13 - Emma Holland

729 Palavras
Elliot conseguiu me tirar do sério. Ele sabe que sou medrosa e ainda fica falando uma coisa dessas pra mim! Filho da p**a infantil! Agora eu tô com medo. Não se brinca com essas coisas. Ele veio falar isso logo pra mim?! — Alô, Eva? Sim, eu liguei pra minha amiga. Seria muito estranho ir pra casa dos meus pais por causa disso. Meu irmão pequeno iria zoar de mim o resto da minha vida. Parece besteira. Mas tenho muito medo meeesmo. — Oi! — Você não gostaria vir dormir aqui hoje não? — Não. O que foi que teve? Você tá doente? — Quase isso. Foi o Elliot. Ele me falou de vozes e vultos perto do meu apartamento. Tô com medo agora. — Você acreditou no Elliot? — Sim. — O Elliot mente, Emma! — Mas ele falou muito sério, foi bem convincente. Não parecia estar mentindo. — Claro que parece verdade. Ele é mentiroso profissional. Essa é a profissão dele. — Não sei não. Ainda tô com medo. Não quer vir mesmo? — Não dá. Eu tô com os pés doendo e não quero dirigir a noite. Se quiser vir pra cá... — É longe pro trabalho amanhã. — Não tem ninguém aí não? Ou então esquece isso mulher. Isso é invenção do Elliot pra te assustar. — Vou resolver aqui. Tchau. — Tchau. Beijo. Minha segunda opção. Chamando Jordan... — Aaaaaalôu? — Oi Jordan. É a Emma. — Nossa, sério mesmo? Porque no identificador tava outro nome... — Engraçadinho. Jordan eu preciso de um favor seu. — Fala. — Dorme aqui em casa comigo? — Nossa, que direta. Mase u tenho namorada. — Para de piada Jordan. Não dormir comigo, "comigo", mas aqui em casa. — O que houve? — Elliot falou de fantasma pra mim e agora tô com medo. Ele riu. — Elliot mente, Emma. — Eu sei. Mas tô com medo ainda. Vem por favor... — implorei com o telefone na orelha. — Tem alguma coisa pra comer aí? — Eu peço o que você quizer. — Pizza com muito, muito, muito queijo, presunto, charque e tudo o que tiver direito. — Tá bom. Venha logo. — Não esqueça do refrigerante. Tchau. — Tchau. Interesseiro. * — Eaí medrosa. — ele entrou na minha casa todo vestido de moletom. — Aqui tem cobertor de lã? Fiquei com frio no caminho pra cá. Isso porque é dentro de um prédio. — Claro que tem. Obrigada por vim Jordan. Você é um amor, mas o Elliot, ninguém merece. — Ele mandou te pedir desculpas. — sentou no sofá e já foi pegando a pipoca. — Fala pra ele pegar as desculpas dele e socar no cu. — sentei no outro sofá. — Nossa. — ele riu surpreso. — Cê tá bem educadinha heim! — TPM. — peguei um pouco de pipoca também. — Então tá explicado. Mas o que tem pra fazer aqui? Ainda não tô com sono. — Tem a tv, tem conversa... — Vamos conversar. Você tá pegando o Bran? — Não. Você sabe falar disso? — Sim. Mas não deu certo? — Não. Ele não quer nada sério não. — Ata. — E você e a Jenna? — fui forçada a perguntar. — Estamos bem. — ele respondeu não muito animado. — O que foi que teve? — Nada. Você sabia que daqui a 15 dias mais ou menos, na sexta, vai ser feriado? — Não. — A gente bem que podia ir pra sua casa de campo de novo. Eu gostei daquele fim de semana. — Toma vergonha, Jordan. Você traiu sua namorada. — Não se faz de santa, você também gostou. Eu não vou admitir. — Nem lembro. — dei de ombros. Ele sorriu, depois ficou mais sério. — Já que a gente conversa muito, e eu sei que você não vai falar nada pra Sierra, nem pro Elliot... posso falar sobre isso. Minha tá diferente, Emma. Ela m*l fala com o Elliot, comigo e com nossos pais. Parece que se fechou no seu mundo de top model. Eu não sei se o namoro dela e o Elliot dura muito não. Claro, sem dar expectativas a você. — Oxe, Jordan! Para com isso. Eu não quero mais nada com o Elliot. — Isso vamos ver no feriado, na sua casa de campo. Não acredito que ele tá inventando isso.
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