14 - Eva Grayson

733 Palavras
Finalmente consegui ganhar do meu pai no baralho. — Toma distraído! — dei minha jogada final. — Muito bem. Depois de 10 partidas, se eu não deixasse ganhar uma era muita falta de cavalheirismo. — Você não me deixou ganhar. Todos os méritos pra mim que sou muito inteligente. — arrumei meus cabelos num coque. Enquanto eu embaralhava de novo ele ficou me encarando pensativo. — O que é papai? Eu conheço bem ele. Tá imaginando alguma coisa. — Como vai a sua relação com o pai do bebê? Sabia. — Normal. Ele aparece nas consultas... — E vocês ainda estão juntos? — Nunca estivemos juntos. — comecei a distribuir as cartas. — E como fizeram o bebê? À distância? — ele ergueu a sobrancelha. Eu sorri reto. — Ele tem namorada pai. Não quer nada comigo. Ele balançou a cabeça em negação. — Não queria isso pra você. — Também não, mas fazer o que? Eu fui um tanto burra nos últimos meses. — admiti. — Eliot é um péssimo irmão mais velho, mas a culpa é minha. Olhei pra ele surpresa. — Não é sua culpa pai. Você não fez nada. — Eu te expulsei de casa. Isso aí é verdade. Senão eu não teria ido pra casa do Eliot. — Uma hora ou outra eu ía fazer uma merda. Não tem como ser perfeita o tempo todo. — tentei sorrir. — Vamos voltar ao jogo. Vou ter dar uma surra de virada. Nosso assunto acabou aí. Ficamos jogando e rindo e esquecemos de tudo. Eu sei que isso é só uma fase. Sinceramente, não tô mais me importando com o Jordan, Jenna ou qualquer coisa que tenha acontecido. A bebê tá tomando conta da minha cabeça. Vitória vai ser o nome dela. Minha princesinha. Ela não me deixa dormir, não me deixa ficar quieta. Toda hora se mexe. É incrível. Ela se mexe quando ouve a voz do meu pai, da minha mãe, até do Eliot pelo telefone. Minha barriga tá bem grande e meus p****s também. Tenho estrias vermelhas bem no quadril e minha mãe se dedica a passar óleo de amêndoas todos os dias pra que elas sumam. Meus quadris estão mais largos e já perdi várias roupas. Agora ando como uma pata. É horrível, mas eu faço muito exercício pra compensar. Exercícios seguros é claro. No dia seguinte, Emma apareceu na minha casa. Toda social. — Eaí barrigudinha. — me abraçou e deslizou a mão pela minha barriga. — Tá grande! — Acho que tá crescendo por segundo. — fechei a porta e seguimos pra sala. — Como você tá? Que história foi aquela do Elliot e os fantasmas? — sentei no sofá. — Elliot é um i****a, mas o Jordan dormiu lá comigo uma noite, já me conformei com as mentiras dele. — Jordan dormiu lá? — fiquei surpresa. Ela ficou sem jeito. — Eu sei que ele foi m*l com você, mas a gente ainda é amigo. — Não, tranquilo. Isso é entre eu e ele, não se preocupa. — sorri. — Já esqueci tudo. — Sério? Ótimo, porque vamos passar o feriado na minha casa de campo. Oi? — De novo? — Sim. Qual o problema? A gente não tem pra onde ir. E vai todo mundo dessa vez. O William, o Bran... A louca da sua psicologa... — Elliot? — Sinceramente, não quero que ele vá. — E o Jordan? — Bom... Ele quem deu a ideia. — Se o Jordan for o Elliot também tem que ir. — falei. — Porque? — ela franziu o cenho. — Elliot vai cuidar de mim. Ele é meu irmão. — E o Jordan o pai da bebê. — deu de ombros. — Emma você sabe como tá minha relação com o Jordan. Elliot vai garantir que ele fique longe de mim. — Porque você não tem forças pra ficar longe? — ela ergueu a sobrancelha. — Claro que não! Porque você tá agindo assim? — fiquei confusa. Parece que tá do lado dele! — Não tô agindo de forma nenhuma. Só que você ainda gosta dele e pelo que vi no Jordan, ele também gosta de você, bem escondido lá no fundo. Nem vem esperança de merda. — Não bota coisa na minha cabeça. Acabou entre nós dois. — Isso é o que vamos ver no feriado. — ela sorriu. Isso vai dar em merda.
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