Ao entrar no meu quarto vi um indivíduo lá olhando as fotos.
Eu: Oi? - recebi um olhar arrependido. Ele veio até mim, me abraçou forte de me tirar do chão.
Al: Mihzinha, me desculpa, fui injusto, i****a, eu não te ouvi, por favor me desculpa? - o abracei forte
Eu: Claro que desculpo, como não maninho? - ele começou a me girar, só ri de sua empolgação.
Nós descemos, ele pediu desculpas, nós conversamos e eu falei sobre a minha decisão com ele.
Al: Mas Milly…
Eu: Beto, me entende. Eu gosto dele, mas cara, não dá pra gente ficar nesse climão. Eu tenho outros amigos e o Raí, pra mim, é tão especial quanto vocês. Eu não tô decidindo isso por ninguém., mas pra poder evitar uma tragédia.
Al: Nossa, ele vai sofrer muito, ele já tá bem m*l.
Eu: Eu também, eu não posso fugir dessa situação. Eu prefiro ter ele na minha vida com a nossa amizade, do que perdê-lo por sermos um casal briguento e orgulhoso.
Al: Eu vou ficar triste por vocês, mas se for pra ter meus amigos mais grudentos de volta, aceito. - o abraço.
Eu: Obrigada! - uma lágrima caiu de meu rosto.
Al: Me desculpe de novo. - eu sorrio pra ele. — Posso dormir aqui? - fez a carinha.
Eu: Óbvio! - rimos. Decidi mandar mensagem pra Carlos.
— Como você disse, não posso fugir pra sempre. Amanhã conversaremos. x
Dali, passamos o resto do dia, dormimos.
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Acordamos lá pelas 11 comemos e fomos pra casa de Beto. Carlos não me respondeu e isso me deixou mais nervosa.
O caminho foi silencioso, Alberto sabe que eu tava me concentrando pra não surtar. Ao chegarmos, ele me desejou sorte. fui para o quarto de Carlos, bati na porta.
Ca: Oi. - ele disse assim que entrei.
Eu: Oi. - eu tava meio sem jeito, o que era uma coisa rara, não tínhamos frescuras. — Precisamos conversar né?
Ca: Sim, eu pensei bastante, eu vou me controlar, se você quiser sair com seu amiguinho, eu deixo… - ao ouvir isso não acreditei.
Eu: Carlos para, por favor! Antes que piore as coisas. Primeiro que não tem essa de permissão, e outra, a gente já viu que isso não vai dar certo. - Me sentei em seu lado na cama, com a voz calma e firme. — Eu te amo, sempre vou te amar, acima de tudo nós somos melhores amigos…
Ca: Mas eu não quero ser só isso! - ele falou meio rápido. — Eu gosto de você, de verdade, eu quero ficar com você, me dá uma chance só.
Eu: Carlos, e se nessa chance, perdermos a chance de sermos o que éramos antes. Eu não iria suportar, você é muito importante pra mim e acho melhor não continuarmos, nós dois como um casal não funciona. - eu chorava, ele chorava.
Ca: Não funciona? Ou você não quer que funcione?
Eu: Para, por favor. Não faça isso!
Ca: Eu faço, você não quer continuar por causa dele, eu sei. - ele tentava acreditar nisso, talvez assim fosse melhor pra ele aceitar do que vendo a verdade. Respirei fundo, dei uma leve risada irônica.
Eu: Se dependesse dele, a gente não teria nem ido ao shopping, se dependesse dele eu não estaria fazendo o que estou fazendo agora. Ele tava torcendo que ficássemos bem, de qualquer forma e eu tô torcendo por ele, sabe por quê? Ele está apaixonado e eu quero que ele seja feliz com ela. Acho que você está sendo injusto.
Ca: E você ainda defende ele? - segurei seu rosto.
Eu: Olha aqui, esquece o Raí, ele não tem nada a ver com isso. Olha pra gente, você acha que daria mesmo certo? Que situação ridícula que nos encontramos. Seja racional, você não é assim Carlos! - ele abaixou seu olhar. Passei meus braços pelos seus ombros e agarrou forte minha cintura. — Eu amo você, eu não quero te perder de nenhuma forma. - eu cochichei com minha pouca voz.
Ca: Mih, eu sou ciumento, mas eu acho que conseguiria mudar isso. - ele tentava me convencer.
Eu: Amor, você é assim, e eu ia acabar me sentindo presa ou sufocada e tenho certeza que você não iria se sentir feliz com isso.
Ca: Eu gostaria muito de ficar com você, mas se você quer assim, eu vou te respeitar, eu nunca iria querer fazer algo pra te magoar e parece que eu já fiz. - neguei com a cabeça.
Eu: Por favor, não muda comigo, eu te dou o tempo que precisar, mas por favor, eu não quero te perder. Eu não estou magoada com você, eu só cheguei a conclusão que nós funcionamos melhor como amigos e de forma nenhuma eu quero te enganar ou brincar com você. Por isso, eu tô te pedindo, não muda comigo não. - eu quase implorava.
Ca: Não se preocupa, eu… eu só não sei o que dizer - ele passava seu polegar secando minhas lágrimas. — Eu… - ele não conseguia achar palavras, num ato rápido ele me beija, damos um beijo de despedida, dali prefiro dar um tempo pra ele.
Eu: Eu vou indo, quando quiser, pode me procurar. - lhe dou um selinho, ele beija minha testa e saio do quarto.
Eu: Beto, eu vou pra casa, pensar um pouco, vai me mandando noticias, tá? - ele me abraçou assentindo.
Acionei um taxi, fui pra casa, lá chorei, chorei, chorei, minha mãe chegou e me consolou. Depois a Grazy apareceu, o Lucas me ligou, a Bel amanhã ia lá pra casa.