O Tempo do Amor Lúcia estava feliz. Não era uma felicidade barulhenta, dessas que precisam ser anunciadas. Era calma, serena, daquelas que se instalam no peito e aquecem por dentro. Margarida tinha aceitado ir trabalhar com eles, e isso trazia uma sensação boa de começo, de futuro sendo desenhado com cuidado. Ela estava sentada no colo de Adrian, na sala silenciosa da casa, com a luz do fim da tarde entrando pelas janelas. Não tinha ido para lá por iniciativa própria — fora ele quem a puxara, com aquele gesto natural de quem já sabia que aquele lugar lhe pertencia. Lúcia se ajeitou devagar, apoiando a cabeça no ombro dele, sentindo o cheiro conhecido que sempre a acalmava. Adrian passou os braços ao redor dela, sem pressa, como se o tempo tivesse aprendido a respeitá-los. Por alguns m

