193

1601 Palavras

COBRA NARRANDO O sol já tava nascendo quando a gente ainda tava no baile. Oito da manhã e a favela ainda fervia. Mas a melhor parte da noite não foi o baile, nem as bebidas, nem os proibidões tocando no último volume. Foi ela. Clara tava radiante. Linda, feliz, com a aliança brilhando no dedo e um sorriso que iluminava tudo. E eu… Eu não tava nem aí pra zoação. Os caras me chamando de o****o de mulher, de apaixonado, de marido do baile… Foda-se. Eu queria mais era mostrar pra todo mundo o quanto eu amava essa mulher. O quanto eu tava obcecado por ela. O quanto ela era minha. Porque, deixando claro, ninguém jamais ia se atrever a encostar nela. Depois que o baile finalmente terminou, a gente partiu pra padaria. Todo mundo cansado, mas ainda na pilha. Sentamos nas mesas de f

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR