a gente conversa sobre isso... Eu tenho que ir pra casa. Amanhã cedo vou levar a JENNA no aeroporto. — Levantou da cama.
Idiota.
— Tá. Eu já ia mesmo te mandar ir embora. Eu converso com o WILLIAM nesse horário. — Segurei meu celular.
Ele riu fingindo não dar importância.
— Você vai pegar táxi?
— Vou né. Chamar um Uber. — mexeu no celular.
— Acho que não tem Uber uma hora dessas. Vá no meu carro. — levantei preocupada. Eu não sei se esse bairro é seguro, então tirei a chave da casa de junto da do carro e estendi pra ele.
— Não. Tá louca? Não precisa.
— Leva. Amanhã você traz.
Aí ele vem aqui amanhã de novo.
— Ah, tá bom então. Mas só porque você insistiu muito. — sorriu pegando as chaves. Acho que se fosse trocar a Jenna pelo meu carro ele trocaria.
— i****a. Só não sai cantando pneu na rua, senão meu pai vai perceber que você é um arruaceiro.
Ele riu vindo até mim. — Boba. — beijou meu rosto, bem no canto da boca pra me matar. — Te vejo amanhã então.
— Ok. — sorri um pouco desnorteada e fui pra minha cama. — Hey, meu pai falou alguma coisa quando você entrou?
Duvido dele não ter ficado bravo.
— Sim. Ele já sabe que sou o pai do bebê. Ele disse que ficou muito feliz e que eu sou genro dos sonhos dele. — abriu a porta sorrindo pra mim.
— Nem se trocassem o cérebro dele ele falaria uma coisa dessas. — deitei na cama.
Meu pai nunca vai aprovar ninguém acho. Mas ele gostou do William.
— Ah. — ele voltou correndo. — esqueci de dar tchau pro meu filho.
— Quê?! — levantei minha cabeça, ele levantou minha blusa sem cerimônia e beijou minha barriga.
— Boa noite meu amor. — se levantou encarando minha barriga ainda.
Quem é esse ser humano heim!
— Tchau gatinha. — saiu e fechou a porta.
Merda. Eu tô lascada com o Jordan sendo tão fofo.